Voltar
Notícias
28
set
2009
(SETOR FLORESTAL)
Justiça proíbe extração e transporte de eucalipto em São Luiz do Paraitinga
O corte e o transporte de eucaliptos no distrito de Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga, foram proibidos pela justiça. A atividade só será liberada caso um estudo comprove que ela não vai afetar a natureza e a população do local.
No pequeno distrito, os moradores comemoram a decisão da justiça. "Para nós, é uma vitória grande, porque sabendo que vamos sempre preservar o nosso lugar", comenta o pecuarista José Carlos Campos.
Na semana passada, a Justiça aceitou o pedido de liminar proposto pela Defensoria Pública. Pela decisão, a Votorantim Celulose e Papel fica proibida de transportar eucaliptos por Catuçaba. A empresa também não pode cortá-los até que seja feito um estudo de impacto ambiental. "A fazenda que nós questionamos nessa ação foi implantada em 316 hectares contínuos de terra na área de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, o que é vedado por lei. Isso reforça ainda mais a necessidade de um estudo de impacto ambiental", explica Wagner Giron, defensor público. A área de amortecimento a que o defensor se referiu é faixa de entorno do Parque Estadual.
Os moradores de Catuçaba reclamam do transtorno que os caminhões pesados provocam quando passam pelo local. "Tenho medo de cair minha casa, porque tem trinca na parede", reclama Terezinha da Silva Ferreira, aposentada.
Na área de plantio, são mais de 800 mil eucaliptos. As árvores cobrem a mata. Ninguém da Votorantim quis gravar entrevista. Em nota, a empresa informou que ainda não foi notificada da decisão. Mas que a atuação dela em São Luiz respeita as leis ambientais e afirmou também que o transporte de madeira em Catuçaba só deve começar em dois anos.
Até lá, a VCP espera dialogar com a comunidade, mas vai ser difícil mudar a opinião de quem mora aqui. "Acho que Catuçaba não soma nada com isso. Só vem a nos prejudicar amanhã ou depois", defende Campos.
Caso a Votorantim não respeite a decisão da Justiça, a multa diária será de R$ 15 mil.
No pequeno distrito, os moradores comemoram a decisão da justiça. "Para nós, é uma vitória grande, porque sabendo que vamos sempre preservar o nosso lugar", comenta o pecuarista José Carlos Campos.
Na semana passada, a Justiça aceitou o pedido de liminar proposto pela Defensoria Pública. Pela decisão, a Votorantim Celulose e Papel fica proibida de transportar eucaliptos por Catuçaba. A empresa também não pode cortá-los até que seja feito um estudo de impacto ambiental. "A fazenda que nós questionamos nessa ação foi implantada em 316 hectares contínuos de terra na área de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, o que é vedado por lei. Isso reforça ainda mais a necessidade de um estudo de impacto ambiental", explica Wagner Giron, defensor público. A área de amortecimento a que o defensor se referiu é faixa de entorno do Parque Estadual.
Os moradores de Catuçaba reclamam do transtorno que os caminhões pesados provocam quando passam pelo local. "Tenho medo de cair minha casa, porque tem trinca na parede", reclama Terezinha da Silva Ferreira, aposentada.
Na área de plantio, são mais de 800 mil eucaliptos. As árvores cobrem a mata. Ninguém da Votorantim quis gravar entrevista. Em nota, a empresa informou que ainda não foi notificada da decisão. Mas que a atuação dela em São Luiz respeita as leis ambientais e afirmou também que o transporte de madeira em Catuçaba só deve começar em dois anos.
Até lá, a VCP espera dialogar com a comunidade, mas vai ser difícil mudar a opinião de quem mora aqui. "Acho que Catuçaba não soma nada com isso. Só vem a nos prejudicar amanhã ou depois", defende Campos.
Caso a Votorantim não respeite a decisão da Justiça, a multa diária será de R$ 15 mil.
Fonte: VNews
Notícias em destaque
UFSM desenvolve metodologias para gestão de florestas plantadas
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) firmou um acordo de cooperação com a Associação Gaúcha de...
(GERAL)
Desempenho contra incêndios e a crescente importância da madeira engenheirada na infraestrutura comercial
e embarque representam um subconjunto único da infraestrutura comercial: espaços de transição fechados, expostos a um...
(MADEIRA E PRODUTOS)
O que explica a queda no mercado florestal
O setor florestal brasileiro mantém trajetória de crescimento em área cultivada, ao mesmo tempo em que enfrenta ajustes no...
(MERCADO)
Erva-mate vai além da cuia e passa fronteiras
Empresa gaúcha idealizou refrigerante usando a mesma planta do chimarrão e tem despertado interesse até mesmo em...
(AGRO)
BNDES destina R$ 25 milhões para pesquisa e desenvolvimento de 30 espécies madeireiras nativas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, no final de 2025, um financiamento não reembolsável de...
(GERAL)
Relatório de Sustentabilidade da Bracell está entre os 15 melhores do Reporting Matters Brasil
A Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, teve seu Relatório de...
(GERAL)













