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Notícias
30
jun
2009
(GERAL)
Madeira: Minc participa de apreensão histórica
Durante uma operação coordenada pessoalmente pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fiscais do Ibama, em parceria com as polícias Federal e Civil de Santarém, realizaram na manhã de ontem uma das maiores apreensões de madeira da história. Para chegar ao local do crime, a equipe liderada por Minc precisou utilizar dois helicópteros, pois a área, localizada na comunidade Boa Vista, entre os municípios de Prainha e Santarém, na chamada região do Curuatinga, é de difícil acesso.
Era por volta das 10h quando as duas aeronaves decolaram do aeroporto de Santarém com destino à referida comunidade. Logo na chegada, os fiscais avistaram uma grande quantidade de madeira que foi extraída da floresta de forma ilegal. Eram cerca de 4.000 m³ de madeira nobre, especialmente angelim vermelho e maçaranduba.
A pedido do ministro, um novo sobrevoo foi realizado na região e desta vez a quantidade de madeira encontrada era 20 vezes maior que a quantidade apreendida no primeiro sobrevoo.
Quando as aeronaves já retornavam ao local da primeira apreensão, uma informação repassada via rádio aos fiscais do Ibama fez com que a área continuasse sendo explorada e, como já era esperado, mais madeira ilegal foi encontrada, sendo que desta vez a quantidade era ainda maior, o que elevou o volume apreendido, de aproximadamente 100 mil metros cúbicos.
Milícia
No local, também foram avistados cerca de 100 homens armados, aos quais o ministro Carlos Minc chamou de "milícia da madeira nobre pirata". Essas pessoas, segundo os fiscais do Ibama, são pagas pelos madeireiros para retirar a madeira da floresta e para manter o produto sob vigilância constante. "Eles têm ordem para atirar em qualquer pessoa que represente ameaça à retirada da madeira, inclusive na gente", disse um dos fiscais.
Ainda no local do crime, o ministro ordenou que toda a madeira fosse apreendida. Sem perder tempo, homens das polícias Civil e Federal, bem como da Força Nacional de Segurança, se deslocaram para a região e já estão de prontidão para evitar que o produto, que ainda está em toras, seja retirado do local pelos madeireiros.
De acordo com o ministro, pelo menos um dos responsáveis pela exploração ilegal já foi identificado e deve ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal. Minc disse ainda que toda a madeira apreendida está avaliada entre R$ 80 e R$ 100 milhões. Ele ordenou também todo o produto seja trazido para Santarém, onde deve ser doado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, ao município e ao próprio governo federal, para a realização de ações de cunho social na região.
Minc promete helicóptero para ajudar na fiscalização
No retorno a Santarém, Carlos Minc fez questão de vistoriar a madeira que foi apreendida na semana passada, por ocasião do início da Operação Bajara. A madeira, 875 metros cúbicos de angelim vermelho, avaliados em R$ 1 milhão, continuam sobre a balsa que a transportava no ato da apreensão.
Acompanhado por fiscais do Ibama e por agentes da Polícia Federal, o ministro subiu sobre as toras e voltou a afirmar que o Ministério do Meio Ambiente vai enviar um helicóptero para o Ibama de Santarém. "Nós já vimos que é necessário ter um helicóptero e um barco aqui, bem como reforçar o Ibama, pois os servidores do órgão são uns heróis por estarem trabalhando numa condição muito difícil", reconheceu Minc.
Ainda no local onde está a balsa com a madeira, Minc assinou um termo, repassando a madeira à Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
Ele elogiou a ação do Ibama, assim como a parceria das polícias Federal e Civil, que, junto com o órgão (Ibama), estão desenvolvendo a operação que descobriu o maior esquema de exploração ilegal de madeira da Amazônia. "Foi após a apreensão dessa balsa que começou uma das maiores apreensões de madeira ilegal da história do Ibama", disse o ministro.
"Pará é o que mais desmata"
Minc reconheceu mais uma vez que o trabalho dos fiscais é muito prejudicado pela falta de estrutura da gerência do Ibama em Santarém, principalmente porque os madeireiros retiram a madeira da floresta sem fazer "corte raso", o que não é detectado pelos satélites.
Antes de embarcar no helicóptero que o levou até o aeroporto de Santarém, Carlos Minc voltou a afirmar que a madeira apreendida será utilizada em obras que beneficiem a população local, como pontes, casas populares e escolas. Ele também garantiu que os responsáveis pela exploração ilegal de madeira na região serão identificados, presos e condenados. "Eles não vão continuar enriquecendo às custas do crime ambiental, pois serão presos e condenados", afirmou o ministro.
Antes de deixar Santarém, o ministro lamentou que hoje o Pará seja o Estado que mais destrói a floresta amazônica. "Esta operação confirma que o Pará é o Estado que mais desmata a Amazônia".
