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Notícias
26
jun
2009
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Medidas do governo para o setor de bens de capital só repercutirão em 2010
Os resultados das medidas para ajudar o setor de máquinas e equipamentos (bens de capital), que deverão ser anunciadas pelo governo, só serão conhecidos no próximo ano, disse hoje (25) Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em entrevista coletiva, em São Paulo.
“Esse ano, mesmo que tenha qualquer estímulo, já está meio perdido. O que a gente está tentando é construir uma ponte para 2010. Vamos considerar que em 2009 já perdemos esse jogo”, disse.
O presidente da Abimaq disse ainda que as medidas que serão anunciadas servirão para estimular o investimento no setor apenas neste período de crise. O ideal, segundo ele, é que o governo faça a reforma tributária e fiscal. “A reforma tributária não pode sair da pauta nunca”, afirmou
Os dirigentes da Abimaq estiveram reunidos ontem (24), em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e apresentaram uma série de pedidos ao governo federal para beneficiar a indústria de bens de capital. Entre eles, a concessão de linhas de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) com juros subsidiados e a recuperação imediata do PIS e Cofins.
No mês de maio, a queda no faturamento do setor da indústria de máquinas e equipamentos foi de 18,3%, em comparação com o desempenho obtido no mesmo período em 2008. Descontando-se a inflação, o recuo em maio foi de 24,2%. A queda mais acentuada ocorreu no segmento de máquinas e equipamentos para madeira (-65,3%). Os números foram divulgados hoje pela Abimaq.
Já em comparação a abril, houve crescimento de 6,8% no faturamento do setor, mas para o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, esse crescimento não serve como parâmetro, pois os dados de abril foram muito ruins.
“O ano de 2009 para nós, se for comparar com 2008 que foi um ano fora da curva, já está perdido. A gente acredita que, em relação a 2008, o faturamento do setor deve cair entre 20 e 25%. Mas se essas medidas (do governo) saírem, isso pode melhorar um pouco”, disse ele, ressaltando que, com as medidas que o governo deve anunciar na segunda-feira, a perspectiva de queda para setor fica mais otimista, em torno de 20%.
Para Luiz Aubert Neto, o setor de máquinas e equipamentos também vem sofrendo com a diminuição nas exportações. A queda no comércio exterior entre janeiro e maio deste ano, em comparação ao mesmo período de 2008, foi de 29,6%. As importações também tiveram reduções de de 1,8%, no mesmo período de comparação. Ele afirmou que está difícil competir com o produto de outros países, por causa das taxas de juros, da carga tributária e do câmbio.
“Está acontecendo um processo de desindustrialização do nosso setor. Hoje, as empresas [do Brasil] não estão tendo como competir com as empresas de fora, principalmente por causa daquele tripé maléfico: câmbio, taxas de juros e carga tributária”, disse.
O presidente da Abimaq revelou que para amenizar o problema as empresas nacionais estão se transformando em distribuidoras do produto chinês. “O que as empresas estão fazendo? Estão pegando máquinas da China, trazendo para o Brasil, colocando a plaqueta e virando distribuidor dessa empresa de fora. Nós perdemos competitividade nas exportações, mas nossas importações continuam quase que a mesma coisa. Isso ocorre porque as empresas estão deixando de vender internamente seus produtos e importando o produto da China”, afirmou.
Os números de maio, da Abimaq, também demonstram a queda no nível de emprego pelo sétimo mês consecutivo. Em relação ao mês anterior, a redução foi de 0,02%. De outubro de 2008 até maio, a diminuição do nível de emprego no setor foi de 6,7%, representando o fechamento de cerca de 17 mil postos de trabalho.
“Esse ano, mesmo que tenha qualquer estímulo, já está meio perdido. O que a gente está tentando é construir uma ponte para 2010. Vamos considerar que em 2009 já perdemos esse jogo”, disse.
O presidente da Abimaq disse ainda que as medidas que serão anunciadas servirão para estimular o investimento no setor apenas neste período de crise. O ideal, segundo ele, é que o governo faça a reforma tributária e fiscal. “A reforma tributária não pode sair da pauta nunca”, afirmou
Os dirigentes da Abimaq estiveram reunidos ontem (24), em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e apresentaram uma série de pedidos ao governo federal para beneficiar a indústria de bens de capital. Entre eles, a concessão de linhas de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) com juros subsidiados e a recuperação imediata do PIS e Cofins.
No mês de maio, a queda no faturamento do setor da indústria de máquinas e equipamentos foi de 18,3%, em comparação com o desempenho obtido no mesmo período em 2008. Descontando-se a inflação, o recuo em maio foi de 24,2%. A queda mais acentuada ocorreu no segmento de máquinas e equipamentos para madeira (-65,3%). Os números foram divulgados hoje pela Abimaq.
Já em comparação a abril, houve crescimento de 6,8% no faturamento do setor, mas para o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, esse crescimento não serve como parâmetro, pois os dados de abril foram muito ruins.
“O ano de 2009 para nós, se for comparar com 2008 que foi um ano fora da curva, já está perdido. A gente acredita que, em relação a 2008, o faturamento do setor deve cair entre 20 e 25%. Mas se essas medidas (do governo) saírem, isso pode melhorar um pouco”, disse ele, ressaltando que, com as medidas que o governo deve anunciar na segunda-feira, a perspectiva de queda para setor fica mais otimista, em torno de 20%.
Para Luiz Aubert Neto, o setor de máquinas e equipamentos também vem sofrendo com a diminuição nas exportações. A queda no comércio exterior entre janeiro e maio deste ano, em comparação ao mesmo período de 2008, foi de 29,6%. As importações também tiveram reduções de de 1,8%, no mesmo período de comparação. Ele afirmou que está difícil competir com o produto de outros países, por causa das taxas de juros, da carga tributária e do câmbio.
“Está acontecendo um processo de desindustrialização do nosso setor. Hoje, as empresas [do Brasil] não estão tendo como competir com as empresas de fora, principalmente por causa daquele tripé maléfico: câmbio, taxas de juros e carga tributária”, disse.
O presidente da Abimaq revelou que para amenizar o problema as empresas nacionais estão se transformando em distribuidoras do produto chinês. “O que as empresas estão fazendo? Estão pegando máquinas da China, trazendo para o Brasil, colocando a plaqueta e virando distribuidor dessa empresa de fora. Nós perdemos competitividade nas exportações, mas nossas importações continuam quase que a mesma coisa. Isso ocorre porque as empresas estão deixando de vender internamente seus produtos e importando o produto da China”, afirmou.
Os números de maio, da Abimaq, também demonstram a queda no nível de emprego pelo sétimo mês consecutivo. Em relação ao mês anterior, a redução foi de 0,02%. De outubro de 2008 até maio, a diminuição do nível de emprego no setor foi de 6,7%, representando o fechamento de cerca de 17 mil postos de trabalho.
Fonte: Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
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