Voltar
Notícias
24
set
2009
(MEIO AMBIENTE)
Ambientalistas e agricultores concordam que ciência deve mediar debate entre setores
O debate entre os ambientalistas e ruralistas deve ser mediado pela ciência. Esse foi o consenso apresentado terça-feira (22) por lideranças dos dois lados que se encontraram no seminário promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para discutir o meio ambiente e a produção de alimentos no país.
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, o ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, expuseram suas ideias sobre o assunto a uma plateia de estudantes, parlamentares e técnicos da área. Eles disseram que muitas das desavenças entre os ambientalistas e ruralistas se devem a generalizações radicais feitas por ambos.
“O ponto de partida de todos tem que ser compatibilizar a produção e a preservação ambiental. Se houver isso, poderemos chegar a um acordo mais rápido do que imaginamos e acabar com essa ridícula separação. O ambientalista precisa comer e o ruralista precisa do meio ambiente. Estamos falando a mesma coisa”, afirmou Capobianco.
Ele ressaltou que o uso da ciência é muito importante, mas os agricultores precisam estar preparados para as conclusões das pesquisas. No caso das Áreas de Preservação Permanente (APP), às margens dos rios, por exemplo, assim como haverá locais em que poderá ser feito um ajuste para legalizar as matas já abertas, também poderá ser exigido o reflorestamento de outras, consideradas fundamentais para a preservação dos recursos hídricos.
A senadora Kátia Abreu destacou que o Brasil tem 56% de sua cobertura vegetal original preservada, sendo o país com o segundo maior índice do mundo, perdendo apenas para a Rússia, que tem grande parte dessas áreas impróprias para agricultura devido às baixíssimas temperaturas registradas no país. Mas também reconheceu que o setor agropecuário cometeu erros.
“Queremos corrigir esses erros, de acordo com a ciência, com a pesquisa, e não como alguns querem”, afirmou. A presidente da CNA criticou os debates isolados e generalizações feitas por muitas organizações não governamentais ambientais, que fazem “deboches” oferecendo, por exemplo, “troféus motosserra” a algumas lideranças na discussão sobre uma nova legislação florestal para o país, e revelou que mesmo entre os produtores rurais é muito difícil chegar a um consenso.
O ex-ministro Paulinelli manifestou seu entusiasmo com a integração lavoura-pecuária-florestas, boa para o meio ambiente e também para o produtor rural. Ele criticou, entretanto, a atuação do Estado, que não tem um modelo de crédito rural. “O seguro rural, definido na Constituição, até hoje não foi criado”, afirmou. Sem seguro para o setor, ele disse que a sustentabilidade da agricultura fica ameaçada, pois o produtor não tem a garantia de renda.
Gabeira, o último a falar, observou que sempre em sua carreira política procurou defender o que é estratégico para os agricultores brasileiros, mas muitas vezes foi julgado como fazendo o contrário. “Temos que nos aproximar da ciência, porque ela pode desfazer esses desacordos”, afirmou. Uma das causas do país não progredir na área ambiental, segundo ele, se deve à “prisão ideológica” de vários atores desse processo.
O deputado reforçou a importância da discussão permanente.“Muitas vezes, algo que é considerado uma crítica, na verdade serve para situar o Brasil no mercado estratégico mundial”, disse ele, exemplificando o caso do rastreamento do gado, que no ano passado gerou o embargo da carne bovina brasileira pela União Europeia e, agora, está sendo desenvolvido pelo governo e pelos pecuaristas.
A exigência de 80% de preservação para a Amazônia é algo a ser discutido, segundo Gabeira, sempre com a mediação da ciência. Ele ressaltou, entretanto, que podem existir estudos com conclusões diferentes. “Também não podemos ser ingênuos. Há temas em que a ciência diverge, como é o caso das mudanças climáticas”. Nesse caso, o deputado diz que entram em ação, legitimamente, as forças políticas. Para encerrar, disse que, o país deve não apenas preservar a floresta, mas investir em pesquisas para torná-la lucrativa.
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, o ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, expuseram suas ideias sobre o assunto a uma plateia de estudantes, parlamentares e técnicos da área. Eles disseram que muitas das desavenças entre os ambientalistas e ruralistas se devem a generalizações radicais feitas por ambos.
