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Notícias
10
ago
2009
(GERAL)
Preço médio da terra no Brasil sobe e atinge recorde de R$ 4.446 por hectare
O preço médio das terras para agropecuária no Brasil atingiu um recorde de R$ 4.446 por hectare, de acordo com levantamento bimestral da consultoria AgraFNP para o período de maio e junho de 2009. O valor apurado supera os R$ 4.434 por hectare registrados no bimestre de março e abril de 2004 (valor já deflacionado), quando houve o primeiro boom da soja no País.
"São poucos negócios. Mas quando ocorrem, ocorrem em um preço firme", declarou no último dia 3 Jacqueline Bierhals, coordenadora da pesquisa. Na comparação com o preço médio da terra no Brasil apurado há 12 meses, a alta real foi de 1,9%, descontando-se a inflação do período. Em relação ao bimestre março-abril deste ano, houve uma alta de 1,2%.
Segundo a consultoria, os donos de terras no Brasil estão atentos à perspectiva de escassez de terras para produção de alimentos e energia no mundo, e têm valorizado o ativo.
"Eles se deram conta de que estão com um ativo valioso, eles vão segurar o que der", acrescentou Jacqueline, observando que a crise financeira não causou os efeitos antes imaginados para os preços da terra.
SOJA AJUDA NA VALORIZAÇÃO DAS TERRAS
Os preços sustentados da soja, principal produto do agronegócio do Brasil, são outro fator de alta no valor da terra, de acordo com a AgraFNP, divisão no Brasil do grupo Agra Informa, líder mundial em consultoria para o setor.
Isso acontece porque muitos produtores pensam em sacas do produto ao darem valor ao seu ativo. Na comparação com a pesquisa feita há 36 meses, o preço médio da terra no País registrou valorização real de 7,6%.
Por região, o preço da terra se valorizou, em 36 meses, mais no Sul, com a alta superando 50%, para R$ 9.046 por hectare.
Em termos de valorização, a região Sul é seguida pela região Centro-Oeste, com alta no período de 48,3%, para R$ 3.354 por hectare.
Segundo a analista, embora o Centro-Oeste seja uma região com um agronegócio bastante desenvolvido, "no mix, há ainda terras baratas", diferentemente do Sul, o que explica a diferença no valor médio do ativo.
De acordo com a AgraFNP, em um mercado de pouca liquidez e de preços firmes, os vendedores de terra estão sendo bastante beneficiados.
"Até é possível encontrar ofertas, mas tem que pagar um preço mais alto", disse ela, apontando para ofertas a preços competitivos no Nordeste, onde o valor médio apurado pela pesquisa foi de R$ 1.968 por hectare.
De uma maneira geral, destacou Jacqueline, alguns vendedores estão oferecendo mais facilidades para pagamentos, como um prazo maior, para estimular os negócios.
A consultora afirmou ainda que as incertezas em torno da legislação ambiental - ainda se discute a aprovação de uma nova lei no Brasil - e as recentes notícias negativas relacionadas à agropecuária no Pará colaboraram para reduzir o número de negócios, especialmente na região Norte.
"Gente de fora (do exterior) não quer saber. Um dos requisitos é que a propriedade não esteja na região amazônica", disse ela, ressaltando que a volta dos estrangeiros para o mercado de terras no Brasil ainda está um pouco tímida.
"São poucos negócios. Mas quando ocorrem, ocorrem em um preço firme", declarou no último dia 3 Jacqueline Bierhals, coordenadora da pesquisa. Na comparação com o preço médio da terra no Brasil apurado há 12 meses, a alta real foi de 1,9%, descontando-se a inflação do período. Em relação ao bimestre março-abril deste ano, houve uma alta de 1,2%.
Segundo a consultoria, os donos de terras no Brasil estão atentos à perspectiva de escassez de terras para produção de alimentos e energia no mundo, e têm valorizado o ativo.
"Eles se deram conta de que estão com um ativo valioso, eles vão segurar o que der", acrescentou Jacqueline, observando que a crise financeira não causou os efeitos antes imaginados para os preços da terra.
SOJA AJUDA NA VALORIZAÇÃO DAS TERRAS
Os preços sustentados da soja, principal produto do agronegócio do Brasil, são outro fator de alta no valor da terra, de acordo com a AgraFNP, divisão no Brasil do grupo Agra Informa, líder mundial em consultoria para o setor.
Isso acontece porque muitos produtores pensam em sacas do produto ao darem valor ao seu ativo. Na comparação com a pesquisa feita há 36 meses, o preço médio da terra no País registrou valorização real de 7,6%.
Por região, o preço da terra se valorizou, em 36 meses, mais no Sul, com a alta superando 50%, para R$ 9.046 por hectare.
Em termos de valorização, a região Sul é seguida pela região Centro-Oeste, com alta no período de 48,3%, para R$ 3.354 por hectare.
Segundo a analista, embora o Centro-Oeste seja uma região com um agronegócio bastante desenvolvido, "no mix, há ainda terras baratas", diferentemente do Sul, o que explica a diferença no valor médio do ativo.
De acordo com a AgraFNP, em um mercado de pouca liquidez e de preços firmes, os vendedores de terra estão sendo bastante beneficiados.
"Até é possível encontrar ofertas, mas tem que pagar um preço mais alto", disse ela, apontando para ofertas a preços competitivos no Nordeste, onde o valor médio apurado pela pesquisa foi de R$ 1.968 por hectare.
De uma maneira geral, destacou Jacqueline, alguns vendedores estão oferecendo mais facilidades para pagamentos, como um prazo maior, para estimular os negócios.
A consultora afirmou ainda que as incertezas em torno da legislação ambiental - ainda se discute a aprovação de uma nova lei no Brasil - e as recentes notícias negativas relacionadas à agropecuária no Pará colaboraram para reduzir o número de negócios, especialmente na região Norte.
"Gente de fora (do exterior) não quer saber. Um dos requisitos é que a propriedade não esteja na região amazônica", disse ela, ressaltando que a volta dos estrangeiros para o mercado de terras no Brasil ainda está um pouco tímida.
Fonte: Invertia
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