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Uma bolota pode não cair do carvalho, mas o mesmo não pode ser dito da semente de bordo, com seu distinto formato de asa. Conforme ela cai, a ponta mais pesada da asa faz com que ela dê voltas no ar, desacelerando sua descida e permitindo que o vento carregue a semente, algumas vezes a até dois quilômetros de distância.
Estudos mostraram que a rotação da semente, chamada de autorrotação, gera uma elevação adicional, mas o motivo disso nunca havia sido explicado. Foi necessário um engenheiro aeroespacial, David Lentink, da Universidade Wagenigen, na Holanda, para desvendar o mistério.
Lentink, em parceria com Michael H. Dickinson, do MIT (Instituto de Tecnologia da Califórnia), e colegas, relata na revista "Science" que as asas geram um vórtice de ponta de ataque – um túnel horizontal de ar ao longo da asa – durante a descida. Esse vórtice é estável, segundo Lentink, porque possui um núcleo de baixa pressão capaz de reduzir a pressão do ar sobre a asa, fazendo com que ela seja sugada para cima. “Isso realmente aumenta a elevação", disse.
Suspeita - Lentink suspeitava que a semente pudesse gerar esses vórtices; muitas asas funcionam dessa forma, dadas as condições corretas. Para provar a hipótese, ele e seus colegas criaram um modelo, uma asa giratória robótica em óleo mineral. O modelo era dinamicamente dimensionado, significando que ele representava a aerodinâmica de uma verdadeira semente no ar.
Entretanto, Lentink percebeu que um modelo não seria o suficiente. “Biólogos se preocupam com os pequenos detalhes”, disse. “Eu tinha de me certificar que as sementes de verdade produziam esses vórtices." Usando um túnel de vento vertical repleto de fumaça, e ajustando com precisão a velocidade do vento, ele conseguiu fotografar a formação de vórtices em sementes de bordo reais, girando no mesmo lugar. Foi um trabalho meticuloso.
Entender como as sementes de bordo criam elevação adicional pode ser útil em projetos de naves giratórias, motorizadas ou não, que poderiam carregar sensores, câmeras ou outros dispositivos pelo ar. “Se você quiser fazer helicópteros em miniatura”, disse Lentink, “seria perfeito utilizar esses vórtices."
Notícias
26
jun
2009
(CIÊNCIA)
Semente de árvore usa táticas de aviação para se propagar
Uma bolota pode não cair do carvalho, mas o mesmo não pode ser dito da semente de bordo, com seu distinto formato de asa. Conforme ela cai, a ponta mais pesada da asa faz com que ela dê voltas no ar, desacelerando sua descida e permitindo que o vento carregue a semente, algumas vezes a até dois quilômetros de distância.Estudos mostraram que a rotação da semente, chamada de autorrotação, gera uma elevação adicional, mas o motivo disso nunca havia sido explicado. Foi necessário um engenheiro aeroespacial, David Lentink, da Universidade Wagenigen, na Holanda, para desvendar o mistério.
Lentink, em parceria com Michael H. Dickinson, do MIT (Instituto de Tecnologia da Califórnia), e colegas, relata na revista "Science" que as asas geram um vórtice de ponta de ataque – um túnel horizontal de ar ao longo da asa – durante a descida. Esse vórtice é estável, segundo Lentink, porque possui um núcleo de baixa pressão capaz de reduzir a pressão do ar sobre a asa, fazendo com que ela seja sugada para cima. “Isso realmente aumenta a elevação", disse.
Suspeita - Lentink suspeitava que a semente pudesse gerar esses vórtices; muitas asas funcionam dessa forma, dadas as condições corretas. Para provar a hipótese, ele e seus colegas criaram um modelo, uma asa giratória robótica em óleo mineral. O modelo era dinamicamente dimensionado, significando que ele representava a aerodinâmica de uma verdadeira semente no ar.
Entretanto, Lentink percebeu que um modelo não seria o suficiente. “Biólogos se preocupam com os pequenos detalhes”, disse. “Eu tinha de me certificar que as sementes de verdade produziam esses vórtices." Usando um túnel de vento vertical repleto de fumaça, e ajustando com precisão a velocidade do vento, ele conseguiu fotografar a formação de vórtices em sementes de bordo reais, girando no mesmo lugar. Foi um trabalho meticuloso.
Entender como as sementes de bordo criam elevação adicional pode ser útil em projetos de naves giratórias, motorizadas ou não, que poderiam carregar sensores, câmeras ou outros dispositivos pelo ar. “Se você quiser fazer helicópteros em miniatura”, disse Lentink, “seria perfeito utilizar esses vórtices."
Fonte: G1
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