Voltar
Notícias
08
ago
2009
(ECONOMIA)
Brasileiros opinam sobre bancos e práticas socioambientais
Pesquisa feita pelo instituto Datafolha a pedido da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira - que desde o ano 2000 desenvolve o Eco-Finanças, programa pioneiro que estimula a administração ambiental no mundo financeiro - revela que os clientes das instituições bancárias não acreditam que os bancos desenvolvem medidas socioambientais realmente efetivas.
Segundo a pesquisa, os clientes entendem que bancos gastam mais com propaganda do que nas ações propriamente ditas, e os investimentos em marketing dos bancos para mostrar suas ações de sustentabilidade socioambiental são recebidos com ceticismo pelos clientes. Para 89% dos consultados, os bancos anunciam boas práticas de sustentabilidade ambiental, mas gastam mais em propaganda do que nas ações divulgadas.
Entre 12 grandes bancos públicos e privados, o Banco do Brasil e o Bradesco estão no topo tanto da lista das instituições apontadas com as que teriam as melhores práticas ambientais como no ranking oposto.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país. A maioria (70%) diz que daria preferência a bancos que os informassem sobre os impactos socioambientais de seus investimentos. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição bancária se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente independentemente de serviços e taxas.
Na questão referente ao comportamento dos bancos frente à destruição ambiental, 81% opinaram que eles não fazem o suficiente e, destes, 27% disseram que as instituições financeiras poderiam pelo menos exigir o respeito das leis.
Fernando Martins, diretor-executivo de estratégia de marca e comunicação corporativa do grupo Santander Brasil, disse ao jornal Valor Econômico que “a publicidade, num mundo onde as pessoas têm cada vez mais informações, ficou um pouco para trás e tem que se reinventar. A sustentabilidade é nova neste cenário e muita gente vem usando isto de forma oportunista”.
A pesquisa “A Visão da População Brasileira sobre Bancos e Práticas Socioambientais” revela, contudo, uma contradição: os brasileiros apontam o Banco do Brasil e o Bradesco como os que mais financiam a destruição ambiental e ao mesmo tempo como os responsáveis pelas boas práticas. É possível que isso se dê pelos projetos que o BB desenvolve em regiões e pelos investimentos do Bradesco em educação, através da Fundação Bradesco.
Segundo a pesquisa, os clientes entendem que bancos gastam mais com propaganda do que nas ações propriamente ditas, e os investimentos em marketing dos bancos para mostrar suas ações de sustentabilidade socioambiental são recebidos com ceticismo pelos clientes. Para 89% dos consultados, os bancos anunciam boas práticas de sustentabilidade ambiental, mas gastam mais em propaganda do que nas ações divulgadas.
Entre 12 grandes bancos públicos e privados, o Banco do Brasil e o Bradesco estão no topo tanto da lista das instituições apontadas com as que teriam as melhores práticas ambientais como no ranking oposto.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país. A maioria (70%) diz que daria preferência a bancos que os informassem sobre os impactos socioambientais de seus investimentos. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição bancária se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente independentemente de serviços e taxas.
Na questão referente ao comportamento dos bancos frente à destruição ambiental, 81% opinaram que eles não fazem o suficiente e, destes, 27% disseram que as instituições financeiras poderiam pelo menos exigir o respeito das leis.
Fernando Martins, diretor-executivo de estratégia de marca e comunicação corporativa do grupo Santander Brasil, disse ao jornal Valor Econômico que “a publicidade, num mundo onde as pessoas têm cada vez mais informações, ficou um pouco para trás e tem que se reinventar. A sustentabilidade é nova neste cenário e muita gente vem usando isto de forma oportunista”.
A pesquisa “A Visão da População Brasileira sobre Bancos e Práticas Socioambientais” revela, contudo, uma contradição: os brasileiros apontam o Banco do Brasil e o Bradesco como os que mais financiam a destruição ambiental e ao mesmo tempo como os responsáveis pelas boas práticas. É possível que isso se dê pelos projetos que o BB desenvolve em regiões e pelos investimentos do Bradesco em educação, através da Fundação Bradesco.
Fonte: Eco-finanças
Notícias em destaque
O que explica a queda no mercado florestal
O setor florestal brasileiro mantém trajetória de crescimento em área cultivada, ao mesmo tempo em que enfrenta ajustes no...
(MERCADO)
Erva-mate vai além da cuia e passa fronteiras
Empresa gaúcha idealizou refrigerante usando a mesma planta do chimarrão e tem despertado interesse até mesmo em...
(AGRO)
BNDES destina R$ 25 milhões para pesquisa e desenvolvimento de 30 espécies madeireiras nativas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, no final de 2025, um financiamento não reembolsável de...
(GERAL)
Relatório de Sustentabilidade da Bracell está entre os 15 melhores do Reporting Matters Brasil
A Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, teve seu Relatório de...
(GERAL)
Exportações de móveis e colchões abrem 2026 em queda e refletem nova geografia do comércio global
Atualizações do Tarifaço americano, ratificação e entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia,...
(MERCADO)
Clonagem de araucárias acelera produção de semente e pesquisadores projetam “pomares de pinhão”
Pesquisa da Embrapa levou 15 anos para concretizar processo que altera o tamanho e o tempo de desenvolvimento da araucária.
Uma...
(TECNOLOGIA)













