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Notícias
08
nov
2009
(CARBONO)
ONG alega que mercado de carbono é uma obsessão perigosa
Um novo relatório da ONG Friends of the Earth alega que os esquemas de mercado de carbono estão enriquecendo especuladores e não estão resultando em cortes de emissões e inovação tecnológica. Além disso, o grupo teme que os planos para expansão do esquema global possam levar a um novo colapso, como a crise ‘subprime’.
A complexidade e a presença de bancos e especuladores expuseram o mercado de carbono a um alto risco, argumenta a ONG, a qual defende que os governos utilizem ferramentas mais simples como taxas sobre o carbono e grandes investimentos públicos em tecnologias limpas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
“A crise dos créditos nos ensinou que os governos, não os mercados, estão melhores colocados para salvaguardar o nosso futuro”, disse a ativista e autora do relatório Sarah Jayne-Clifton ao The Ecologist. O jornal também relembrou que Greenpeace, WWF e Germanwatch já haviam dito que os mercados não ofereceriam os recursos necessários para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptar às mudanças climáticas.
“Depender de mecanismos indiretos, não testados e não comprovados como o comércio de carbono para lidar com esta ameaça fundamental à humanidade e ao meio ambiente é um risco alto, irresponsável e perigoso”, alega o relatório.
A Friends of the Earth faz algumas recomendações como deter a expansão dos esquemas de comércio de emissões globalmente, não conectá-los, realizar reformas nos esquemas existentes removendo as compensações e aceitar uma meta para reduzir em 40% as emissões dos países desenvolvidos até 2020 (com base no nível de 1990).
Para garantir este corte nas emissões, os governos deveriam implantar um programa, incluindo taxas sobre o carbono, padrões, aumento nos investimentos públicos, apoio para um desenvolvimento de baixo carbono e cancelamento das dívidas injustas dos países em desenvolvimento, transferência tecnológica, construção de um novo paradigma de desenvolvimento e o combate ao consumismo insustentável.
Segundo a ONG, em 2008 o mercado de carbono chegou a US$ 126 milhões e estimativas indicam que deve chegar a US$ 3,1 bilhões em 2020.
A complexidade e a presença de bancos e especuladores expuseram o mercado de carbono a um alto risco, argumenta a ONG, a qual defende que os governos utilizem ferramentas mais simples como taxas sobre o carbono e grandes investimentos públicos em tecnologias limpas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
“A crise dos créditos nos ensinou que os governos, não os mercados, estão melhores colocados para salvaguardar o nosso futuro”, disse a ativista e autora do relatório Sarah Jayne-Clifton ao The Ecologist. O jornal também relembrou que Greenpeace, WWF e Germanwatch já haviam dito que os mercados não ofereceriam os recursos necessários para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptar às mudanças climáticas.
“Depender de mecanismos indiretos, não testados e não comprovados como o comércio de carbono para lidar com esta ameaça fundamental à humanidade e ao meio ambiente é um risco alto, irresponsável e perigoso”, alega o relatório.
A Friends of the Earth faz algumas recomendações como deter a expansão dos esquemas de comércio de emissões globalmente, não conectá-los, realizar reformas nos esquemas existentes removendo as compensações e aceitar uma meta para reduzir em 40% as emissões dos países desenvolvidos até 2020 (com base no nível de 1990).
Para garantir este corte nas emissões, os governos deveriam implantar um programa, incluindo taxas sobre o carbono, padrões, aumento nos investimentos públicos, apoio para um desenvolvimento de baixo carbono e cancelamento das dívidas injustas dos países em desenvolvimento, transferência tecnológica, construção de um novo paradigma de desenvolvimento e o combate ao consumismo insustentável.
Segundo a ONG, em 2008 o mercado de carbono chegou a US$ 126 milhões e estimativas indicam que deve chegar a US$ 3,1 bilhões em 2020.
Fonte: Carbono Brasil
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