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Notícias
07
nov
2009
(MANEJO)
Especialistas descartam lei para certificação do manejo florestal
Especialistas discutiram com os deputados projeto que regula funcionamento de entidades certificados do manejo florestal. A certificação do manejo florestal deve ser objeto de regulamento e não de uma lei. Esta foi a opinião unânime dos participantes da audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio que debateu, nesta terça-feira, projeto (PL 2534/07) do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP) que regula a constituição e o funcionamento das entidades certificadoras.
O ex-deputado e engenheiro florestal Luciano Pizzatto sugeriu uma conversa com o autor do projeto para propor que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) edite uma norma sobre a questão.
Mercado avançado
Pizzatto lembrou que foi autor de um dos primeiros projetos sobre a egulamentação da certificação florestal, mas acabou mudando de ideia porque o mercado e o sistema de certificação no País já estão avançados.
"O que se precisa é de uma pequena organização da situação de funcionamento, de normas a serem cumpridas", explica Pizzato. "E a legislação brasileira já dá atribuição para que o próprio Poder Público faça isso. É o caso da Política Nacional do Meio Ambiente, que permite que o Conama baixe normas e padrões ambientais”.
Para o diretor do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Marco Aurélio Lima, um regulamento pode resolver a questão, uma vez que a certificação é um ato voluntário.
Lima citou o exemplo do Ministério do Ambiente, que atua na área de florestas públicas. O ministério elaboraria um regulamento e dentro desta mesma norma poderia exigir o monitoramento por meio da certificação.
"Aí pode ser através do processo de acreditação, acreditar o organismo de certificação que vai fazer a verificação de que aquilo que aquele produtor está fazendo está em conformidade com o que o ministério estabeleceu em seu regulamento", explica o diretor.
Processo participativo
Estevão Braga, conselheiro do FSC [Conselho Brasileiro de Manejo Florestal], acredita que o Conama deveria regulamentar as entidades certificadoras porque o órgão já reúne as instituições que trabalham com o tema, e o processo seria mais participativo.
"Um projeto de lei seria para questões mais complexas. Esse cadastro das certificadoras, proposto por esse projeto de lei, pode ser cabível a uma instrução normativa, a um regulamento, norma ou algum instrumento jurídico mais apropriado para este tipo de questão", entende Braga.
Segundo o conselheiro do FSC, o Brasil tem hoje quase 7 milhões de hectares de floresta certificados, metade disso na Amazônia. Na avaliação de Estevão Braga, isso demonstra que a certificação é um instrumento de mercado reconhecido não só no País, como também no exterior.
Braga concluiu que o selo serve para garantir ao consumidor a legalidade e a sustentabilidade de produtos com origem nas florestas, a exemplo de pisos de madeira, laminados e até cosméticos.
O ex-deputado e engenheiro florestal Luciano Pizzatto sugeriu uma conversa com o autor do projeto para propor que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) edite uma norma sobre a questão.
Mercado avançado
Pizzatto lembrou que foi autor de um dos primeiros projetos sobre a egulamentação da certificação florestal, mas acabou mudando de ideia porque o mercado e o sistema de certificação no País já estão avançados.
"O que se precisa é de uma pequena organização da situação de funcionamento, de normas a serem cumpridas", explica Pizzato. "E a legislação brasileira já dá atribuição para que o próprio Poder Público faça isso. É o caso da Política Nacional do Meio Ambiente, que permite que o Conama baixe normas e padrões ambientais”.
Para o diretor do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Marco Aurélio Lima, um regulamento pode resolver a questão, uma vez que a certificação é um ato voluntário.
Lima citou o exemplo do Ministério do Ambiente, que atua na área de florestas públicas. O ministério elaboraria um regulamento e dentro desta mesma norma poderia exigir o monitoramento por meio da certificação.
"Aí pode ser através do processo de acreditação, acreditar o organismo de certificação que vai fazer a verificação de que aquilo que aquele produtor está fazendo está em conformidade com o que o ministério estabeleceu em seu regulamento", explica o diretor.
Processo participativo
Estevão Braga, conselheiro do FSC [Conselho Brasileiro de Manejo Florestal], acredita que o Conama deveria regulamentar as entidades certificadoras porque o órgão já reúne as instituições que trabalham com o tema, e o processo seria mais participativo.
"Um projeto de lei seria para questões mais complexas. Esse cadastro das certificadoras, proposto por esse projeto de lei, pode ser cabível a uma instrução normativa, a um regulamento, norma ou algum instrumento jurídico mais apropriado para este tipo de questão", entende Braga.
Segundo o conselheiro do FSC, o Brasil tem hoje quase 7 milhões de hectares de floresta certificados, metade disso na Amazônia. Na avaliação de Estevão Braga, isso demonstra que a certificação é um instrumento de mercado reconhecido não só no País, como também no exterior.
Braga concluiu que o selo serve para garantir ao consumidor a legalidade e a sustentabilidade de produtos com origem nas florestas, a exemplo de pisos de madeira, laminados e até cosméticos.
Fonte: Agência Câmara
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