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Notícias
26
mai
2009
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Amazônia precisa de modelo próprio de desenvolvimento
Engenheira integrante da equipe que liderou o primeiro projeto REDD do Brasil explica como o Projeto Juma promove a criação de cadeias de produção alinhada com a conservação ambiental.
Respeitando as características da região Amazônia, é possível alinhar modelos de desenvolvimento que integrem as questões ambientais e, ao mesmo tempo, gerem renda, defende a engenheira florestal Mariana Nogueira Pavan, do Programa Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM).
Mariana integra a equipe técnica responsável pelo primeiro projeto de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) brasileiro, o Projeto Juma, que também foi o primeiro do mundo a receber a nota máxima (Status Ouro) do padrão CCB – Climate, Community and Biodiversity, para projetos de carbono.
“Não podemos querer usar um modelo adotado em São Paulo porque não servirá para lá. Temos que pensar em como ajustar as necessidades de progresso e desenvolvimento para aquela região com o que ela tem para oferecer”, afirma.
A engenheira ressalta ser contra o modelo apenas conservacionista, pois de nada adianta querer cercar a Amazônia e impedir que nada seja feito na região. “A Amazônia existe para ser explorada de maneira sustentável e responsável. E eu acho que é possível sim integrar os dois (conservação ambiental e geração de renda) desde que seja estudado o que é melhor para a Amazônia”.
Exemplo
O projeto Juma é um exemplo do que é o desenvolvimento sustentável funcionando na prática, pois se preocupa com a criação de cadeias de produção e construção de novos mercados para as pessoas que vivem na unidade de conservação. “A idéia é capacitar as comunidades para o dia em que o projeto acabar eles já estarem em um nível de desenvolvimento e envolvimento que os permita manter as atividades”, explica Mariana.
Desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) junto com o governo do Amazonas e sob a coordenação técnica do IDESAM, o Juma ocupa uma área de 589,612 hectares de Floresta Amazônica localizada ao longo da BR-319 e envolve 322 famílias, que tem como principais atividades de subsistência a agricultura e o extrativismo.
Para mostrar às mais de mil pessoas da reserva que o projeto não ficaria nas promessas, a equipe do IDESAM fez um intenso trabalho de conscientização sobre o problema das mudanças climáticas, a relação com o desmatamento, com o ciclo hidrológico e com o carbono. Além disso, explicaram como o projeto funcionaria, onde o dinheiro seria aplicado e quais atividades seriam feitas e como eles estariam inseridos no projeto. “Depois que eles viram quais seriam os benefícios na vida real, no campo mesmo, eles tiveram uma aceitação super positiva”, afirma Mariana.
Muito do sucesso do projeto também se deve, na opinião de Mariana, a capacidade dos profissionais envolvidos, com o apoio de um comitê técnico-científico com profissionais como o Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o professor Philip Fearside e o professor Niro Higuchi, ambos cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC). “O projeto é um bom exemplo de vontade política, mas também capacidade institucional, pois tínhamos gente muito capacitada trabalhando dentro dele”, resume.
Respeitando as características da região Amazônia, é possível alinhar modelos de desenvolvimento que integrem as questões ambientais e, ao mesmo tempo, gerem renda, defende a engenheira florestal Mariana Nogueira Pavan, do Programa Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM).
Mariana integra a equipe técnica responsável pelo primeiro projeto de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) brasileiro, o Projeto Juma, que também foi o primeiro do mundo a receber a nota máxima (Status Ouro) do padrão CCB – Climate, Community and Biodiversity, para projetos de carbono.
“Não podemos querer usar um modelo adotado em São Paulo porque não servirá para lá. Temos que pensar em como ajustar as necessidades de progresso e desenvolvimento para aquela região com o que ela tem para oferecer”, afirma.
A engenheira ressalta ser contra o modelo apenas conservacionista, pois de nada adianta querer cercar a Amazônia e impedir que nada seja feito na região. “A Amazônia existe para ser explorada de maneira sustentável e responsável. E eu acho que é possível sim integrar os dois (conservação ambiental e geração de renda) desde que seja estudado o que é melhor para a Amazônia”.
Exemplo
O projeto Juma é um exemplo do que é o desenvolvimento sustentável funcionando na prática, pois se preocupa com a criação de cadeias de produção e construção de novos mercados para as pessoas que vivem na unidade de conservação. “A idéia é capacitar as comunidades para o dia em que o projeto acabar eles já estarem em um nível de desenvolvimento e envolvimento que os permita manter as atividades”, explica Mariana.
Desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) junto com o governo do Amazonas e sob a coordenação técnica do IDESAM, o Juma ocupa uma área de 589,612 hectares de Floresta Amazônica localizada ao longo da BR-319 e envolve 322 famílias, que tem como principais atividades de subsistência a agricultura e o extrativismo.
Para mostrar às mais de mil pessoas da reserva que o projeto não ficaria nas promessas, a equipe do IDESAM fez um intenso trabalho de conscientização sobre o problema das mudanças climáticas, a relação com o desmatamento, com o ciclo hidrológico e com o carbono. Além disso, explicaram como o projeto funcionaria, onde o dinheiro seria aplicado e quais atividades seriam feitas e como eles estariam inseridos no projeto. “Depois que eles viram quais seriam os benefícios na vida real, no campo mesmo, eles tiveram uma aceitação super positiva”, afirma Mariana.
Muito do sucesso do projeto também se deve, na opinião de Mariana, a capacidade dos profissionais envolvidos, com o apoio de um comitê técnico-científico com profissionais como o Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o professor Philip Fearside e o professor Niro Higuchi, ambos cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC). “O projeto é um bom exemplo de vontade política, mas também capacidade institucional, pois tínhamos gente muito capacitada trabalhando dentro dele”, resume.
Fonte: Carbono Brasil
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