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Notícias
17
set
2009
(MANEJO)
Manejo de florestas abrange cerca de 2 milhões de hectares em Mato Grosso
A indústria de base florestal é uma das mais importantes de Mato Grosso, com quase duas mil plantas em todo o estado e responsável por cerca de 6% do PIB do estado. A origem da madeira consumida nesse setor, entretanto, tem sido fonte de polêmica há anos.
De acordo com Júlio César Bachega, diretor executivo do CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado), Mato Grosso é o maio produtor de madeira nativa do país, cuja planta industrial do setor de base florestal processa 3,6 milhões de metros cúbicos em toras ao ano, perfazendo o total de 270 mil cargas transportadas. Ainda segundo Júlio, a maioria desta maté ria-prima é oriunda de áreas de manejo florestal. “O estado de Mato Grosso possui a melhor gestão florestal do país, servindo de exemplo para outros estados. O que acontece é que se divulgam muito mais os problemas do que os pontos fortes do setor”, lamenta.
Atualmente, o estado possui cerca de 2 milhões de hectares utilizados em planos de manejo florestal, cuja produção média é de 27 metros cúbicos por hectare. E a expectativa é de que este número chegue a 2,8 milhões até o final de 2009 e a 6 milhões em 20 anos. Toda essa madeira alimenta uma cadeia de 1.721 indústrias de processamento instaladas no estado.
Contudo, o diretor executivo do CIPEM faz questão de ressaltar a diferença entre planos de manejo e de exploração, pois no manejo existe todo um planejamento para a utilização da área a longo prazo, respeitando-se os limites do ecossistema, enquanto no plano de exploração florestal, mais conhecido como autorização para desmate, é feito o corte raso da flor esta. “Ninguém mais quer madeira de áreas de desmatamento. O comércio está amplamente aberto e em expansão para quem trabalhar de acordo com os princípios legais e ambientais”.
Segundo Júlio Bachega, os planos de manejo são elaborados em 80% da área disponível, ou seja, o percentual que representa a área de reserva legal, o que, segundo ele, representa a principal alternativa para se fazer a exploração sustentável da floresta.
Para se ter uma ideia, em 2008, os órgãos de governo responsáveis pela gestão ambiental, autorizaram, em Mato Grosso, 6,5 milhões de metros cúbicos em manejo e 400 mil metros cúbicos de exploração (desmatamento).
O comércio de produtos da madeira realizado por Mato Grosso em mais de três anos – período compreendido entre 3 de fevereiro de 2006 a 26 de março deste ano – totalizou cerca de 4,9 bilhões de reais, segundo dados da secretaria de estado de Meio Ambiente – SEMA. Dessa produção mato-grossense, 15% abastece o mercado inter no, 27% é exportada e 58% tem como destino outros estados brasileiros, a maioria para São Paulo.
Júlio César Bachega acredita que é possível o setor de base florestal de Mato Grosso chegar a um ciclo sustentável, como já acontece em países como França, Finlândia e Itália, onde a cada 30 anos volta-se a retirar madeira de uma mesma área.
O manejo florestal, segundo Yugo Marcelo Miykawa, analista ambiental do Ibama de Mato Grosso, deve ser analisado do ponto de vista do suporte do ecossistema, onde o número de autorizações para essa atividade deve comportar o limite de madeira disponível. “Para haver realmente sustentabilidade do setor de base florestal é preciso traçar uma relação lógica entre o que o meio ambiente oferece e a quantidade a ser consumida. Incentivar esse mecanismo sem uma análise madura é irresponsabilidade”.
Ele alerta que os recursos florestais estão se esgotando e que se o número de autorização para exploração madeira for cada vez maior isso representa um claro sinal de que esse produto não está saindo de áreas de manejo. “É através desta análise que conseguiremos identificar se o setor de base florestal realmente está alicerçado em princípios sustentáveis”.
De acordo com Júlio César Bachega, diretor executivo do CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado), Mato Grosso é o maio produtor de madeira nativa do país, cuja planta industrial do setor de base florestal processa 3,6 milhões de metros cúbicos em toras ao ano, perfazendo o total de 270 mil cargas transportadas. Ainda segundo Júlio, a maioria desta maté ria-prima é oriunda de áreas de manejo florestal. “O estado de Mato Grosso possui a melhor gestão florestal do país, servindo de exemplo para outros estados. O que acontece é que se divulgam muito mais os problemas do que os pontos fortes do setor”, lamenta.
Atualmente, o estado possui cerca de 2 milhões de hectares utilizados em planos de manejo florestal, cuja produção média é de 27 metros cúbicos por hectare. E a expectativa é de que este número chegue a 2,8 milhões até o final de 2009 e a 6 milhões em 20 anos. Toda essa madeira alimenta uma cadeia de 1.721 indústrias de processamento instaladas no estado.
Contudo, o diretor executivo do CIPEM faz questão de ressaltar a diferença entre planos de manejo e de exploração, pois no manejo existe todo um planejamento para a utilização da área a longo prazo, respeitando-se os limites do ecossistema, enquanto no plano de exploração florestal, mais conhecido como autorização para desmate, é feito o corte raso da flor esta. “Ninguém mais quer madeira de áreas de desmatamento. O comércio está amplamente aberto e em expansão para quem trabalhar de acordo com os princípios legais e ambientais”.
Segundo Júlio Bachega, os planos de manejo são elaborados em 80% da área disponível, ou seja, o percentual que representa a área de reserva legal, o que, segundo ele, representa a principal alternativa para se fazer a exploração sustentável da floresta.
Para se ter uma ideia, em 2008, os órgãos de governo responsáveis pela gestão ambiental, autorizaram, em Mato Grosso, 6,5 milhões de metros cúbicos em manejo e 400 mil metros cúbicos de exploração (desmatamento).
O comércio de produtos da madeira realizado por Mato Grosso em mais de três anos – período compreendido entre 3 de fevereiro de 2006 a 26 de março deste ano – totalizou cerca de 4,9 bilhões de reais, segundo dados da secretaria de estado de Meio Ambiente – SEMA. Dessa produção mato-grossense, 15% abastece o mercado inter no, 27% é exportada e 58% tem como destino outros estados brasileiros, a maioria para São Paulo.
Júlio César Bachega acredita que é possível o setor de base florestal de Mato Grosso chegar a um ciclo sustentável, como já acontece em países como França, Finlândia e Itália, onde a cada 30 anos volta-se a retirar madeira de uma mesma área.
O manejo florestal, segundo Yugo Marcelo Miykawa, analista ambiental do Ibama de Mato Grosso, deve ser analisado do ponto de vista do suporte do ecossistema, onde o número de autorizações para essa atividade deve comportar o limite de madeira disponível. “Para haver realmente sustentabilidade do setor de base florestal é preciso traçar uma relação lógica entre o que o meio ambiente oferece e a quantidade a ser consumida. Incentivar esse mecanismo sem uma análise madura é irresponsabilidade”.
Ele alerta que os recursos florestais estão se esgotando e que se o número de autorização para exploração madeira for cada vez maior isso representa um claro sinal de que esse produto não está saindo de áreas de manejo. “É através desta análise que conseguiremos identificar se o setor de base florestal realmente está alicerçado em princípios sustentáveis”.
Fonte: Estação Vida
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