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Notícias
30
mai
2009
(MADEIRA E PRODUTOS)
Programa de compras responsáveis de madeira do Acre começa a sair do papel
O Primeiro Seminário de Compras Responsáveis de Madeira, realizado, em Rio Branco (AC), foi o pontapé inicial para a implantação de uma política voltada para a compra de madeira exclusivamente de origem legal no Estado do Acre. O encontro reuniu participantes de cinco estados brasileiros e definiu os pontos iniciais para que a compra de madeira ilegal seja banida do território acreano.
Cerca de 80 pessoas, entre madeireiros, gestores públicos, extrativistas, pesquisadores, estudantes e representantes de ONGs participaram do Seminário. O objetivo foi apresentar e debater experiências adotadas em outros estados brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, no sentido de coibir a comercialização de madeira de origem ilegal, predatória ou desconhecida. Os convidados relataram o andamento de projetos executados nos âmbitos de governos, empresas e organizações não-governamentais.
Para o engenheiro florestal Estevão Braga, do WWF-Brasil, o Seminário representou um importante passo para identificar as ações que serão tomadas em curto, médio e longo prazos para implementar a política de compras responsáveis de madeira no Acre. “Foram definidas algumas prioridades, como a padronização de medidas usadas na indústria madeireira, da nomenclatura das espécies de árvores utilizadas na produção madeireira e a criação de um sistema de treinamento para identificação botânica das espécies madeireiras”, avaliou Estevão.
Os participantes assistiram a uma apresentação sobre a Rede Amigos da Amazônia, que congrega atores públicos e privados para adotar critérios de sustentabilidade na demanda e na oferta por bens e serviços. A palestra foi feita por Adriana Imparato, coordenadora da Rede.
Estevão Braga, do WWF-Brasil, explicou aos participantes como funciona a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal), que atesta que produtos de origem florestal foram elaborados de acordo com rigorosos critérios sociais e ambientais, mundialmente aceitos e reconhecidos.
Na sequência, Carlos Eduardo Beduschi, da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo apresentou o Cadastro Estadual de Compradores de Madeira (CadMadeira), que agrupa empresas do setor em conformidade com aspectos legais e ambientais. A partir de junho de 2009, apenas estabelecimentos cadastrados poderão participar de compras públicas para produtos madeireiros no Estado.
Lilian Sarrouf, representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), relatou como o segmento da construção está implementando uma política de compras responsáveis em São Paulo, em conjunto com governos e ONGs.
Na segunda parte do Seminário, foram realizadas oficinas que discutiram experiências das prefeituras de Porto Alegre (RS) e Americana (SP), Polícia Ambiental de São Paulo (SP), Construtora EBM de Goiânia (GO), Grupo de Produtores Florestais Certificados na Amazônia (PFCA) e Associação de Empresas Manejadoras de Florestas do Estado do Acre (Asimmanejo).
Participantes aprovam evento
Dionísio Barbosa, presidente da Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta), avaliou como positivo o Seminário. “Conseguiram aqui hoje agrupar vendedores e compradores de madeira, e também o governo. Melhorei meu conhecimento sobre certificação, sobre o mercado de São Paulo e alertamos sobre a demora na liberação dos planos de manejo pelas autoridades”, disse. A Cooperfloresta obteve a certificação FSC em 2006, para uma área de aproximadamente 1,2 mil hectares operados por comunidades no Acre.
Segundo Tiago Juruá, da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual do Acre, os objetivos do evento foram atingidos. “Não dá para reinventar a roda, é preciso discutir outras experiências para não repetir erros. A legalização do setor madeireiro tem que acontecer de forma integrada, com participação de ONGs, setor privado e governo”, analisou.
A gestora pública da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Americana (SP), Katia Birke, dirigiu uma oficina sobre as experiências do município do interior de São Paulo. Para ela, o Seminário foi importante para o estabelecimento de contatos com produtores e entidades envolvidas com o tema. “Pude conhecer melhor como funciona a certificação na Amazônia. Em Americana, conseguimos garantir a compra de madeira legal. O próximo passo é comprar madeira certificada, incentivando o setor privado a fazer o mesmo”, salientou.
