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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Presidente lança plano de ação para conter desmatamento na Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira do lançamento de um plano de ação para conter o desmatamento na Amazônia às vésperas de um anúncio do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) dos índices de destruição da floresta no período 2002/2003. Dados preliminares anunciados pelo instituto, na última semana, mostram que a taxa de desmatamento ultrapassará novamente 25 mil Km², como aconteceu no período 2001/2002 (25.476 Km²).
No ano passado, quando foi anunciado o índice de desmatamento relativo ao período de 2000/2001, o governo decidiu instalar um Grupo de Trabalho Interministerial para discutir propostas que de fato contribuíssem para coibir o processo de desmatamento da Amazônia Legal. Para elaborar e indicar as propostas, o grupo se baseou num diagnóstico elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente com indicações sobre as atividades econômicas que vêm sendo desempenhadas na Amazônia e favorecem o desmatamento na região. O diagnóstico traz também o panorama da situação fundiária, do fomento às atividades produtivas e sobre a infra-estrutura.
De acordo com o relatório, 70% do desmatamento na Amazônia Legal no período de 2000/2001 ocorreram nos estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. A pecuária é apontada como a atividade responsável por cerca de 80% de toda a área desmatada na Amazônia Legal, sendo os principais agentes do desmatamento para a implantação de pastagens grandes e médios pecuaristas.
O avanço da soja não é o único responsável pela situação atual das florestas derrubadas. As frentes de desmatamento também podem ser explicadas pela extração ilegal da madeira, a grilagem de terras públicas, a abertura de estradas e a criação de assentamentos. A estratégia para conter o desmatamento na Amazônia prevê a adoção de medidas como a criação de incentivos para a utilização de áreas já desmatadas.
Para os agricultores, essa medida é considerada viável. De acordo com o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Assuero Veronez, o aproveitamento intensivo de áreas já desmatadas, buscando o uso delas para aumentar a produtividade, é importante do ponto de vista da ocupação e para diminuir a pressão sobre a floresta. “É uma política há muito tempo esperada pelos produtores, mas isso não basta”.
Fonte: Agência Brasil - 15/03/2004
No ano passado, quando foi anunciado o índice de desmatamento relativo ao período de 2000/2001, o governo decidiu instalar um Grupo de Trabalho Interministerial para discutir propostas que de fato contribuíssem para coibir o processo de desmatamento da Amazônia Legal. Para elaborar e indicar as propostas, o grupo se baseou num diagnóstico elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente com indicações sobre as atividades econômicas que vêm sendo desempenhadas na Amazônia e favorecem o desmatamento na região. O diagnóstico traz também o panorama da situação fundiária, do fomento às atividades produtivas e sobre a infra-estrutura.
De acordo com o relatório, 70% do desmatamento na Amazônia Legal no período de 2000/2001 ocorreram nos estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. A pecuária é apontada como a atividade responsável por cerca de 80% de toda a área desmatada na Amazônia Legal, sendo os principais agentes do desmatamento para a implantação de pastagens grandes e médios pecuaristas.
O avanço da soja não é o único responsável pela situação atual das florestas derrubadas. As frentes de desmatamento também podem ser explicadas pela extração ilegal da madeira, a grilagem de terras públicas, a abertura de estradas e a criação de assentamentos. A estratégia para conter o desmatamento na Amazônia prevê a adoção de medidas como a criação de incentivos para a utilização de áreas já desmatadas.
Para os agricultores, essa medida é considerada viável. De acordo com o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Assuero Veronez, o aproveitamento intensivo de áreas já desmatadas, buscando o uso delas para aumentar a produtividade, é importante do ponto de vista da ocupação e para diminuir a pressão sobre a floresta. “É uma política há muito tempo esperada pelos produtores, mas isso não basta”.
Fonte: Agência Brasil - 15/03/2004
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