O ministro veio ao oeste do Pará vistoriar as ações da Operação Bajara, deflagrada pelo Ibama no último dia 19.
A ação, segundo os fiscais do Ibama, não tem data para terminar e vai continuar sendo desenvolvida com o apoio das polícias Civil, Federal e da Força Nacional de Segurança.
Era por volta das 10h quando as duas aeronaves decolaram do aeroporto de Santarém com destino à referida comunidade. Logo na chegada, os fiscais avistaram uma grande quantidade de madeira que foi extraída da floresta de forma ilegal. Eram cerca de 4.000 m³ de madeira nobre, especialmente angelim vermelho e maçaranduba.
A pedido do ministro, um novo sobrevoo foi realizado na região e desta vez a quantidade de madeira encontrada era 20 vezes maior que a quantidade apreendida no primeiro sobrevoo.
Quando as aeronaves já retornavam ao local da primeira apreensão, uma informação repassada via rádio aos fiscais do Ibama fez com que a área continuasse sendo explorada e, como já era esperado, mais madeira ilegal foi encontrada, sendo que desta vez a quantidade era ainda maior, o que elevou o volume apreendido, de aproximadamente 100 mil metros cúbicos.
Milícia
No local, também foram avistados cerca de 100 homens armados, aos quais o ministro Carlos Minc chamou de "milícia da madeira nobre pirata". Essas pessoas, segundo os fiscais do Ibama, são pagas pelos madeireiros para retirar a madeira da floresta e para manter o produto sob vigilância constante. "Eles têm ordem para atirar em qualquer pessoa que represente ameaça à retirada da madeira, inclusive na gente", disse um dos fiscais.
Ainda no local do crime, o ministro ordenou que toda a madeira fosse apreendida. Sem perder tempo, homens das polícias Civil e Federal, bem como da Força Nacional de Segurança, se deslocaram para a região e já estão de prontidão para evitar que o produto, que ainda está em toras, seja retirado do local pelos madeireiros.
De acordo com o ministro, pelo menos um dos responsáveis pela exploração ilegal já foi identificado e deve ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal. Minc disse ainda que toda a madeira apreendida está avaliada entre R$ 80 e R$ 100 milhões. Ele ordenou também todo o produto seja trazido para Santarém, onde deve ser doado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, ao município e ao próprio governo federal, para a realização de ações de cunho social na região.
Minc promete helicóptero para ajudar na fiscalização
No retorno a Santarém, Carlos Minc fez questão de vistoriar a madeira que foi apreendida na semana passada, por ocasião do início da Operação Bajara. A madeira, 875 metros cúbicos de angelim vermelho, avaliados em R$ 1 milhão, continuam sobre a balsa que a transportava no ato da apreensão.
Acompanhado por fiscais do Ibama e por agentes da Polícia Federal, o ministro subiu sobre as toras e voltou a afirmar que o Ministério do Meio Ambiente vai enviar um helicóptero para o Ibama de Santarém. "Nós já vimos que é necessário ter um helicóptero e um barco aqui, bem como reforçar o Ibama, pois os servidores do órgão são uns heróis por estarem trabalhando numa condição muito difícil", reconheceu Minc.
Ainda no local onde está a balsa com a madeira, Minc assinou um termo, repassando a madeira à Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
Ele elogiou a ação do Ibama, assim como a parceria das polícias Federal e Civil, que, junto com o órgão (Ibama), estão desenvolvendo a operação que descobriu o maior esquema de exploração ilegal de madeira da Amazônia. "Foi após a apreensão dessa balsa que começou uma das maiores apreensões de madeira ilegal da história do Ibama", disse o ministro.
"Pará é o que mais desmata"
Minc reconheceu mais uma vez que o trabalho dos fiscais é muito prejudicado pela falta de estrutura da gerência do Ibama em Santarém, principalmente porque os madeireiros retiram a madeira da floresta sem fazer "corte raso", o que não é detectado pelos satélites.
Antes de embarcar no helicóptero que o levou até o aeroporto de Santarém, Carlos Minc voltou a afirmar que a madeira apreendida será utilizada em obras que beneficiem a população local, como pontes, casas populares e escolas. Ele também garantiu que os responsáveis pela exploração ilegal de madeira na região serão identificados, presos e condenados. "Eles não vão continuar enriquecendo às custas do crime ambiental, pois serão presos e condenados", afirmou o ministro.
Antes de deixar Santarém, o ministro lamentou que hoje o Pará seja o Estado que mais destrói a floresta amazônica. "Esta operação confirma que o Pará é o Estado que mais desmata a Amazônia".
O ministro veio ao oeste do Pará vistoriar as ações da Operação Bajara, deflagrada pelo Ibama no último dia 19.
A ação, segundo os fiscais do Ibama, não tem data para terminar e vai continuar sendo desenvolvida com o apoio das polícias Civil, Federal e da Força Nacional de Segurança.
Fonte: Diário do Pará
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