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Notícias
25
ago
2009
(REFLORESTAMENTO)
USP produz cruzetas para postes com madeira de reflorestamento
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisadores estão desenvolvendo um projeto para desenvolvimento de cruzetas a partir de madeira laminada de reflorestamento. As cruzetas são usadas nos postes da rede de distribuição de energia. Nelas são fixados os fios de energia elétrica.
Atualmente, as cruzetas são fabricadas em madeira tropical, produzidas a partir de árvores tropicais. Elas também podem ser feitas de concreto ou até mesmo de aço. “Nossa proposta é produzir cruzetas a partir de madeira laminada: são tábuas (lamelas) prensadas e coladas umas às outras, utilizando madeira de reflorestamento como eucalipto, teca e pinus”, explica o professor Carlito Calil Júnior.
As lamelas de madeira utilizadas no estudo são provenientes de áreas de reflorestamento de pinus, eucalipto e teca de várias regiões do Brasil. Segundo o pesquisador, uma das vantagens sobre os outros materiais é que a madeira apresenta baixa condutividade elétrica, além de ser mais leve que o concreto e o aço, ser o único material estrutural renovável, seqüestra carbono da atmosfera e apresenta baixo consumo energético.
Parceria
O projeto tem a participação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e da CPFL Energia. Na USP, a coordenação é do professor Carlito Calil Junior, do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC. A pesquisa recebe investimentos da ordem de R$2 milhões.
A pesquisa está sendo realizada no Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira (LaMEM) da EESC. Na primeira fase do estudo, referente ao ano de 2007 a 2008, foram produzidas 200 cruzetas de madeira laminada de pinus e eucalipto. No LaMEM, os protótipos passaram por testes e ensaios em condições reais e em laboratório apresentando um desempenho bastante satisfatório dentro dos critérios exigidos pelas normas nacionais e internacionais
A partir dos resultados da primeira fase, os pesquisadores passaram para a segunda etapa do projeto, que é a produção de 5 mil cruzetas de madeira laminada de reflorestamento. Nesta etapa, iniciada neste ano, essas cruzetas serão instaladas em diversas regiões do Brasil, principalmente no estado de São Paulo. “Elas serão instaladas em vários municípios pertencentes a jurisdição da CPFL em locais de alta agressividade para melhor avaliar a performance em campo com o tempo e nas condições reais de trabalho. A instalação das cruzetas esta prevista para inicio em janeiro de 2010”, conta Calil. A etapa seguinte do projeto envolve a avaliação dos protótipos em campo e com o tempo de uso.
Patente
De acordo com Calil, o processo de produção de cruzetas a partir de madeira laminada de reflorestamento é uma iniciativa inédita. “Todo o processo de classificação da lâmina, equipamentos, prensagem, colagem e tratamento para proteção e durabilidade da madeira dessas cruzetas nos postes foram desenvolvidos no LaMEM e estão em processo de patente”, informa o pesquisador.
Os testes também incluíram a análise de dois tipos de adesivos (colas) usados para fixação das lamelas e de dois tipos de preservativos, substâncias utilizadas para aumentar a durabilidade e conservação da madeira de reflorestamento.
Os estudos sobre a performance das cruzetas produzidas pelo LaMEM em condições energizadas avaliando sua condutividade estão sendo realizados com o grupo do professor Denis Vinicius Coury, do Laboratório de Sistemas de Energia Elétrica, do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC.
A pesquisa envolve também um grupo de professores dos Departamentos de Engenharia de Estruturas e de Engenharia Elétrica da EESC. Na CPFL, o projeto é coordenado pelo engenheiro Cláudio José dos Santos.
Atualmente, as cruzetas são fabricadas em madeira tropical, produzidas a partir de árvores tropicais. Elas também podem ser feitas de concreto ou até mesmo de aço. “Nossa proposta é produzir cruzetas a partir de madeira laminada: são tábuas (lamelas) prensadas e coladas umas às outras, utilizando madeira de reflorestamento como eucalipto, teca e pinus”, explica o professor Carlito Calil Júnior.
As lamelas de madeira utilizadas no estudo são provenientes de áreas de reflorestamento de pinus, eucalipto e teca de várias regiões do Brasil. Segundo o pesquisador, uma das vantagens sobre os outros materiais é que a madeira apresenta baixa condutividade elétrica, além de ser mais leve que o concreto e o aço, ser o único material estrutural renovável, seqüestra carbono da atmosfera e apresenta baixo consumo energético.
Parceria
O projeto tem a participação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e da CPFL Energia. Na USP, a coordenação é do professor Carlito Calil Junior, do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC. A pesquisa recebe investimentos da ordem de R$2 milhões.
A pesquisa está sendo realizada no Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira (LaMEM) da EESC. Na primeira fase do estudo, referente ao ano de 2007 a 2008, foram produzidas 200 cruzetas de madeira laminada de pinus e eucalipto. No LaMEM, os protótipos passaram por testes e ensaios em condições reais e em laboratório apresentando um desempenho bastante satisfatório dentro dos critérios exigidos pelas normas nacionais e internacionais
A partir dos resultados da primeira fase, os pesquisadores passaram para a segunda etapa do projeto, que é a produção de 5 mil cruzetas de madeira laminada de reflorestamento. Nesta etapa, iniciada neste ano, essas cruzetas serão instaladas em diversas regiões do Brasil, principalmente no estado de São Paulo. “Elas serão instaladas em vários municípios pertencentes a jurisdição da CPFL em locais de alta agressividade para melhor avaliar a performance em campo com o tempo e nas condições reais de trabalho. A instalação das cruzetas esta prevista para inicio em janeiro de 2010”, conta Calil. A etapa seguinte do projeto envolve a avaliação dos protótipos em campo e com o tempo de uso.
Patente
De acordo com Calil, o processo de produção de cruzetas a partir de madeira laminada de reflorestamento é uma iniciativa inédita. “Todo o processo de classificação da lâmina, equipamentos, prensagem, colagem e tratamento para proteção e durabilidade da madeira dessas cruzetas nos postes foram desenvolvidos no LaMEM e estão em processo de patente”, informa o pesquisador.
Os testes também incluíram a análise de dois tipos de adesivos (colas) usados para fixação das lamelas e de dois tipos de preservativos, substâncias utilizadas para aumentar a durabilidade e conservação da madeira de reflorestamento.
Os estudos sobre a performance das cruzetas produzidas pelo LaMEM em condições energizadas avaliando sua condutividade estão sendo realizados com o grupo do professor Denis Vinicius Coury, do Laboratório de Sistemas de Energia Elétrica, do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC.
A pesquisa envolve também um grupo de professores dos Departamentos de Engenharia de Estruturas e de Engenharia Elétrica da EESC. Na CPFL, o projeto é coordenado pelo engenheiro Cláudio José dos Santos.
Fonte: Envolverde/Agência USP de Notícias
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