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Notícias
09
nov
2009
(MEIO AMBIENTE)
Plantas 'alternativas' podem suprir deficiência de hortaliças no Amazonas
Alimentos comuns no dia-a-dia de muitos brasileiros, como a alface, o tomate e a batata inglesa, não costumam fazer parte das refeições no Amazonas. Essas plantas tradicionais, consumidas na maior parte do Brasil, foram trazidas de outros países e se adaptaram bem ao clima e à terra de diversas regiões do país, como o Sul e o Sudeste. No Amazonas, entretanto, elas não obtiveram o mesmo sucesso.
O clima quente e úmido da região amazônica e o solo, ácido e carente em nutrientes, impossibilitam certos cultivos. Além das condições inadequadas para o plantio, os moradores do Amazonas não desenvolveram a tradição de consumir essas hortaliças convencionais.
“Os povos indígenas desconhecem essas plantas, já que muitas foram trazidas de fora do país. Por isso, a população do Amazonas não se acostumou a comer esses alimentos”, explica o professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Valdely Kinupp.
A ausência de certas culturas pode ser compensada por plantas menos conhecidas ao redor do país, as chamadas hortaliças-não convencionais. Muitas dessas hortaliças são nativas da Amazônia e aclimatadas ao clima e ao solo da região. São exemplos de espécies amazônicas a ária (Calathea allouia), feijão-macuco (Pachyrhizus tuberosus), taioba-branca (Xanthosoma sagittifolium) e araruta (Maranta arundinacea).
Segundo o professor Valdely, as hortaliças não-convencionais amazônicas são fundamentais para complementar a dieta alimentar na região, pois apresentam ainda mais nutrientes que as plantas convencionais.
“O caboclo consome muito amido, presente no arroz, na farinha e no macarrão. As hortaliças não-convencionais são ricas em zinco, manganês, ferro e cálcio, ausentes em boa parte da alimentação regional”, diz.
Outra vantagem das hortaliças alternativas da Amazônia é que elas podem ser plantadas em espaços onde já existem árvores frutíferas, sem a necessidade de desmatar novas áreas. Essa forma de agricultura ajuda, portanto, a desenvolver a economia da região de forma sustentável. O cultivo de hortaliças não-convencionais também é uma maneira de aproveitar a biodiversidade brasileira, segundo Valdely.
“Se você viaja pelo Brasil, boa parte do que a gente consome vem de fora. Nós falamos em biodiversidade, mas, do ponto de vista alimentício, a gente não cria nossas próprias espécies. A cultura dessas hortaliças alternativas é uma forma de valorizar nossa riqueza nativa”, diz Valdely Kinupp.
Quem quiser conhecer de perto as hortaliças não-convencionais pode visitar o Jardim Botânico Adolpho Ducke, em Manaus. O endereço é Avenida Uirapuru, Bairro Cidade de Deus, Manaus (AM). O parque é aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 16 horas.
O clima quente e úmido da região amazônica e o solo, ácido e carente em nutrientes, impossibilitam certos cultivos. Além das condições inadequadas para o plantio, os moradores do Amazonas não desenvolveram a tradição de consumir essas hortaliças convencionais.
“Os povos indígenas desconhecem essas plantas, já que muitas foram trazidas de fora do país. Por isso, a população do Amazonas não se acostumou a comer esses alimentos”, explica o professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Valdely Kinupp.
A ausência de certas culturas pode ser compensada por plantas menos conhecidas ao redor do país, as chamadas hortaliças-não convencionais. Muitas dessas hortaliças são nativas da Amazônia e aclimatadas ao clima e ao solo da região. São exemplos de espécies amazônicas a ária (Calathea allouia), feijão-macuco (Pachyrhizus tuberosus), taioba-branca (Xanthosoma sagittifolium) e araruta (Maranta arundinacea).
Segundo o professor Valdely, as hortaliças não-convencionais amazônicas são fundamentais para complementar a dieta alimentar na região, pois apresentam ainda mais nutrientes que as plantas convencionais.
“O caboclo consome muito amido, presente no arroz, na farinha e no macarrão. As hortaliças não-convencionais são ricas em zinco, manganês, ferro e cálcio, ausentes em boa parte da alimentação regional”, diz.
Outra vantagem das hortaliças alternativas da Amazônia é que elas podem ser plantadas em espaços onde já existem árvores frutíferas, sem a necessidade de desmatar novas áreas. Essa forma de agricultura ajuda, portanto, a desenvolver a economia da região de forma sustentável. O cultivo de hortaliças não-convencionais também é uma maneira de aproveitar a biodiversidade brasileira, segundo Valdely.
“Se você viaja pelo Brasil, boa parte do que a gente consome vem de fora. Nós falamos em biodiversidade, mas, do ponto de vista alimentício, a gente não cria nossas próprias espécies. A cultura dessas hortaliças alternativas é uma forma de valorizar nossa riqueza nativa”, diz Valdely Kinupp.
Quem quiser conhecer de perto as hortaliças não-convencionais pode visitar o Jardim Botânico Adolpho Ducke, em Manaus. O endereço é Avenida Uirapuru, Bairro Cidade de Deus, Manaus (AM). O parque é aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 16 horas.
Fonte: Globo Amazônia
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