Voltar
Notícias
13
out
2009
(PAPEL E CELULOSE)
Pesquisadores fabricam papel com açaí e couro de peixe
Objetivo é aproveitar resíduos descartados pela indústria. Material feito a partir de animais tem consistência emborrachada.
Materiais inusitados têm sido usados pelos pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazôna) para fabricar papel. Pelos de caroço de açaí e pó de couro de peixe, que geralmente são descartados por indústrias da região, substituem a madeira no laboratório de celulose do centro de pesquisas.
Para transformar peixes em papel, pesquisadores utilizaram um material desperdiçado pelos curtumes. “Existem algumas indústrias que usam a pele [de peixes] para fazer couro. Quando a pele entra no fulão [cilindro giratório usado para processar o couro], cai um pó, que entra no processo de criação de pasta celulósica”, explica a pesquisadora Marcela Cavalcanti, chefe do laboratório.
O resultado é um papel especial, mais emborrachado, que pode até ser impermeável, dependendo dos produtos químicos utilizados no tratamento. “Ele serve para impressão, embalagens. Artesãos têm se interessado em usá-lo para fazer embalagens, e arquitetos, para decoração interna”.
Pelo de açaí
No caso do açaí, a fabricação do papel é mais parecida com a convencional. “Cooperativas usam a amêndoa para produção de óleo ou o caroço para artesanato. Nos dois processos, o pelo que cobre o caroço é descartado”, conta Marcela.
O pelo da fruta – parecido com aqueles que envolvem o coco-da-baía – é transformado em celulose, e surge um papel mais parecido com o papel comum. Tanto no caso do açaí quanto do peixe, os pesquisadores também experimentaram a mistura com restos de papel que seria reciclado, e a mistura deu certo.
Patente
Como as pesquisas ainda estão em andamento, os papéis ainda não são confeccionados em escala industrial. Segundo a chefe do laboratório de celulose, ainda são necessários estudos para ver se há oferta de matéria-prima suficiente para alimentar uma fábrica que faça papéis desse tipo.
Materiais inusitados têm sido usados pelos pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazôna) para fabricar papel. Pelos de caroço de açaí e pó de couro de peixe, que geralmente são descartados por indústrias da região, substituem a madeira no laboratório de celulose do centro de pesquisas.
Para transformar peixes em papel, pesquisadores utilizaram um material desperdiçado pelos curtumes. “Existem algumas indústrias que usam a pele [de peixes] para fazer couro. Quando a pele entra no fulão [cilindro giratório usado para processar o couro], cai um pó, que entra no processo de criação de pasta celulósica”, explica a pesquisadora Marcela Cavalcanti, chefe do laboratório.
O resultado é um papel especial, mais emborrachado, que pode até ser impermeável, dependendo dos produtos químicos utilizados no tratamento. “Ele serve para impressão, embalagens. Artesãos têm se interessado em usá-lo para fazer embalagens, e arquitetos, para decoração interna”.
Pelo de açaí
No caso do açaí, a fabricação do papel é mais parecida com a convencional. “Cooperativas usam a amêndoa para produção de óleo ou o caroço para artesanato. Nos dois processos, o pelo que cobre o caroço é descartado”, conta Marcela.
O pelo da fruta – parecido com aqueles que envolvem o coco-da-baía – é transformado em celulose, e surge um papel mais parecido com o papel comum. Tanto no caso do açaí quanto do peixe, os pesquisadores também experimentaram a mistura com restos de papel que seria reciclado, e a mistura deu certo.
Patente
Como as pesquisas ainda estão em andamento, os papéis ainda não são confeccionados em escala industrial. Segundo a chefe do laboratório de celulose, ainda são necessários estudos para ver se há oferta de matéria-prima suficiente para alimentar uma fábrica que faça papéis desse tipo.
Fonte: Globo Amazônia
Notícias em destaque
UFSM desenvolve metodologias para gestão de florestas plantadas
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) firmou um acordo de cooperação com a Associação Gaúcha de...
(GERAL)
Desempenho contra incêndios e a crescente importância da madeira engenheirada na infraestrutura comercial
e embarque representam um subconjunto único da infraestrutura comercial: espaços de transição fechados, expostos a um...
(MADEIRA E PRODUTOS)
O que explica a queda no mercado florestal
O setor florestal brasileiro mantém trajetória de crescimento em área cultivada, ao mesmo tempo em que enfrenta ajustes no...
(MERCADO)
Erva-mate vai além da cuia e passa fronteiras
Empresa gaúcha idealizou refrigerante usando a mesma planta do chimarrão e tem despertado interesse até mesmo em...
(AGRO)
BNDES destina R$ 25 milhões para pesquisa e desenvolvimento de 30 espécies madeireiras nativas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, no final de 2025, um financiamento não reembolsável de...
(GERAL)
Relatório de Sustentabilidade da Bracell está entre os 15 melhores do Reporting Matters Brasil
A Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, teve seu Relatório de...
(GERAL)













