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Notícias
05
jun
2009
(CARBONO)
EUA respondem por 29% das emissões globais desde 1860
Historicamente, nenhuma outra nação emitiu mais que os Estados Unidos, que lançou na atmosfera praticamente três vezes o volume de CO2 emitido pela China nos últimos 150 anos, segundo o Greenpeace.
Apesar de ter sido ultrapassado recentemente pela China no total anual de emissões de gases do efeito estufa, os Estados Unidos ainda reina com larga vantagem como o maior emissor do mundo quanto somado os dados desde a revolução industrial. Nos últimos 150 anos, o país emitiu 328.264 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (MtCO2), respondendo por 29% das emissões globais.
Neste mesmo período, nenhum outro país emitiu mais do que 8% do total mundial. A China, segundo maior emissor e bode expiatório favorito para aqueles que tentam atrasar qualquer ação contra o aquecimento global, fica muito atrás dos EUA, com apenas 92.950 MtCO2.
Os dados estão em um relatório divulgado pelo Greenpeace poucos dias antes do início da segunda reunião preparatória para a Conferência do Clima de Copenhague, que foi aberta em Bonn nesta segunda-feira (1º) e segue até o dia 12. Delegados de 182 países discutem na cidade alemã o novo tratado climático que irá substituir o Protocolo de Kyoto em 2012 e um dos pontos mais polêmicos se refere à contribuição dos países em desenvolvimento na redução das suas crescentes emissões.
O document “A participação americana na crise climática: a pegada de carbono Estado por Estado” ressalta justamente o grande peso que os Estados Unidos têm com relação aos outros países nas emissões históricas. “Muito da atenção recente do público, especialmente nos EUA, tem se voltado para o aumento dos níveis de poluição nas nações em desenvolvimento. No entanto, uma vez que o CO2 fica na atmosfera por 50 a 200 anos, nós devemos olhar para as emissões históricas no decorrer do tempo para ter um entendimento mais acurado das causas do problema”, afirma a ONG.
CO2 por habitante
Com relação às emissões per capita, os Estados Unidos também se mantém historicamente muito acima da maioria dos países. Em 2005, cada cidadão norte-americano emitia cerca de 23,5 toneladas de CO2, quatro vezes superior a um habitante da China (5,5 toneladas) e quase 14 vezes o da Índia (1,7). Apenas a Austrália (26,9), o pequeno principado de Luxemburgo (27,5), o produtor de petróleo Quatar (55,5), os Emirados Árabes (38,8), Kuwait (35) e Bahrain (25,4) têm uma emissão per capita maior que os EUA.
Contudo, o Greenpeace alerta que se as cerca de três bilhões de pessoas que vivem na Índia e China alcançarem os níveis de emissões per capita dos Estados Unidos, não haverá chances de se evitar os piores efeitos do aquecimento global. “É por isso que os Estados Unidos têm a incumbência de ajudar a liderar o caminho para fora desta crise”, diz no documento.
A maior parte das emissões dos Estados Unidos vem da queima de combustíveis fósseis para a produção de energia. Em 2007, as emissões de CO2 da queima do carvão, petróleo e gás natural respondiam por 80% do total do país.
Últimos 50 anos
O relatório revela ainda que, de 1960 a 2005, as emissões dos Estados Unidos respondem por 26% do total mundial (213.608 MtCO2), vindo em seguida a China, com 10,7% (88.643 MtCO2). Cada cidadão norte-americano emitiu 720 toneladas de CO2 neste período, dez vezes o número médio de um chinês (68 tCO2) e noventa vezes o de um queniano (7,7 tCO2).
Mesmo quando cada um dos 50 estados norte-americanos é considerado individualmente e comparado com outras nações, eles ficam no topo da lista dos maiores emissores do mundo. As emissões históricas combinadas de apenas sete estados – Texas, Califórnia, Illinois, Nova York, Indiana, Pensilvânia e Ohio – totalizam 96.517 MtCO2, mais do que qualquer outro país do mundo, incluindo a China (92.950 MtCO2).
Se o Texas fosse um país, ele estaria em sexto lugar entre os 184 países do mundo nas emissões totais, ficando atrás da China, Rússia, Alemanha, Japão e do Reino Unido.
Para chegar a estes números, o Greenpeace utilizou dados do “Carbon Analysis Indicators Tool”, mantido pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI) e calculou as emissões de CO2 dos estados dos EUA a partir de dados do Departamento de Energia da Administração de Informações de Energia (EIA), do governo norte-americano, usando o coeficiente de emissões do Programa de Relatório Voluntário de Gases do Efeito Estufa do EIA.