O Primeiro Seminário de Compras Responsáveis de Madeira foi promovido por Governo do Acre, Prefeitura de Rio Branco, Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), Fundação Getúlio Vargas (FGV), União Mundial para a Natureza (UICN) e WWF-Brasil.
Cerca de 80 pessoas, entre madeireiros, gestores públicos, extrativistas, pesquisadores, estudantes e representantes de ONGs participaram do Seminário. O objetivo foi apresentar e debater experiências adotadas em outros estados brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, no sentido de coibir a comercialização de madeira de origem ilegal, predatória ou desconhecida. Os convidados relataram o andamento de projetos executados nos âmbitos de governos, empresas e organizações não-governamentais.
Para o engenheiro florestal Estevão Braga, do WWF-Brasil, o Seminário representou um importante passo para identificar as ações que serão tomadas em curto, médio e longo prazos para implementar a política de compras responsáveis de madeira no Acre. “Foram definidas algumas prioridades, como a padronização de medidas usadas na indústria madeireira, da nomenclatura das espécies de árvores utilizadas na produção madeireira e a criação de um sistema de treinamento para identificação botânica das espécies madeireiras”, avaliou Estevão.
Os participantes assistiram a uma apresentação sobre a Rede Amigos da Amazônia, que congrega atores públicos e privados para adotar critérios de sustentabilidade na demanda e na oferta por bens e serviços. A palestra foi feita por Adriana Imparato, coordenadora da Rede.
Estevão Braga, do WWF-Brasil, explicou aos participantes como funciona a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal), que atesta que produtos de origem florestal foram elaborados de acordo com rigorosos critérios sociais e ambientais, mundialmente aceitos e reconhecidos.
Na sequência, Carlos Eduardo Beduschi, da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo apresentou o Cadastro Estadual de Compradores de Madeira (CadMadeira), que agrupa empresas do setor em conformidade com aspectos legais e ambientais. A partir de junho de 2009, apenas estabelecimentos cadastrados poderão participar de compras públicas para produtos madeireiros no Estado.
Lilian Sarrouf, representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), relatou como o segmento da construção está implementando uma política de compras responsáveis em São Paulo, em conjunto com governos e ONGs.
Na segunda parte do Seminário, foram realizadas oficinas que discutiram experiências das prefeituras de Porto Alegre (RS) e Americana (SP), Polícia Ambiental de São Paulo (SP), Construtora EBM de Goiânia (GO), Grupo de Produtores Florestais Certificados na Amazônia (PFCA) e Associação de Empresas Manejadoras de Florestas do Estado do Acre (Asimmanejo).
Participantes aprovam evento
Dionísio Barbosa, presidente da Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta), avaliou como positivo o Seminário. “Conseguiram aqui hoje agrupar vendedores e compradores de madeira, e também o governo. Melhorei meu conhecimento sobre certificação, sobre o mercado de São Paulo e alertamos sobre a demora na liberação dos planos de manejo pelas autoridades”, disse. A Cooperfloresta obteve a certificação FSC em 2006, para uma área de aproximadamente 1,2 mil hectares operados por comunidades no Acre.
Segundo Tiago Juruá, da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual do Acre, os objetivos do evento foram atingidos. “Não dá para reinventar a roda, é preciso discutir outras experiências para não repetir erros. A legalização do setor madeireiro tem que acontecer de forma integrada, com participação de ONGs, setor privado e governo”, analisou.
A gestora pública da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Americana (SP), Katia Birke, dirigiu uma oficina sobre as experiências do município do interior de São Paulo. Para ela, o Seminário foi importante para o estabelecimento de contatos com produtores e entidades envolvidas com o tema. “Pude conhecer melhor como funciona a certificação na Amazônia. Em Americana, conseguimos garantir a compra de madeira legal. O próximo passo é comprar madeira certificada, incentivando o setor privado a fazer o mesmo”, salientou.
O Primeiro Seminário de Compras Responsáveis de Madeira foi promovido por Governo do Acre, Prefeitura de Rio Branco, Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), Fundação Getúlio Vargas (FGV), União Mundial para a Natureza (UICN) e WWF-Brasil.
Fonte: Envolverde/WWF Brasil
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