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Notícias
04
set
2009
(BIOENERGIA)
Planta nativa da Amazônia é fonte promissora para biocombustível
Você já ouviu alguma vez falar em macaúba? Se ainda não, grave bem este nome. A palmeira macaúba (Acrocomia aculeata) – ou coco-baboso ou coco-de-espinho – é uma espécie da floresta Amazônia e de outras regiões brasileiras e é apontada pela Embrapa como alternativa na produção de biocombustível. Suas vantagens são bem maiores que a soja e o dendê, outra espécie pesquisada. Pode-se encontrar a palmeira desde o Pará até São Paulo.
Um estudo do governo aponta que o Brasil possui pelo menos 10 mil plantas com potencial comestível, farmacológico e energético. Apenas 5% desse total foram pesquisados. Por essa razão, a Embrapa está investindo em pesquisas de biocombustíveis. As projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) mostram a demanda por biodiesel crescerá 300% em pelo menos oito países até 2020. Passará de 34,7 milhões de toneladas em 2010 para 133,8 milhões.
Os Estados Unidos se manterão como o principal consumidor, saltando de 14,8 milhões para 51,5 milhões de toneladas, mas percentualmente o maior incremento será mostrado pelo Brasil cujo potencial de consumo será de 20 milhões de toneladas em 2020, cerca de 900% acima dos dois milhões de toneladas de 2010. É dentro dessa perspectiva de mercado que a Embrapa insere a macaúba, cuja vocação para produzir óleo foi pesquisado pela Embrapa com bons resultados na década de 80, quando a palavra biodiesel, assim como a macaúba hoje, era desconhecida da grande maioria das pessoas.
A macaúba chega a atingir 30 toneladas de biomassa por hectare, quando o volume da soja é de apenas 4%. Significa dizer que a espécie por resultar em cerca de 5 mil litros por hectare ante 1 mil litros da soja. Outra vantagem da macaúba, uma palmeira rústica caracterizada por espinhos longos e pontiagudos, consome bem menos água que seu concorrente. Tal situação ganha importância maior, uma vez que no mundo inteiro os cientistas e governos buscam soluções sustentáveis para enfrentar os problemas climáticos e de escassez de água.
As vantagens da macaúba e outras quatro palmeiras foram tema do II Simpósio Brasileiro de Palmeiras Oleíferas. O encontro aconteceu nesta quinta-feira, 27, em Montes Claros (MG). Durante o simpósio, o pesquisador Leonardo Bhering, da Embrapa Agroenergia, expôs resultados de estudos referentes à diversidade genética da cultura e a importância da realização de um manejo sustentável da macaúba.
Consórcio com pecuária e lavoura
Um dos estudos, por exemplo, ensina como fazer a coleta de frutos para evitar um "estrangulamento genético" na espécie. Bhering disse que a unidade a Embrapa desenvolve várias linhas de pesquisa com a carnaúba e já constatou, por exemplo, o alto potencial da espécie para produção de biodiesel. A planta é capaz de produzir 4 mil litros de óleo por hectare.
Outro debate ministrado pelo professor Sérgio Motoike, da Universidade Federal e Viçosa, também chamou a atenção dos participantes. Ele falou sobre a qualidade de mudas e micro propagação da palmeira macaúba. Além de abordar a qualidade de mudas, micropropagação, manejo fitotécnico de culturas em implantação, arranjos populacionais, consórcio, sistemas de produção e adubação, Motoike disse que é possível fazer o melhoramento da carnaúba e propiciar a sua interação com a lavoura e a pecuária.
Ainda no encontro a pesquisadora Marina Vilela, da Embrapa Cerrados, explicou sobre o mapeamento por satélite das palmeiras oleíferas. Rosemar Antoniassi, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, expôs os estudos sobre o rendimento e a qualidade do óleo da macaúba para a produção de biocombustíveis.
Um estudo do governo aponta que o Brasil possui pelo menos 10 mil plantas com potencial comestível, farmacológico e energético. Apenas 5% desse total foram pesquisados. Por essa razão, a Embrapa está investindo em pesquisas de biocombustíveis. As projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) mostram a demanda por biodiesel crescerá 300% em pelo menos oito países até 2020. Passará de 34,7 milhões de toneladas em 2010 para 133,8 milhões.
Os Estados Unidos se manterão como o principal consumidor, saltando de 14,8 milhões para 51,5 milhões de toneladas, mas percentualmente o maior incremento será mostrado pelo Brasil cujo potencial de consumo será de 20 milhões de toneladas em 2020, cerca de 900% acima dos dois milhões de toneladas de 2010. É dentro dessa perspectiva de mercado que a Embrapa insere a macaúba, cuja vocação para produzir óleo foi pesquisado pela Embrapa com bons resultados na década de 80, quando a palavra biodiesel, assim como a macaúba hoje, era desconhecida da grande maioria das pessoas.
A macaúba chega a atingir 30 toneladas de biomassa por hectare, quando o volume da soja é de apenas 4%. Significa dizer que a espécie por resultar em cerca de 5 mil litros por hectare ante 1 mil litros da soja. Outra vantagem da macaúba, uma palmeira rústica caracterizada por espinhos longos e pontiagudos, consome bem menos água que seu concorrente. Tal situação ganha importância maior, uma vez que no mundo inteiro os cientistas e governos buscam soluções sustentáveis para enfrentar os problemas climáticos e de escassez de água.
As vantagens da macaúba e outras quatro palmeiras foram tema do II Simpósio Brasileiro de Palmeiras Oleíferas. O encontro aconteceu nesta quinta-feira, 27, em Montes Claros (MG). Durante o simpósio, o pesquisador Leonardo Bhering, da Embrapa Agroenergia, expôs resultados de estudos referentes à diversidade genética da cultura e a importância da realização de um manejo sustentável da macaúba.
Consórcio com pecuária e lavoura
Um dos estudos, por exemplo, ensina como fazer a coleta de frutos para evitar um "estrangulamento genético" na espécie. Bhering disse que a unidade a Embrapa desenvolve várias linhas de pesquisa com a carnaúba e já constatou, por exemplo, o alto potencial da espécie para produção de biodiesel. A planta é capaz de produzir 4 mil litros de óleo por hectare.
Outro debate ministrado pelo professor Sérgio Motoike, da Universidade Federal e Viçosa, também chamou a atenção dos participantes. Ele falou sobre a qualidade de mudas e micro propagação da palmeira macaúba. Além de abordar a qualidade de mudas, micropropagação, manejo fitotécnico de culturas em implantação, arranjos populacionais, consórcio, sistemas de produção e adubação, Motoike disse que é possível fazer o melhoramento da carnaúba e propiciar a sua interação com a lavoura e a pecuária.
Ainda no encontro a pesquisadora Marina Vilela, da Embrapa Cerrados, explicou sobre o mapeamento por satélite das palmeiras oleíferas. Rosemar Antoniassi, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, expôs os estudos sobre o rendimento e a qualidade do óleo da macaúba para a produção de biocombustíveis.
Fonte: Envolverde/Agência Amazônia
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