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Notícias
10
jun
2009
(IBAMA)
Operação do Ibama no Maranhão lacra serrarias receptoras de madeira de Terras Indígenas
Os municípios de Grajaú e Barra do Corda, localizados na zona central do Maranhão, são abrangidos pelas terras indígenas Bacurizinho, Porquinhos, Cana-Brava, Kanela e Rodeador, as quais apresentam área total de mais de 1,1 milhões de hectares, todos inseridos no bioma cerrado. Vem ocorrendo intensa pressão sobre estas áreas com relação à retirada de madeira ilegal, que está abastecendo as indústrias serrarias e movelarias dos pólos daqueles municípios.
O grau de tensão já é tamanho que, há um mês, índios mataram motorista de caminhão em Barra do Corda devido ao não pagamento da madeira retirada do interior da terra Indígena Canabrava. O motorista tinha ido receber um novo carregamento de madeira no povoado Piçarreira, na estrada de Jenipapo dos Vieiras, a cerca de 10 km da BR-226, quando foi abordado pelos indígenas, que queriam dinheiro para liberar a carga.
Foi, então, realizada, a Operação Olho Vivo III, planejada pela Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz/MA, e que contou com a participação de 13 fiscais dos estados do Maranhão, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, juntamente com a Policia Militar do estado.
Durante a ação, foram levantadas as empresas serrarias e movelarias com suspeita de obtenção de madeira oriundas das terras indígenas da região. Foram fiscalizadas 19 empresas. Destas, dez foram embargadas e tiveram seus maquinários lacrados. Foram lavrados R$ 228.766,00 em multas.
Algumas empresas, mesmo tendo vigentes o Licenciamento Ambiental e Cadastro Técnico Federal vigente e o Cadastro de Consumidores e Exploradores de Produtos Florestais - Ceprof/MA tiveram suas atividades embargadas, pois possuem seus saldos de pátio zerados e sem perspectiva de recebimento de madeira legal.
Segundo o coordenador da operação, Paulo Vinícius Marinho, tal medida foi tomada de forma preventiva, pois essas empresas, mesmo legalizadas documentalmente, vêm, constantemente, recebendo madeiras retiradas das terras indígenas devido á grande oferta, não procurando comprar madeiras de projetos de supressão ou de Planos de Manejo Florestal autorizados pelo órgão estadual, existentes na região.
Foram localizadas em Grajaú cerca de 230 toras abandonadas em terrenos baldios e estradas vicinais. Toda essa madeira foi retirada com auxílio de maquinários e depositada na diocese e no hospital filantrópico do município, que foram orientados em como solicitar a de doação dos bens apreendidos.
Houve também a fiscalização da atividade de desmatamento ilegal, com base na obtenção de dados oriundos pelo satélite Deter e analisados na Divisão Técnica do Ibama. A fiscalização resultou no embargo de 208 hectares. Importante ressaltar que, em termos de extensão, 74% dos polígonos definidos pelo Deter com indicativo de desmatamento estavam no interior das Terras Indígenas. Todas essas informações serão repassadas para a Funai com cópia para o Ministério Público Federal para a tomadas das devidas providências.
O grau de tensão já é tamanho que, há um mês, índios mataram motorista de caminhão em Barra do Corda devido ao não pagamento da madeira retirada do interior da terra Indígena Canabrava. O motorista tinha ido receber um novo carregamento de madeira no povoado Piçarreira, na estrada de Jenipapo dos Vieiras, a cerca de 10 km da BR-226, quando foi abordado pelos indígenas, que queriam dinheiro para liberar a carga.
Foi, então, realizada, a Operação Olho Vivo III, planejada pela Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz/MA, e que contou com a participação de 13 fiscais dos estados do Maranhão, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, juntamente com a Policia Militar do estado.
Durante a ação, foram levantadas as empresas serrarias e movelarias com suspeita de obtenção de madeira oriundas das terras indígenas da região. Foram fiscalizadas 19 empresas. Destas, dez foram embargadas e tiveram seus maquinários lacrados. Foram lavrados R$ 228.766,00 em multas.
Algumas empresas, mesmo tendo vigentes o Licenciamento Ambiental e Cadastro Técnico Federal vigente e o Cadastro de Consumidores e Exploradores de Produtos Florestais - Ceprof/MA tiveram suas atividades embargadas, pois possuem seus saldos de pátio zerados e sem perspectiva de recebimento de madeira legal.
Segundo o coordenador da operação, Paulo Vinícius Marinho, tal medida foi tomada de forma preventiva, pois essas empresas, mesmo legalizadas documentalmente, vêm, constantemente, recebendo madeiras retiradas das terras indígenas devido á grande oferta, não procurando comprar madeiras de projetos de supressão ou de Planos de Manejo Florestal autorizados pelo órgão estadual, existentes na região.
Foram localizadas em Grajaú cerca de 230 toras abandonadas em terrenos baldios e estradas vicinais. Toda essa madeira foi retirada com auxílio de maquinários e depositada na diocese e no hospital filantrópico do município, que foram orientados em como solicitar a de doação dos bens apreendidos.
Houve também a fiscalização da atividade de desmatamento ilegal, com base na obtenção de dados oriundos pelo satélite Deter e analisados na Divisão Técnica do Ibama. A fiscalização resultou no embargo de 208 hectares. Importante ressaltar que, em termos de extensão, 74% dos polígonos definidos pelo Deter com indicativo de desmatamento estavam no interior das Terras Indígenas. Todas essas informações serão repassadas para a Funai com cópia para o Ministério Público Federal para a tomadas das devidas providências.
Fonte: EcoDebate
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