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Notícias
02
jul
2009
(MEIO AMBIENTE)
Primeiro ônibus movido a hidrogênio construído no Brasil é apresentado em São Paulo
O primeiro ônibus movido a hidrogênio construído no Brasil, que começará a circular em agosto, foi apresentado na capital paulista. A tecnologia, até agora, só foi desenvolvida em quatro país: Alemanha, China, Estados Unidos e Japão. O veículo deverá circular inicialmente no Corredor Metropolitano ABD, que liga São Mateus a Jabaquara, na região metropolitana de São Paulo.
Na maioria dos aspectos, o veículo parece um ônibus normal – a diferença é uma saliência na parte exterior do teto, onde ficam os tanques de hidrogênio. Além disso, é muito mais silencioso do que os ônibus convencionais, como verificou a reportagem da Agência Brasil durante o passeio inaugural para jornalistas.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), coordenadora do projeto, avaliará o desempenho do primeiro veículo para corrigir possíveis falhas nos outros três ônibus que deverão entrar em funcionamento no primeiro trimestre do próximo ano. Eles também deverão atuar nas 13 linhas do corredor ADB.
Os veículos são abastecidos com o combustível extraído pela eletrólise da água – separação do hidrogênio do oxigênio com o uso de eletricidade. O gás é usado para gerar a eletricidade que movimenta os ônibus e, após a combustão, o escapamento emite apenas vapor de água. Desse modo, o veículo não emite poluentes.
Os 45 quilos de hidrogênio que podem ser armazenados nos nove tanques presentes no protótipo dão ao veículo autonomia de cerca de 300 quilômetros. O sistema conta ainda com baterias que armazenam energia excedente produzida pelas células de hidrogênio e pela frenagem, o que pode levar o veículo percorra mais 40 quilômetros.
O custo do projeto de desenvolvimento e construção dos quatro ônibus, mais uma usina de produção de hidrogênio, que deverá ser instalada em São Bernardo do Campo (SP), é de R$ 38 milhões. O projeto tem apoio do Ministério de Minas e Energia, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Global Environment Facility (GEF) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O novo ônibus “já passou por todos os testes que são normais na indústria automobilística”, garantiu o gerente de desenvolvimento da EMTU, Carlos Zundt, em relação à segurança do veículo. “É mais fácil ter um problema em um ônibus a diesel do que em um ônibus como esse”, afirmou.
Quanto aos custos, Zundt disse que podem ser construídos outros veículos com preço semelhante ao de um trolleybus (ônibus elétrico), aproximadamente R$ 2 milhões. O preço pode cair até 20%, caso haja produção em escala maior. Segundo ele, peças importadas, como os tanques e as células de hidrogênio, são mais baratas quando compradas em maior quantidade. Ele ressaltou, no entanto, que é preciso haver mais demanda para que se pense em aumentar a produção.
De acordo com o governador de São Paulo, José Serra, com o funcionamento dos ônibus nos próximos meses, poderá ser avaliada a relação custo-benefício do projeto e uma possível expansão no futuro. “Vamos agora ter essa experiência para fazer uma análise econômica e financeira mais precisa”, disse Serra.
Na maioria dos aspectos, o veículo parece um ônibus normal – a diferença é uma saliência na parte exterior do teto, onde ficam os tanques de hidrogênio. Além disso, é muito mais silencioso do que os ônibus convencionais, como verificou a reportagem da Agência Brasil durante o passeio inaugural para jornalistas.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), coordenadora do projeto, avaliará o desempenho do primeiro veículo para corrigir possíveis falhas nos outros três ônibus que deverão entrar em funcionamento no primeiro trimestre do próximo ano. Eles também deverão atuar nas 13 linhas do corredor ADB.
Os veículos são abastecidos com o combustível extraído pela eletrólise da água – separação do hidrogênio do oxigênio com o uso de eletricidade. O gás é usado para gerar a eletricidade que movimenta os ônibus e, após a combustão, o escapamento emite apenas vapor de água. Desse modo, o veículo não emite poluentes.
Os 45 quilos de hidrogênio que podem ser armazenados nos nove tanques presentes no protótipo dão ao veículo autonomia de cerca de 300 quilômetros. O sistema conta ainda com baterias que armazenam energia excedente produzida pelas células de hidrogênio e pela frenagem, o que pode levar o veículo percorra mais 40 quilômetros.
O custo do projeto de desenvolvimento e construção dos quatro ônibus, mais uma usina de produção de hidrogênio, que deverá ser instalada em São Bernardo do Campo (SP), é de R$ 38 milhões. O projeto tem apoio do Ministério de Minas e Energia, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Global Environment Facility (GEF) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O novo ônibus “já passou por todos os testes que são normais na indústria automobilística”, garantiu o gerente de desenvolvimento da EMTU, Carlos Zundt, em relação à segurança do veículo. “É mais fácil ter um problema em um ônibus a diesel do que em um ônibus como esse”, afirmou.
Quanto aos custos, Zundt disse que podem ser construídos outros veículos com preço semelhante ao de um trolleybus (ônibus elétrico), aproximadamente R$ 2 milhões. O preço pode cair até 20%, caso haja produção em escala maior. Segundo ele, peças importadas, como os tanques e as células de hidrogênio, são mais baratas quando compradas em maior quantidade. Ele ressaltou, no entanto, que é preciso haver mais demanda para que se pense em aumentar a produção.
De acordo com o governador de São Paulo, José Serra, com o funcionamento dos ônibus nos próximos meses, poderá ser avaliada a relação custo-benefício do projeto e uma possível expansão no futuro. “Vamos agora ter essa experiência para fazer uma análise econômica e financeira mais precisa”, disse Serra.
Fonte: Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
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