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Notícias
06
out
2009
(DESMATAMENTO)
Estudo revela que desmatamento no mundo pode custar até U$ 5 trilhões por ano
De acordo com o Estudo de Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, em inglês), realizado pela Comissão Européia e Alemanha, o custo do desmatamento no mundo inteiro foi estimado entre U$ 2 e 5 trilhões de dólares ao ano. Já o valor investido na proteção da biodiversidade no mesmo período chega a U$10 bilhões, mas seria necessário investir, no mínimo, quatro vezes esta quantia para que houvesse uma conservação adequada dos recursos naturais em todo o planeta.
Lançado em resposta a uma proposta feita pelos ministros do grupo G8 +5 (África do Sul, Brasil, China, Índia e México), o TEEB é uma iniciativa internacional formulada para desenvolver um estudo global sobre a economia da perda da biodiversidade. O objetivo é promover o avanço de ações práticas e destacar o custo da degradação de ecossistemas e os benefícios da biodiversidade, bem como divulgar informações e chamar a atenção de diferentes países sobre o tema.
Liderado pelo economista do Banco Alemão Pavan Sukhdev, o estudo conta com a participação de um comitê consultivo integrado por especialistas das áreas de ciências, política e economia. Em recente visita ao Brasil, Sukhdev ressaltou que o TEEB já está em sua segunda fase, e vem sendo promovido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) com apoio financeiro da Comissão Européia e dos ministérios do Meio Ambiente da Alemanha e Reino Unido.
"A ideia é realizar o levantamento e sistematização de metodologias inovadoras para a valoração da biodiversidade e de serviços ambientais. Para isso é feito o cálculo do valor econômico, o custo da perda da biodiversidade e o custo necessário para ampliar os esforços de conservação", explica Sukhdev.
O economista sugeriu a possibilidade de o Brasil elaborar um estudo específico sobre as características e condições do País, de forma a contemplar o valor da biodiversidade brasileira, seguindo a mesma metodologia da avaliação mundial.
A secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, disse que existe a intenção por parte do governo federal de realizar um relatório TEEB Brasil, que seria desenvolvido pelo MMA em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A iniciativa é importante porque somos um país megadiverso, e não temos dado o devido valor a esse patrimônio natural. A manutenção da biodiversidade, mais do que um custo, é um benefício", afirma Cecília.
Ela explica que, em grande parte, as atividades econômicas que estão promovendo o crescimento do Brasil são baseadas nos atributos que a biodiversidade possui. "A manutenção adequada da biodiversidade possibilita o volume e qualidade das águas, os ciclos vitais necessários para a agricultura, bem como a polinização, entre outros exemplos".
O primeiro relatório do TEEB foi lançado em maio de 2008 e forneceu evidências das significantes perdas econômicas globais e locais, bem como dos impactos no bem-estar humano que podem ser atribuídos às progressivas perdas da biodiversidade e à degradação de ecossistemas. O relatório foi amplamente focado em florestas. A segunda fase do estudo busca expandir o trabalho iniciado na primeira etapa, e estará completa em 2010 para ser apresentada em Nagoya (Japão), durante a 10ª Conferência de Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB COP- 10).
Lançado em resposta a uma proposta feita pelos ministros do grupo G8 +5 (África do Sul, Brasil, China, Índia e México), o TEEB é uma iniciativa internacional formulada para desenvolver um estudo global sobre a economia da perda da biodiversidade. O objetivo é promover o avanço de ações práticas e destacar o custo da degradação de ecossistemas e os benefícios da biodiversidade, bem como divulgar informações e chamar a atenção de diferentes países sobre o tema.
Liderado pelo economista do Banco Alemão Pavan Sukhdev, o estudo conta com a participação de um comitê consultivo integrado por especialistas das áreas de ciências, política e economia. Em recente visita ao Brasil, Sukhdev ressaltou que o TEEB já está em sua segunda fase, e vem sendo promovido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) com apoio financeiro da Comissão Européia e dos ministérios do Meio Ambiente da Alemanha e Reino Unido.
"A ideia é realizar o levantamento e sistematização de metodologias inovadoras para a valoração da biodiversidade e de serviços ambientais. Para isso é feito o cálculo do valor econômico, o custo da perda da biodiversidade e o custo necessário para ampliar os esforços de conservação", explica Sukhdev.
O economista sugeriu a possibilidade de o Brasil elaborar um estudo específico sobre as características e condições do País, de forma a contemplar o valor da biodiversidade brasileira, seguindo a mesma metodologia da avaliação mundial.
A secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, disse que existe a intenção por parte do governo federal de realizar um relatório TEEB Brasil, que seria desenvolvido pelo MMA em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A iniciativa é importante porque somos um país megadiverso, e não temos dado o devido valor a esse patrimônio natural. A manutenção da biodiversidade, mais do que um custo, é um benefício", afirma Cecília.
Ela explica que, em grande parte, as atividades econômicas que estão promovendo o crescimento do Brasil são baseadas nos atributos que a biodiversidade possui. "A manutenção adequada da biodiversidade possibilita o volume e qualidade das águas, os ciclos vitais necessários para a agricultura, bem como a polinização, entre outros exemplos".
O primeiro relatório do TEEB foi lançado em maio de 2008 e forneceu evidências das significantes perdas econômicas globais e locais, bem como dos impactos no bem-estar humano que podem ser atribuídos às progressivas perdas da biodiversidade e à degradação de ecossistemas. O relatório foi amplamente focado em florestas. A segunda fase do estudo busca expandir o trabalho iniciado na primeira etapa, e estará completa em 2010 para ser apresentada em Nagoya (Japão), durante a 10ª Conferência de Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB COP- 10).
Fonte: MMA
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