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Notícias
08
jun
2009
(MEIO AMBIENTE)
Floresta wi-fi
Estudo piloto com rede de sensores sem fio será feito na Mata Atlântica para ajudar na montagem de projeto maior para a Amazônia.
Uma rede experimental de 50 sensores sem fios para captar em tempo real variações de temperatura e umidade deverá ser instalada em setembro em São Luiz do Paraitinga (SP), numa área do Parque Estadual da Serra do Mar. A teia de sensores deverá permanecer em operação por um mês nessa porção da Mata Atlântica e funcionará como estudo piloto para analisar a viabilidade e esboçar o desenho de um projeto muito mais ambicioso: montar uma rede semelhante, mas maior, talvez com milhares de sensores, para recolher dados ambientais em uma área de 10 quilômetros quadrados da Amazônia.
“Estamos procurando formas baratas de observar a floresta em tempo real e em três dimensões’, diz o pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais. “Dependendo dos custos de implantação, podemos ter mais ou menos sensores.” Hoje o Brasil já conta com um sistema de torres dotadas de sensores para realizar medições na Amazônia e em outras partes do país, mas a nova iniciativa terá como objetivo fornecer informações climáticas mais detalhadas e quase instantâneas sobre uma porção da floresta.
Segundo Nobre, o país precisa de mais e melhores dados sobre a Amazônia para aprimorar os modelos sobre o clima no país. O climatologista teve a ideia de propor uma rede de sensores robustos, de baixo custo e operação remota para observar a Amazônia depois de ter conhecido no ano passado o trabalho da Microsoft Research. Esse braço da gigante norte-americana do software se dedica à pesquisa básica e aplicada na área de computação científica e engenharia de programas e já trabalhou na implantação de redes similares em algumas partes dos Estados Unidos. No Alasca, pesquisadores da Microsoft Research participaram da montagem de uma rede para observar a retração de geleiras. Uma reunião de trabalho realizada quarta-feira (27/05) na sede da Fundação com parceiros brasileiros e do exterior da iniciativa começou a detalhar o projeto.
O estudo piloto será realizado na Mata Atlântica paulista porque o local é muito mais acessível para os pesquisadores testarem um embrião da teia de sensores remotos do que a longínqua Amazônia. O miniprojeto na Serra do Mar vai dar uma boa ideia das dificuldades e limitações de montar e manter uma rede com essas caracterísicas. “Além de dados sobre temperatura e umidade, os sensores sem fio na Amazônia também poderão fornecer informações sobre o balanço de carbono”, diz Humberto Ribeiro da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), que está diretamente envolvido na montagem do estudo piloto. Ainda nesta semana, Rocha vai levar os americanos Rob Fatland, da Microsoft Research, e Doug Carlson, da Johns Hopkins University, para conhecer a área em São Luiz do Paraitinga onde serão instalados os 50 sensores.
“Um dos problemas de uma rede sem fio de sensores é resistir aos efeitos da umidade e manter a vida útil de sua bateria”, afirma Carlson, que atou em projetos similares de monitoramento ambiental de tartarugas e de uma área na cidade norte-americana de Baltimore. A vida útil da bateria dos sistemas até agora usados pelo norte-americano é de cerca de um ano.
Uma rede experimental de 50 sensores sem fios para captar em tempo real variações de temperatura e umidade deverá ser instalada em setembro em São Luiz do Paraitinga (SP), numa área do Parque Estadual da Serra do Mar. A teia de sensores deverá permanecer em operação por um mês nessa porção da Mata Atlântica e funcionará como estudo piloto para analisar a viabilidade e esboçar o desenho de um projeto muito mais ambicioso: montar uma rede semelhante, mas maior, talvez com milhares de sensores, para recolher dados ambientais em uma área de 10 quilômetros quadrados da Amazônia.
“Estamos procurando formas baratas de observar a floresta em tempo real e em três dimensões’, diz o pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais. “Dependendo dos custos de implantação, podemos ter mais ou menos sensores.” Hoje o Brasil já conta com um sistema de torres dotadas de sensores para realizar medições na Amazônia e em outras partes do país, mas a nova iniciativa terá como objetivo fornecer informações climáticas mais detalhadas e quase instantâneas sobre uma porção da floresta.
Segundo Nobre, o país precisa de mais e melhores dados sobre a Amazônia para aprimorar os modelos sobre o clima no país. O climatologista teve a ideia de propor uma rede de sensores robustos, de baixo custo e operação remota para observar a Amazônia depois de ter conhecido no ano passado o trabalho da Microsoft Research. Esse braço da gigante norte-americana do software se dedica à pesquisa básica e aplicada na área de computação científica e engenharia de programas e já trabalhou na implantação de redes similares em algumas partes dos Estados Unidos. No Alasca, pesquisadores da Microsoft Research participaram da montagem de uma rede para observar a retração de geleiras. Uma reunião de trabalho realizada quarta-feira (27/05) na sede da Fundação com parceiros brasileiros e do exterior da iniciativa começou a detalhar o projeto.
O estudo piloto será realizado na Mata Atlântica paulista porque o local é muito mais acessível para os pesquisadores testarem um embrião da teia de sensores remotos do que a longínqua Amazônia. O miniprojeto na Serra do Mar vai dar uma boa ideia das dificuldades e limitações de montar e manter uma rede com essas caracterísicas. “Além de dados sobre temperatura e umidade, os sensores sem fio na Amazônia também poderão fornecer informações sobre o balanço de carbono”, diz Humberto Ribeiro da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), que está diretamente envolvido na montagem do estudo piloto. Ainda nesta semana, Rocha vai levar os americanos Rob Fatland, da Microsoft Research, e Doug Carlson, da Johns Hopkins University, para conhecer a área em São Luiz do Paraitinga onde serão instalados os 50 sensores.
“Um dos problemas de uma rede sem fio de sensores é resistir aos efeitos da umidade e manter a vida útil de sua bateria”, afirma Carlson, que atou em projetos similares de monitoramento ambiental de tartarugas e de uma área na cidade norte-americana de Baltimore. A vida útil da bateria dos sistemas até agora usados pelo norte-americano é de cerca de um ano.
Fonte: Agência FAPESP
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