Apesar de ter sido ultrapassado recentemente pela China no total anual de emissões de gases do efeito estufa, os Estados Unidos ainda reina com larga vantagem como o maior emissor do mundo quanto somado os dados desde a revolução industrial. Nos últimos 150 anos, o país emitiu 328.264 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (MtCO2), respondendo por 29% das emissões globais.
Neste mesmo período, nenhum outro país emitiu mais do que 8% do total mundial. A China, segundo maior emissor e bode expiatório favorito para aqueles que tentam atrasar qualquer ação contra o aquecimento global, fica muito atrás dos EUA, com apenas 92.950 MtCO2.
Os dados estão em um relatório divulgado pelo Greenpeace poucos dias antes do início da segunda reunião preparatória para a Conferência do Clima de Copenhague, que foi aberta em Bonn nesta segunda-feira (1º) e segue até o dia 12. Delegados de 182 países discutem na cidade alemã o novo tratado climático que irá substituir o Protocolo de Kyoto em 2012 e um dos pontos mais polêmicos se refere à contribuição dos países em desenvolvimento na redução das suas crescentes emissões.
O document “A participação americana na crise climática: a pegada de carbono Estado por Estado” ressalta justamente o grande peso que os Estados Unidos têm com relação aos outros países nas emissões históricas. “Muito da atenção recente do público, especialmente nos EUA, tem se voltado para o aumento dos níveis de poluição nas nações em desenvolvimento. No entanto, uma vez que o CO2 fica na atmosfera por 50 a 200 anos, nós devemos olhar para as emissões históricas no decorrer do tempo para ter um entendimento mais acurado das causas do problema”, afirma a ONG.
CO2 por habitante
Com relação às emissões per capita, os Estados Unidos também se mantém historicamente muito acima da maioria dos países. Em 2005, cada cidadão norte-americano emitia cerca de 23,5 toneladas de CO2, quatro vezes superior a um habitante da China (5,5 toneladas) e quase 14 vezes o da Índia (1,7). Apenas a Austrália (26,9), o pequeno principado de Luxemburgo (27,5), o produtor de petróleo Quatar (55,5), os Emirados Árabes (38,8), Kuwait (35) e Bahrain (25,4) têm uma emissão per capita maior que os EUA.
Contudo, o Greenpeace alerta que se as cerca de três bilhões de pessoas que vivem na Índia e China alcançarem os níveis de emissões per capita dos Estados Unidos, não haverá chances de se evitar os piores efeitos do aquecimento global. “É por isso que os Estados Unidos têm a incumbência de ajudar a liderar o caminho para fora desta crise”, diz no documento.
A maior parte das emissões dos Estados Unidos vem da queima de combustíveis fósseis para a produção de energia. Em 2007, as emissões de CO2 da queima do carvão, petróleo e gás natural respondiam por 80% do total do país.
Últimos 50 anos
O relatório revela ainda que, de 1960 a 2005, as emissões dos Estados Unidos respondem por 26% do total mundial (213.608 MtCO2), vindo em seguida a China, com 10,7% (88.643 MtCO2). Cada cidadão norte-americano emitiu 720 toneladas de CO2 neste período, dez vezes o número médio de um chinês (68 tCO2) e noventa vezes o de um queniano (7,7 tCO2).
Mesmo quando cada um dos 50 estados norte-americanos é considerado individualmente e comparado com outras nações, eles ficam no topo da lista dos maiores emissores do mundo. As emissões históricas combinadas de apenas sete estados – Texas, Califórnia, Illinois, Nova York, Indiana, Pensilvânia e Ohio – totalizam 96.517 MtCO2, mais do que qualquer outro país do mundo, incluindo a China (92.950 MtCO2).
Se o Texas fosse um país, ele estaria em sexto lugar entre os 184 países do mundo nas emissões totais, ficando atrás da China, Rússia, Alemanha, Japão e do Reino Unido.
Para chegar a estes números, o Greenpeace utilizou dados do “Carbon Analysis Indicators Tool”, mantido pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI) e calculou as emissões de CO2 dos estados dos EUA a partir de dados do Departamento de Energia da Administração de Informações de Energia (EIA), do governo norte-americano, usando o coeficiente de emissões do Programa de Relatório Voluntário de Gases do Efeito Estufa do EIA.
Fonte: Carbono Brasil
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