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Notícias
16
nov
2009
(MEIO AMBIENTE)
Eucalyptus Benthamii – Solução para áreas que ocorrem geadas
O planejamento estratégico é essencial para todos os empreendimentos realizados na atualidade. No setor florestal, a cada passo dado, ou decisão tomada, significa sucesso com rendimentos extraordinários, ou prejuízo elevado principalmente nas áreas de produção de madeira. Portanto, é de fundamental importância escolher a espécie adequada para a finalidade desejada, adaptada dentro dos parâmetros fundamentais de silvicultura, respeitando as orientações de profissionais habilitados, e principalmente com base nas instituições de pesquisa.
Embrapa Florestas tem sido implacável no desenvolvimento de novas tecnologias, e auxílio às diretrizes do desenvolvimento silvicultural nacional. Nessas condições, muitas regiões do Brasil são suscetíveis à ocorrência de geada, aumentando a necessidade de cuidados e escolha da espécie ideal para evitar a perda parcial ou total do investimento.
Até o final da década de oitenta, as opções eram poucas, limitando-se ao E. dunnii, para regiões de geadas pouco severas e ao E.viminalis para áreas de geadas mais severas. O crescimento do E. dunnii é elevado e seus plantios sadios, o que não ocorre com E. viminalis. Este, além de não apresentar elevadas taxas de crescimento, sofre com diversos problemas fisiológicos que acarretam alta mortalidade, embora tenha notória tolerância às geadas.
O E. benthamii plantado em Colombo, Paraná, despertou desde logo grande interesse devido a sua tolerância elevada às geadas e ao desenvolvimento rápido e aspecto sadio de suas plantas. Ao contrário do E. dunnii, que florescia apenas com a idade de quinze anos, e mesmo assim, alternando anos com e sem floração, o E. benthamii floresceu aos seis anos de idade e sem acentuadas alternâncias de anos de intensa e baixa floração. O E.benthamii var benthamii, ocorre na Austrália, estado de Nova Gales do Sul, ao oeste da cidade de Sydney e de Coff´s Harbour, em área muito limitada. A latitude aproximada é de 34°S, predominantemente em planícies ao longo do rio Nepean e seus afluentes.
A expansão dos plantios de E. benthamii, no Sul do Brasil, ocorreu primeiramente na região de Guarapuava, pela Cooperativa Agrária, com a orientação de Carlos Alberto Ferreira e Helton Damin da Silva. A cooperativa, anteriormente, plantava E.viminalis e E.dunnii, para produção de lenha para caldeiras. A comparação entre plantios de E. benthamii e de E.dunnii, em um gradiente altitudinal, possibilitou constatar a maior tolerância às geadas do E. benthamii. Este foi pouco prejudicado por geadas severas (-6º C), enquanto o E.dunnii teve sua copa inteiramente danificada e foi necessário recepar as plantas para a retomada do crescimento. Ao final da rotação, após seis anos o E.benthamii apresentou produtividade 30 % mais elevada que o E. dunnii.
A adoção de técnicas silviculturais avançadas, como subsolagem, adubação no plantio e controle efetivo de ervas competidoras e pragas, possibilitaram maior expressão do potencial produtivo do E. benthamii, sendo comuns produtividades superiores aos 45 m3/ha.ano, nos plantios comerciais mais recentes. Além disso, seu resultado nas caldeiras tem surpreendido muita gente, a conversão energética tem sido fantástica.
A Golden Tree, viveiro florestal, um dos poucos no estado e do país que produzem mudas de Eucalyptus benthamii, com extrema qualidade. Tem parceria com a EMBRAPA florestas e com a agrária, onde desenvolvem pesquisas para obterem os melhores resultados e repassar ao homem do campo. “Trabalhamos sempre procurando os melhores resultados” salienta Luiz Carlos Valtrin, sócio gerente da Golden Tree. “Os resultados de desenvolvimento na região de Guarapuava, onde está localizado, e outras regiões do sul são surpreendentes, oferecendo uma grande oportunidade aos produtores rurais e investidores interessados em plantar florestas e colherem futuro” finaliza.
