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Notícias
27
mai
2009
(CARBONO)
Estudo diz que negociação de carbono pode gerar empregos
Homens que estão à frente dos mais importantes negócios do mundo prometeram na segunda-feira (25) ajudar os governos a estabelecer um preço para créditos de carbono, num mercado que os governos podem usar para cortar as emissões de gases do efeito estufa.
"Eu acho que podemos elaborar algumas linhas de direção bastante claras", disse Tony Hayward, o executivo-chefe da BP.
Essa abordagem exige que os governos façam parte de um novo tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) para regular a emissão de gases do efeito estufa, que deve ter suas linhas gerais delineadas até dezembro.
O novo tratado deve estabelecer limites para a emissão de dióxido de carbono. Permissões de emissão serão então divididas entre as empresas para determinar quanto cada uma pode poluir. Os créditos não utilizados poderão ser vendidos para outras empresas.
Hayward disse que a maioria dos executivos com quem ele conversou concordaram que o mundo "vai estabelecer um preço para os créditos de carbono", fazendo dessas emissões uma commodity global, com um preço universalmente aceito. Outra opção é um imposto direto sobre as emissões de carbono, defendida por alguns dos presentes à reunião.
Essas previsões foram feitas numa reunião de cúpula na quais executivos tentam encontrar formas de ajudar os políticos a negociar um novo acordo global para o clima que substitua o Tratado de Kyoto, que termina em 2012.
Com a expectativa de criar um mercado global para os créditos de carbono, os organizadores da reunião disseram que 2 milhões de novos empregos poderiam ser criados apenas nos Estados Unidos se o país aumentar o uso de fontes de energia limpa.
O estudo do Conselho de Clima de Copenhagen diz que os Estados Unidos poderiam criar esses empregos se o uso de eletricidade subisse apenas 0,5% ao ano e um quarto de sua eletricidade viesse da energia dos ventos ou outras fontes renováveis.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse aos executivos-chefes das principais corporações internacionais que investimentos semelhantes poderiam produzir um milhão de empregos nos países da União Europeia (UE).
"Mudança também traz grandes oportunidades econômicas", disse ele.
Em 2007, os líderes da UE prometeram que até 2020 a União Europeia cortaria as emissões de dióxido de carbono e outros importantes gases do aquecimento global em até 20%, sobre os níveis de 1990, e iriam aumentar o uso de energia renováveis em um quinto de toda a energia utilizada.
"Conseguir a participação de 20% de renováveis, por exemplo, pode significar mais de um milhão de empregos nesta indústria até 2020", disse Barroso. Segundo ele, para que isso funcione é preciso que haja "um acordo internacional satisfatório no qual países desenvolvidos e em desenvolvimento contribuam com sua porção para limitar as emissões globais".
Barroso disse que a UE pretende limitar o custo do pacote a cerca de 0,5% a 1% de seu Produto Interno Bruto.
"Algumas pessoas, porém, questionaram se esta é a direção certa para a Europa durante a crise econômica", disse Barroso. Ele mesmo respondeu que "os custos da mudança climática serão muito mais altos se não fizermos ajustes agora".
Barroso disse esperar que o acordo de Copenhagen, em dezembro, sobre um tratado da ONU para o assunto seja "um importante marco no caminho do mercado global de créditos de carbono, o que poderá aumentar as oportunidades de negócios, particularmente para a indústria Europeia, e ajudar a baixar a média dos custos dos créditos de carbono".
"Eu acho que podemos elaborar algumas linhas de direção bastante claras", disse Tony Hayward, o executivo-chefe da BP.
Essa abordagem exige que os governos façam parte de um novo tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) para regular a emissão de gases do efeito estufa, que deve ter suas linhas gerais delineadas até dezembro.
O novo tratado deve estabelecer limites para a emissão de dióxido de carbono. Permissões de emissão serão então divididas entre as empresas para determinar quanto cada uma pode poluir. Os créditos não utilizados poderão ser vendidos para outras empresas.
Hayward disse que a maioria dos executivos com quem ele conversou concordaram que o mundo "vai estabelecer um preço para os créditos de carbono", fazendo dessas emissões uma commodity global, com um preço universalmente aceito. Outra opção é um imposto direto sobre as emissões de carbono, defendida por alguns dos presentes à reunião.
Essas previsões foram feitas numa reunião de cúpula na quais executivos tentam encontrar formas de ajudar os políticos a negociar um novo acordo global para o clima que substitua o Tratado de Kyoto, que termina em 2012.
Com a expectativa de criar um mercado global para os créditos de carbono, os organizadores da reunião disseram que 2 milhões de novos empregos poderiam ser criados apenas nos Estados Unidos se o país aumentar o uso de fontes de energia limpa.
O estudo do Conselho de Clima de Copenhagen diz que os Estados Unidos poderiam criar esses empregos se o uso de eletricidade subisse apenas 0,5% ao ano e um quarto de sua eletricidade viesse da energia dos ventos ou outras fontes renováveis.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse aos executivos-chefes das principais corporações internacionais que investimentos semelhantes poderiam produzir um milhão de empregos nos países da União Europeia (UE).
"Mudança também traz grandes oportunidades econômicas", disse ele.
Em 2007, os líderes da UE prometeram que até 2020 a União Europeia cortaria as emissões de dióxido de carbono e outros importantes gases do aquecimento global em até 20%, sobre os níveis de 1990, e iriam aumentar o uso de energia renováveis em um quinto de toda a energia utilizada.
"Conseguir a participação de 20% de renováveis, por exemplo, pode significar mais de um milhão de empregos nesta indústria até 2020", disse Barroso. Segundo ele, para que isso funcione é preciso que haja "um acordo internacional satisfatório no qual países desenvolvidos e em desenvolvimento contribuam com sua porção para limitar as emissões globais".
Barroso disse que a UE pretende limitar o custo do pacote a cerca de 0,5% a 1% de seu Produto Interno Bruto.
"Algumas pessoas, porém, questionaram se esta é a direção certa para a Europa durante a crise econômica", disse Barroso. Ele mesmo respondeu que "os custos da mudança climática serão muito mais altos se não fizermos ajustes agora".
Barroso disse esperar que o acordo de Copenhagen, em dezembro, sobre um tratado da ONU para o assunto seja "um importante marco no caminho do mercado global de créditos de carbono, o que poderá aumentar as oportunidades de negócios, particularmente para a indústria Europeia, e ajudar a baixar a média dos custos dos créditos de carbono".
Fonte: Estadão Online
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