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Notícias
16
jun
2009
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Cana-de-açúcar é beneficiada pelo aquecimento global mas pode ajudar a contê-lo
Estudos apontam que a cana-de-açúcar em altos níveis de gás carbônico tem maior produtividade. Segundo pesquisador, a área de lavoura pode ser menor, sobrando mais espaço para regeneração de florestas.
O aumento da concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera terrestre pode trazer vantagens para a lavoura de cana-de-açúcar. Uma pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Laifeco), do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo, mostrou que em altos índices de CO2, a cana cresce mais rápido e produz o dobro de biomassa.
Segundo Marcos Buckeridge, fundador e diretor do Lafieco, como o aumento do gás carbônico é visto como um problema para o sistema do planeta, a vantagem é a possibilidade de uma área menor para o cultivo da cana, mas com alta produtividade para a geração de biocombustível e açúcar. Ele acredita que sobraria mais espaço as reservas legais obrigatórias para os agricultores.
Os estudos com a cana-de-açúcar fazem parte de um experimento sobre a resposta de espécies vegetais às mudanças climáticas. A pesquisa simula a atmosfera estimada para 2050, com altas concentrações de gás carbônico e temperaturas até 6ºC mais altas. Observou-se que a cana apresentou o dobro de biomassa e 29% mais açúcar e fibras. O CO2 é o combustível da planta - ela o absorve e gera energia na forma de açúcar.
Buckeridge explica que com as atuais emissões de gás carbônico, as florestas irão acumular mais carbono nos próximos anos, mas alerta que se as emissões mantiverem ou aumentarem esses índices, a temperatura da Terra subirá e a produtividade da cana poderá cair. As plantas têm uma temperatura limite que as ajuda a crescer, depois dela a queda de produtividade é vertiginosa. “O CO2 ainda vai trabalhar a nosso favor por mais uns 30 anos. O problema é encontrar o limite”, diz Buckeridge, que acredita não ser possível ainda determinar o limite de CO2 ou temperatura bons para a cana.
Enquanto o gás carbônico estiver a favor da produção, para Buckeridge, haverá um ciclo importante. Mais cana sendo plantada significa mais biocombustível, uma fonte renovável de energia para substituir os combustíveis fósseis, como petróleo que emitem muito CO2 quando queimados. Por isso, a cana poderia reduzir a emissão do gás que potencializa o aquecimento global.
Ao invés de tornar a alta produtividade de cana sob altos índices de CO2 num discurso de defesa ou descaso quanto ao aquecimento global, Buckeridge defende que todo o ganho obtido pela produtividade deve ser convertido em investimentos para evitar a expansão da fronteira agrícola, regenerar e preservar florestas. Se uma determinada quantidade de cana plantada produz mais biocombustivel, a área para seu cultivo não precisa ser expandida. Ele defende que assim, é possível criar corredores de floresta nativa no meio do canavial para manter parte do ecossistema.
Buckeridge fez cálculos que mostram ser possível ter nas lavouras agrícolas os 20% de área de mata preservada obrigados por lei. É comum que agricultores não respeitem essa lei com o argumento de que ela restringe o lucro. “Se você ganha em produtividade, porque não plantar numa área menor e abrir espaço para os 20% de reserva legal?”, questiona.
Se o Brasil investir nesse tipo de produção, Buckeridge acredita que o país será o exemplo de que é possível gerar biocombustíveis, controlar o problema das mudanças climáticas e ao mesmo tempo proteger as florestas. Ele defende um modelo de produção agrícola que não devaste totalmente áreas nativas mas que também não evite a todo custo a expansão da cana. “É um caminho do meio”, diz.
O aumento da concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera terrestre pode trazer vantagens para a lavoura de cana-de-açúcar. Uma pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Laifeco), do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo, mostrou que em altos índices de CO2, a cana cresce mais rápido e produz o dobro de biomassa.
Segundo Marcos Buckeridge, fundador e diretor do Lafieco, como o aumento do gás carbônico é visto como um problema para o sistema do planeta, a vantagem é a possibilidade de uma área menor para o cultivo da cana, mas com alta produtividade para a geração de biocombustível e açúcar. Ele acredita que sobraria mais espaço as reservas legais obrigatórias para os agricultores.
Os estudos com a cana-de-açúcar fazem parte de um experimento sobre a resposta de espécies vegetais às mudanças climáticas. A pesquisa simula a atmosfera estimada para 2050, com altas concentrações de gás carbônico e temperaturas até 6ºC mais altas. Observou-se que a cana apresentou o dobro de biomassa e 29% mais açúcar e fibras. O CO2 é o combustível da planta - ela o absorve e gera energia na forma de açúcar.
Buckeridge explica que com as atuais emissões de gás carbônico, as florestas irão acumular mais carbono nos próximos anos, mas alerta que se as emissões mantiverem ou aumentarem esses índices, a temperatura da Terra subirá e a produtividade da cana poderá cair. As plantas têm uma temperatura limite que as ajuda a crescer, depois dela a queda de produtividade é vertiginosa. “O CO2 ainda vai trabalhar a nosso favor por mais uns 30 anos. O problema é encontrar o limite”, diz Buckeridge, que acredita não ser possível ainda determinar o limite de CO2 ou temperatura bons para a cana.
Enquanto o gás carbônico estiver a favor da produção, para Buckeridge, haverá um ciclo importante. Mais cana sendo plantada significa mais biocombustível, uma fonte renovável de energia para substituir os combustíveis fósseis, como petróleo que emitem muito CO2 quando queimados. Por isso, a cana poderia reduzir a emissão do gás que potencializa o aquecimento global.
Ao invés de tornar a alta produtividade de cana sob altos índices de CO2 num discurso de defesa ou descaso quanto ao aquecimento global, Buckeridge defende que todo o ganho obtido pela produtividade deve ser convertido em investimentos para evitar a expansão da fronteira agrícola, regenerar e preservar florestas. Se uma determinada quantidade de cana plantada produz mais biocombustivel, a área para seu cultivo não precisa ser expandida. Ele defende que assim, é possível criar corredores de floresta nativa no meio do canavial para manter parte do ecossistema.
Buckeridge fez cálculos que mostram ser possível ter nas lavouras agrícolas os 20% de área de mata preservada obrigados por lei. É comum que agricultores não respeitem essa lei com o argumento de que ela restringe o lucro. “Se você ganha em produtividade, porque não plantar numa área menor e abrir espaço para os 20% de reserva legal?”, questiona.
Se o Brasil investir nesse tipo de produção, Buckeridge acredita que o país será o exemplo de que é possível gerar biocombustíveis, controlar o problema das mudanças climáticas e ao mesmo tempo proteger as florestas. Ele defende um modelo de produção agrícola que não devaste totalmente áreas nativas mas que também não evite a todo custo a expansão da cana. “É um caminho do meio”, diz.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
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