Voltar
Notícias
22
nov
2005
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Construção de estradas florestais deve ser acompanhada de controle pluvial
Pesquisadores mostram que, dependendo do volume das chuvas e da velocidade das enxurradas, o impacto causado pela construção das estradas, e conseqüentemente no meio ambiente, aumenta ou diminui.
A construção de estradas é fundamental para a atividade florestal, principalmente no que diz respeito ao transporte de matérias-primas. No entanto, as estradas acabam sendo responsáveis pela erosão e pelo assoreamento de cursos d'água próximos, devido ao impacto causado pelas chuvas.
É o que mostra estudo realizado por pesquisadores do Ibama e da Universidade Federal de Viçosa.
De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2003 da Revista Árvore, "a construção de estradas promove a retirada da cobertura vegetal, a movimentação do solo e a compactação de seu leito, tornando tais vias muito vulneráveis à erosão causada pela chuva. Essa erosão será maior com o aumento da declividade e do comprimento de rampa, fatores que aceleram a velocidade da enxurrada".
Na pesquisa, a equipe buscou estimar o volume de enxurrada e a perda de solo através da produção de sedimentos provenientes de estradas florestais em condições de chuva natural em uma área de reflorestamento da Empresa Duratex, na fazenda Monte Alegre, em Agudos, São Paulo, no período de julho de 2000 a março de 2001.
O estudo foi feito com diferentes inclinações e comprimentos e os dados foram colhidos após os eventos de chuva.
Os pesquisadores constataram que quanto maior o volume de chuva, maior a erosão provocada. "O volume total de chuva exerce influência direta sobre a erosão, pois todos os solos apresentam um limite de capacidade de absorção; ao ultrapassar esse limite, as águas passarão a escorrer sobre o terreno. Nas menores precipitações, a taxa de infiltração é mais significativa que a taxa de escoamento", explicam no artigo.
Além disso, eles observaram que a velocidade de enxurrada influencia significativamente a quantidade de sedimento transportado, ou seja, quanto maiores a declividade e o comprimento da estrada, maior será a velocidade da enxurrada e, conseqüentemente, a quantidade de material transportado ou erodido.
Segundo a equipe, "à medida que a precipitação aumenta, ocorre incremento no volume de enxurrada e, por conseguinte, na perda de solo".
Para resolver o problema, os pesquisadores sugerem a captação e o controle das águas pluviais, acumulando-as em locais determinados e forçando sua penetração na terra, no intuito de favorecer o abastecimento do lençol freático e, conseqüentemente, alimentar fontes e nascentes naturais. "O procedimento mais comum para prevenir danos provocados pela erosão na estrada florestal é controlar o escoamento superficial da água das chuvas na faixa terraplenada da estrada", afirmam.
Fonte: Ambiente Brasil – 18/03/2004
A construção de estradas é fundamental para a atividade florestal, principalmente no que diz respeito ao transporte de matérias-primas. No entanto, as estradas acabam sendo responsáveis pela erosão e pelo assoreamento de cursos d'água próximos, devido ao impacto causado pelas chuvas.
É o que mostra estudo realizado por pesquisadores do Ibama e da Universidade Federal de Viçosa.
De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2003 da Revista Árvore, "a construção de estradas promove a retirada da cobertura vegetal, a movimentação do solo e a compactação de seu leito, tornando tais vias muito vulneráveis à erosão causada pela chuva. Essa erosão será maior com o aumento da declividade e do comprimento de rampa, fatores que aceleram a velocidade da enxurrada".
Na pesquisa, a equipe buscou estimar o volume de enxurrada e a perda de solo através da produção de sedimentos provenientes de estradas florestais em condições de chuva natural em uma área de reflorestamento da Empresa Duratex, na fazenda Monte Alegre, em Agudos, São Paulo, no período de julho de 2000 a março de 2001.
O estudo foi feito com diferentes inclinações e comprimentos e os dados foram colhidos após os eventos de chuva.
Os pesquisadores constataram que quanto maior o volume de chuva, maior a erosão provocada. "O volume total de chuva exerce influência direta sobre a erosão, pois todos os solos apresentam um limite de capacidade de absorção; ao ultrapassar esse limite, as águas passarão a escorrer sobre o terreno. Nas menores precipitações, a taxa de infiltração é mais significativa que a taxa de escoamento", explicam no artigo.
Além disso, eles observaram que a velocidade de enxurrada influencia significativamente a quantidade de sedimento transportado, ou seja, quanto maiores a declividade e o comprimento da estrada, maior será a velocidade da enxurrada e, conseqüentemente, a quantidade de material transportado ou erodido.
Segundo a equipe, "à medida que a precipitação aumenta, ocorre incremento no volume de enxurrada e, por conseguinte, na perda de solo".
Para resolver o problema, os pesquisadores sugerem a captação e o controle das águas pluviais, acumulando-as em locais determinados e forçando sua penetração na terra, no intuito de favorecer o abastecimento do lençol freático e, conseqüentemente, alimentar fontes e nascentes naturais. "O procedimento mais comum para prevenir danos provocados pela erosão na estrada florestal é controlar o escoamento superficial da água das chuvas na faixa terraplenada da estrada", afirmam.
Fonte: Ambiente Brasil – 18/03/2004
Fonte:
Notícias em destaque
A árvore com a madeira mais resistente do mundo: quebracho-colorado (Schinopsis)
A árvore frequentemente apontada como a dona da madeira mais resistente do mundo é o quebracho, especialmente o quebracho-colorado,...
(GERAL)
Transformação digital ganha protagonismo na evolução sustentável da indústria florestal chilena
Integração de dados, inteligência artificial e modernização tecnológica despontam como fatores...
(TECNOLOGIA)
Para obter leituras precisas da umidade da madeira, é necessário utilizar o medidor e o método corretos
Para profissionais que dependem de medições de umidade para tomar decisões críticas, a precisão dos resultados...
(INTERNACIONAL)
Biomassa, compostagem e floresta: o que têm em comum?
A pergunta “biomassa, compostagem e floresta: o que têm em comum?” parece reunir temas de naturezas distintas. Na...
(BIOENERGIA)
Com 150 metros de comprimento e 3.500 m³ de madeira, os cogumelos gigantes se tornaram a maior estrutura de madeira do mundo em Sevilha
O panorama arquitetônico de Sevilha foi completamente transformado por uma das estruturas mais inovadoras de toda a Europa.
• 1A...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Rastreabilidade da madeira reforça credibilidade do setor florestal brasileiro
Exigência por comprovação de origem fortalece o uso de tecnologias que conectam a produção ao consumidor...
(GERAL)