Engenheiro Agrônomo Pedro Francio Filho
Divisão Florestal e Agroflorestal
PLANAPEC Planejamento Agropecuário LTDA.
Embrapa Florestas tem sido implacável no desenvolvimento de novas tecnologias, e auxílio às diretrizes do desenvolvimento silvicultural nacional. Nessas condições, muitas regiões do Brasil são suscetíveis à ocorrência de geada, aumentando a necessidade de cuidados e escolha da espécie ideal para evitar a perda parcial ou total do investimento.
Até o final da década de oitenta, as opções eram poucas, limitando-se ao E. dunnii, para regiões de geadas pouco severas e ao E.viminalis para áreas de geadas mais severas. O crescimento do E. dunnii é elevado e seus plantios sadios, o que não ocorre com E. viminalis. Este, além de não apresentar elevadas taxas de crescimento, sofre com diversos problemas fisiológicos que acarretam alta mortalidade, embora tenha notória tolerância às geadas.
O E. benthamii plantado em Colombo, Paraná, despertou desde logo grande interesse devido a sua tolerância elevada às geadas e ao desenvolvimento rápido e aspecto sadio de suas plantas. Ao contrário do E. dunnii, que florescia apenas com a idade de quinze anos, e mesmo assim, alternando anos com e sem floração, o E. benthamii floresceu aos seis anos de idade e sem acentuadas alternâncias de anos de intensa e baixa floração. O E.benthamii var benthamii, ocorre na Austrália, estado de Nova Gales do Sul, ao oeste da cidade de Sydney e de Coff´s Harbour, em área muito limitada. A latitude aproximada é de 34°S, predominantemente em planícies ao longo do rio Nepean e seus afluentes.
A expansão dos plantios de E. benthamii, no Sul do Brasil, ocorreu primeiramente na região de Guarapuava, pela Cooperativa Agrária, com a orientação de Carlos Alberto Ferreira e Helton Damin da Silva. A cooperativa, anteriormente, plantava E.viminalis e E.dunnii, para produção de lenha para caldeiras. A comparação entre plantios de E. benthamii e de E.dunnii, em um gradiente altitudinal, possibilitou constatar a maior tolerância às geadas do E. benthamii. Este foi pouco prejudicado por geadas severas (-6º C), enquanto o E.dunnii teve sua copa inteiramente danificada e foi necessário recepar as plantas para a retomada do crescimento. Ao final da rotação, após seis anos o E.benthamii apresentou produtividade 30 % mais elevada que o E. dunnii.
A adoção de técnicas silviculturais avançadas, como subsolagem, adubação no plantio e controle efetivo de ervas competidoras e pragas, possibilitaram maior expressão do potencial produtivo do E. benthamii, sendo comuns produtividades superiores aos 45 m3/ha.ano, nos plantios comerciais mais recentes. Além disso, seu resultado nas caldeiras tem surpreendido muita gente, a conversão energética tem sido fantástica.
A Golden Tree, viveiro florestal, um dos poucos no estado e do país que produzem mudas de Eucalyptus benthamii, com extrema qualidade. Tem parceria com a EMBRAPA florestas e com a agrária, onde desenvolvem pesquisas para obterem os melhores resultados e repassar ao homem do campo. “Trabalhamos sempre procurando os melhores resultados” salienta Luiz Carlos Valtrin, sócio gerente da Golden Tree. “Os resultados de desenvolvimento na região de Guarapuava, onde está localizado, e outras regiões do sul são surpreendentes, oferecendo uma grande oportunidade aos produtores rurais e investidores interessados em plantar florestas e colherem futuro” finaliza.
Engenheiro Agrônomo Pedro Francio Filho
Divisão Florestal e Agroflorestal
PLANAPEC Planejamento Agropecuário LTDA.
Fonte: Painel Florestal/PLANAPEC
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