“O ponto de partida de todos tem que ser compatibilizar a produção e a preservação ambiental. Se houver isso, poderemos chegar a um acordo mais rápido do que imaginamos e acabar com essa ridícula separação. O ambientalista precisa comer e o ruralista precisa do meio ambiente. Estamos falando a mesma coisa”, afirmou Capobianco.
Ele ressaltou que o uso da ciência é muito importante, mas os agricultores precisam estar preparados para as conclusões das pesquisas. No caso das Áreas de Preservação Permanente (APP), às margens dos rios, por exemplo, assim como haverá locais em que poderá ser feito um ajuste para legalizar as matas já abertas, também poderá ser exigido o reflorestamento de outras, consideradas fundamentais para a preservação dos recursos hídricos.
A senadora Kátia Abreu destacou que o Brasil tem 56% de sua cobertura vegetal original preservada, sendo o país com o segundo maior índice do mundo, perdendo apenas para a Rússia, que tem grande parte dessas áreas impróprias para agricultura devido às baixíssimas temperaturas registradas no país. Mas também reconheceu que o setor agropecuário cometeu erros.
“Queremos corrigir esses erros, de acordo com a ciência, com a pesquisa, e não como alguns querem”, afirmou. A presidente da CNA criticou os debates isolados e generalizações feitas por muitas organizações não governamentais ambientais, que fazem “deboches” oferecendo, por exemplo, “troféus motosserra” a algumas lideranças na discussão sobre uma nova legislação florestal para o país, e revelou que mesmo entre os produtores rurais é muito difícil chegar a um consenso.
O ex-ministro Paulinelli manifestou seu entusiasmo com a integração lavoura-pecuária-florestas, boa para o meio ambiente e também para o produtor rural. Ele criticou, entretanto, a atuação do Estado, que não tem um modelo de crédito rural. “O seguro rural, definido na Constituição, até hoje não foi criado”, afirmou. Sem seguro para o setor, ele disse que a sustentabilidade da agricultura fica ameaçada, pois o produtor não tem a garantia de renda.
Gabeira, o último a falar, observou que sempre em sua carreira política procurou defender o que é estratégico para os agricultores brasileiros, mas muitas vezes foi julgado como fazendo o contrário. “Temos que nos aproximar da ciência, porque ela pode desfazer esses desacordos”, afirmou. Uma das causas do país não progredir na área ambiental, segundo ele, se deve à “prisão ideológica” de vários atores desse processo.
O deputado reforçou a importância da discussão permanente.“Muitas vezes, algo que é considerado uma crítica, na verdade serve para situar o Brasil no mercado estratégico mundial”, disse ele, exemplificando o caso do rastreamento do gado, que no ano passado gerou o embargo da carne bovina brasileira pela União Europeia e, agora, está sendo desenvolvido pelo governo e pelos pecuaristas.
A exigência de 80% de preservação para a Amazônia é algo a ser discutido, segundo Gabeira, sempre com a mediação da ciência. Ele ressaltou, entretanto, que podem existir estudos com conclusões diferentes. “Também não podemos ser ingênuos. Há temas em que a ciência diverge, como é o caso das mudanças climáticas”. Nesse caso, o deputado diz que entram em ação, legitimamente, as forças políticas. Para encerrar, disse que, o país deve não apenas preservar a floresta, mas investir em pesquisas para torná-la lucrativa.
Fonte: Agência Brasil
Notícias em destaque
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)
Árvore, pasto e renda: eucalipto ganha espaço e fortalece a pecuária em AL
Produção de eucalipto em Alagoas saltou de pouco mais de 2 mil hectares para 27.296 hectares em uma década, aponta estudo da...
(SILVICULTURA)
Caixas de armazenamento de pellets: mais autonomia para fogões a pellets neste inverno
Cada vez mais lares contam com fogões a pellets para obter um calor limpo e constante - mas muita gente ainda precisa arrastar sacos...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth destaca o papel da madeira na redução das emissões da construção civil
Um maior uso de madeira de origem sustentável pode ajudar a reposicionar o setor da construção civil, transformando-o de um...
(MADEIRA E PRODUTOS)














