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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Itália quer comprar créditos de carbono do Brasil
Sete usinas sucroalcooleiras brasileiras, dois aterros sanitários e um projeto de plantio sustentável de florestas no Brasil, representados pela Econergy Brasil, deverão começar a “exportar” para a Itália um produto ainda pouco conhecido no país, mas que já movimenta o mercado internacional: os créditos de carbono, definição dada a reduções certificadas de emissões, que são originadas a partir de projetos que evitam ou contribuem para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera.
O Governo Italiano já entregou à Econergy uma Declaração de Interesse do Governo Italiano pela compra de créditos de carbono. “Essa declaração demonstra o interesse do governo da Itália para compra de cerca de 4 milhões de créditos de carbono, ou reduções certificadas de emissões, negociadas no mercado a preços que giram na faixa de US$ 5,00. As iniciativas de redução de emissão de gases de efeito estufa geram dessa forma um novo ativo para essas empresas, agregando valor aos negócios que já vinham sendo realizados”, explica o diretor da Econergy Brasil, Marcelo Schunn Diniz Junqueira.
Valor agregado a diferentes setores
As análises da Econergy para os projetos das sucroalcooleiras Usina Nova América, Equipav Açúcar e Álcool, Usina Cerradinho, Central de Álcool Lucélia, Barrálcool, Santa Cândida Açúcar e Álcool e Açucareira Corona, que geram esses créditos através de projetos de geração de energia renovável com o bagaço de cana, indicam um volume aproximado de 1,5 milhão de créditos.
Já no caso dos aterros sanitários, serão negociados os créditos originados da queima controlada de gases provenientes da disposição manejada do lixo. Os aterros em questão são o Centro de Gerenciamento de Resíduos, localizado em Paulínia, São Paulo, e pertencente à ESTRE – Empresa de Saneamento e Tratamento de Resíduos, empresa controlada pelo Grupo Itamarati, do empresário Olacyr de Moraes, e o Aterro Metropolitano do Centro, em Salvador, da VEGA, empresa do grupo Suez. Nesses aterros o total a ser negociado aproxima-se de 2 milhões de toneladas.
Além da não emissão de gases de efeitos estufa proporcionado pelos projetos das usinas sucroalcooleiras e dos aterros, serão negociados também créditos originados do seqüestro do CO2 da atmosfera através do plantio de florestas manejadas sustentavelmente.
A inclusão do projeto Floresteca, da empresa de mesmo nome – uma parceria holando-brasileira para plantação de Teca, madeira do sudeste asiático que se adapta bem a algumas regiões do Brasil, só foi possível após a 9ª Conferência das Partes, nona edição da reunião anual de países para discutir as mudanças do clima da Terra. Nessa reunião, que ocorreu em Milão, na Itália, em dezembro de 2003, ficaram definidas as regras para a participação de projetos florestais no mercado de carbono.
As análises da Econergy para o período de 2003 a 2012 do projeto indicam reduções de emissões de pouco mais de 570.000 lCER’s (long-term Certified Emission Reductions) termo que diferencia créditos de projetos florestais dos créditos de carbono de projetos de outras categorias (CER’s), como energia renovável ou captura de metano em aterros. Um CER ou 1CER é igual a uma Redução Certificada de Emissão, ou um crédito de carbono. A diferença entre os dois é que o lCER tem uma data para expirar.
Fonte: Assessoria de Imprensa Ateliê da Notícia – 24/02/2004
O Governo Italiano já entregou à Econergy uma Declaração de Interesse do Governo Italiano pela compra de créditos de carbono. “Essa declaração demonstra o interesse do governo da Itália para compra de cerca de 4 milhões de créditos de carbono, ou reduções certificadas de emissões, negociadas no mercado a preços que giram na faixa de US$ 5,00. As iniciativas de redução de emissão de gases de efeito estufa geram dessa forma um novo ativo para essas empresas, agregando valor aos negócios que já vinham sendo realizados”, explica o diretor da Econergy Brasil, Marcelo Schunn Diniz Junqueira.
Valor agregado a diferentes setores
As análises da Econergy para os projetos das sucroalcooleiras Usina Nova América, Equipav Açúcar e Álcool, Usina Cerradinho, Central de Álcool Lucélia, Barrálcool, Santa Cândida Açúcar e Álcool e Açucareira Corona, que geram esses créditos através de projetos de geração de energia renovável com o bagaço de cana, indicam um volume aproximado de 1,5 milhão de créditos.
Já no caso dos aterros sanitários, serão negociados os créditos originados da queima controlada de gases provenientes da disposição manejada do lixo. Os aterros em questão são o Centro de Gerenciamento de Resíduos, localizado em Paulínia, São Paulo, e pertencente à ESTRE – Empresa de Saneamento e Tratamento de Resíduos, empresa controlada pelo Grupo Itamarati, do empresário Olacyr de Moraes, e o Aterro Metropolitano do Centro, em Salvador, da VEGA, empresa do grupo Suez. Nesses aterros o total a ser negociado aproxima-se de 2 milhões de toneladas.
Além da não emissão de gases de efeitos estufa proporcionado pelos projetos das usinas sucroalcooleiras e dos aterros, serão negociados também créditos originados do seqüestro do CO2 da atmosfera através do plantio de florestas manejadas sustentavelmente.
A inclusão do projeto Floresteca, da empresa de mesmo nome – uma parceria holando-brasileira para plantação de Teca, madeira do sudeste asiático que se adapta bem a algumas regiões do Brasil, só foi possível após a 9ª Conferência das Partes, nona edição da reunião anual de países para discutir as mudanças do clima da Terra. Nessa reunião, que ocorreu em Milão, na Itália, em dezembro de 2003, ficaram definidas as regras para a participação de projetos florestais no mercado de carbono.
As análises da Econergy para o período de 2003 a 2012 do projeto indicam reduções de emissões de pouco mais de 570.000 lCER’s (long-term Certified Emission Reductions) termo que diferencia créditos de projetos florestais dos créditos de carbono de projetos de outras categorias (CER’s), como energia renovável ou captura de metano em aterros. Um CER ou 1CER é igual a uma Redução Certificada de Emissão, ou um crédito de carbono. A diferença entre os dois é que o lCER tem uma data para expirar.
Fonte: Assessoria de Imprensa Ateliê da Notícia – 24/02/2004
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