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Notícias
15
jul
2009
(MEIO AMBIENTE)
Brasil aproveita pouco o potencial econômico da Amazônia
Apesar de ter a maior biodiversidade do planeta, o Brasil aproveita "muito pouco" o potencial econômico de sua riqueza biológica. A informação foi dada ao Jornal O Estado de São Paulo por especialistas, às vésperas da 61ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa hoje à noite em Manaus.
De acordo com o jornal, estatísticas mostram que o potencial econômico da biodiversidade brasileira ainda está longe de ser aproveitado de forma satisfatória. O Amazonas, por exemplo, com 98% de sua cobertura vegetal original preservada, tem mais de 1,5 milhões de quilômetros quadrados de floresta tropical intacta que em quase nada contribuem com a economia do Estado, segundo o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. O Amazonas sobrevive da produção de motocicletas e aparelhos eletrônicos na Zona Franca de Manaus.
Segundo informações do jornal, a importância da biodiversidade nas exportações brasileiras também é pequena e fragmentada, e muitos dos principais produtos do agronegócio não têm raízes na biodiversidade nacional. Os produtos mais exportados- soja, café, cana-de-açúcar, laranja, gado zebuíno - são espécies exóticas, trazidas de outros continentes e adaptadas.
Entre os produtos "nativos" do Brasil, o que mais pesa na balança comercial é a madeira, que tem provocado o desmatamento. Encontrar maneiras de transformar riqueza biológica em riqueza econômica sem acabar com a biodiversidade é um dos maiores desafios da ciência na Amazônia, onde vivem 25 milhões de pessoas que precisam sobreviver.
Mais de 50 mil espécies de plantas e animais já foram catalogadas na floresta amazônica, mas os cientistas estimam que isso represente, no máximo, 10% da biodiversidade do bioma. Para o pesquisador Alfredo Homma, economista da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, além de investir na descoberta de novos produtos, é preciso focar esforços nas espécies já conhecidas.
Os mercados da Amazônia estão abarrotados de produtos oriundos da natureza que não atingem escala industrial porque permanecem associados a sistemas extrativistas de baixo rendimento e pouco valor agregado, a exemplo do açaí e da castanha-do-pará. Na falta de tecnologia e de cadeias produtivas bem estruturadas, a região tem dificuldade para ir além do fornecimento de matéria-prima.
A solução, segundo os pesquisadores, passa por um esforço intensivo de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial para agregar valor e qualidade aos produtos da floresta, para que eles sejam explorados de forma sustentável, mas também lucrativa.
"A pesquisa tem de ir além de descobrir o uso para alguma coisa, tem de ir até o manejo", afirmou Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa de cosméticos Natura, à reportagem do Estado. O mesmo esforço que foi feito para desenvolver as indústrias da soja, da cana e de outras espécies exóticas precisa ser feito para os produtos nativos da Amazônia, dizem os pesquisadores.
De acordo com o jornal, estatísticas mostram que o potencial econômico da biodiversidade brasileira ainda está longe de ser aproveitado de forma satisfatória. O Amazonas, por exemplo, com 98% de sua cobertura vegetal original preservada, tem mais de 1,5 milhões de quilômetros quadrados de floresta tropical intacta que em quase nada contribuem com a economia do Estado, segundo o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. O Amazonas sobrevive da produção de motocicletas e aparelhos eletrônicos na Zona Franca de Manaus.
Segundo informações do jornal, a importância da biodiversidade nas exportações brasileiras também é pequena e fragmentada, e muitos dos principais produtos do agronegócio não têm raízes na biodiversidade nacional. Os produtos mais exportados- soja, café, cana-de-açúcar, laranja, gado zebuíno - são espécies exóticas, trazidas de outros continentes e adaptadas.
Entre os produtos "nativos" do Brasil, o que mais pesa na balança comercial é a madeira, que tem provocado o desmatamento. Encontrar maneiras de transformar riqueza biológica em riqueza econômica sem acabar com a biodiversidade é um dos maiores desafios da ciência na Amazônia, onde vivem 25 milhões de pessoas que precisam sobreviver.
Mais de 50 mil espécies de plantas e animais já foram catalogadas na floresta amazônica, mas os cientistas estimam que isso represente, no máximo, 10% da biodiversidade do bioma. Para o pesquisador Alfredo Homma, economista da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, além de investir na descoberta de novos produtos, é preciso focar esforços nas espécies já conhecidas.
Os mercados da Amazônia estão abarrotados de produtos oriundos da natureza que não atingem escala industrial porque permanecem associados a sistemas extrativistas de baixo rendimento e pouco valor agregado, a exemplo do açaí e da castanha-do-pará. Na falta de tecnologia e de cadeias produtivas bem estruturadas, a região tem dificuldade para ir além do fornecimento de matéria-prima.
A solução, segundo os pesquisadores, passa por um esforço intensivo de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial para agregar valor e qualidade aos produtos da floresta, para que eles sejam explorados de forma sustentável, mas também lucrativa.
"A pesquisa tem de ir além de descobrir o uso para alguma coisa, tem de ir até o manejo", afirmou Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa de cosméticos Natura, à reportagem do Estado. O mesmo esforço que foi feito para desenvolver as indústrias da soja, da cana e de outras espécies exóticas precisa ser feito para os produtos nativos da Amazônia, dizem os pesquisadores.
Fonte: Amazônia.org.br
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