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Notícias
26
set
2009
(IBAMA)
Carvoaria ilegal é desmontada pelo MMA em Goiás
Para combater o desmatamento do Cerrado, que já teve cerca de 48% de sua cobertura vegetal original destruída, foi desmontada nesta quinta-feira (24) mais uma carvoaria ilegal, na Fazenda Buritizal, região de Cristalina (GO), a cerca de 100 km de Brasília.
A operação, realizada pelo Ibama, MMA e Polícia Militar Ambiental de Goiás, destruiu 19 fornos que utilizavam vegetação nativa do bioma, e contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do assessor especial do MMA, José Maurício de Brito Padrone. A ação foi organizada pelo coordenador de operações do Ibama, Roberto Cabral, e contou com o apoio de vinte e dois policiais ambientais.
Houve ainda apreensão do trator utilizado na produção clandestina, aplicação de multa e embargo da área. A carvoaria funcionava desde 2005 e estava com a licença vencida há dois anos. O responsável, Sebastião Brandão, foi encaminhado à delegacia para ser indiciado por crime ambiental e pode pegar uma pena de um a seis meses de prisão.
No local, eram produzidos cerca de quatro caminhões de carvão por semana. O desmatamento observado na área chegava a cem hectares por ano, o equivalente a cem estádios de futebol. Árvores importantes da vegetação nativa, como aroeira, sucupira, pau-ferro e barbatimão foram encontradas nos fornos.
Carlos Minc disse que a partir de agora serão realizadas e intensificadas operações semelhantes às que ocorrem na região amazônica. "Precisamos defender o Cerrado, que tem a mesma importância da Amazônia, pois este bioma é o berço das águas, e para isso vamos combater a impunidade ambiental", acrescentou.
Ele afirmou que haverá a implementação de barreiras e entrocamentos para fiscalização de caminhões e cargas, bem como o corte de crédito para os produtores que estiverem em situação ilegal, tanto na questão fundiária como ambiental.
O ministro explicou a dinâmica de devastação que vem acontecendo no bioma. Primeiro são retiradas as madeiras de lei, depois as outras espécies são utilizadas para fazer carvão e, em seguida, há as queimadas para a formação de pasto e criação ilegal de gado.
"A partir de agora vamos fazer um planejamento com órgãos ambientais estaduais para começar a exigir a certificação ambiental do carvão, bem como promoção de campanhas para que os varejistas e consumidores comprem um produto de origem conhecida", completou.
Minc afirmou ainda que, em parceria com a Embrapa, o MMA vai investir cerca de U$10 milhões de dólares - doados por outros países em prol da conservação da biodiversidade brasileira - na recuperação de solos em áreas degradadas.
Ele também defendeu a implementação de alternativas econômicas ao desmatamento no Cerrado, como o pagamento por serviços ambientais e plano de manejo florestal adequado nas propriedades.
Recentemente foi divulgada pelo MMA uma lista com os estados que mais desmatam o cerrado, dentre eles o Maranhão, Mato Grosso e Bahia. O ministro disse que nos 60 municípios onde há maior incidência de desmatamento haverá o controle do crédito e barreiras de fiscalização.
Esta foi a terceira operação de fiscalização e combate ao desmatamento realizada no bioma. A primeira foi em uma fazenda de soja na Bahia e a outra em assentamento no estado de Goiás. As multas por crime ambiental podem chegar a R$ 50 mil, e em alguns casos a 10 milhões de reais. A pena aplicada pode ser de até 3 anos de prisão.
A operação, realizada pelo Ibama, MMA e Polícia Militar Ambiental de Goiás, destruiu 19 fornos que utilizavam vegetação nativa do bioma, e contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do assessor especial do MMA, José Maurício de Brito Padrone. A ação foi organizada pelo coordenador de operações do Ibama, Roberto Cabral, e contou com o apoio de vinte e dois policiais ambientais.
Houve ainda apreensão do trator utilizado na produção clandestina, aplicação de multa e embargo da área. A carvoaria funcionava desde 2005 e estava com a licença vencida há dois anos. O responsável, Sebastião Brandão, foi encaminhado à delegacia para ser indiciado por crime ambiental e pode pegar uma pena de um a seis meses de prisão.
No local, eram produzidos cerca de quatro caminhões de carvão por semana. O desmatamento observado na área chegava a cem hectares por ano, o equivalente a cem estádios de futebol. Árvores importantes da vegetação nativa, como aroeira, sucupira, pau-ferro e barbatimão foram encontradas nos fornos.
Carlos Minc disse que a partir de agora serão realizadas e intensificadas operações semelhantes às que ocorrem na região amazônica. "Precisamos defender o Cerrado, que tem a mesma importância da Amazônia, pois este bioma é o berço das águas, e para isso vamos combater a impunidade ambiental", acrescentou.
Ele afirmou que haverá a implementação de barreiras e entrocamentos para fiscalização de caminhões e cargas, bem como o corte de crédito para os produtores que estiverem em situação ilegal, tanto na questão fundiária como ambiental.
O ministro explicou a dinâmica de devastação que vem acontecendo no bioma. Primeiro são retiradas as madeiras de lei, depois as outras espécies são utilizadas para fazer carvão e, em seguida, há as queimadas para a formação de pasto e criação ilegal de gado.
"A partir de agora vamos fazer um planejamento com órgãos ambientais estaduais para começar a exigir a certificação ambiental do carvão, bem como promoção de campanhas para que os varejistas e consumidores comprem um produto de origem conhecida", completou.
Minc afirmou ainda que, em parceria com a Embrapa, o MMA vai investir cerca de U$10 milhões de dólares - doados por outros países em prol da conservação da biodiversidade brasileira - na recuperação de solos em áreas degradadas.
Ele também defendeu a implementação de alternativas econômicas ao desmatamento no Cerrado, como o pagamento por serviços ambientais e plano de manejo florestal adequado nas propriedades.
Recentemente foi divulgada pelo MMA uma lista com os estados que mais desmatam o cerrado, dentre eles o Maranhão, Mato Grosso e Bahia. O ministro disse que nos 60 municípios onde há maior incidência de desmatamento haverá o controle do crédito e barreiras de fiscalização.
Esta foi a terceira operação de fiscalização e combate ao desmatamento realizada no bioma. A primeira foi em uma fazenda de soja na Bahia e a outra em assentamento no estado de Goiás. As multas por crime ambiental podem chegar a R$ 50 mil, e em alguns casos a 10 milhões de reais. A pena aplicada pode ser de até 3 anos de prisão.
Fonte: MMA
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