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Notícias
25
mai
2009
(MADEIRA E PRODUTOS)
Fundos querem fornecer madeira para fabricantes
As maiores proprietárias de florestas no Brasil receberam um grande choque no ano passado, com a eclosão da crise financeira. As empresas do setor de papel e celulose tiveram perdas bilionárias, o que trouxe oportunidades de aquisições de parte dessas florestas por fundos de investimentos.
A intenção dos fundos é passar a fornecer madeira para as fabricantes de papel e celulose, algo que era mais difícil de ocorrer no passado, quando as empresas estavam capitalizadas.
"Estamos num momento em que vários desses grandes consumidores procuram um contrato de suprimento de longo prazo. Essa junção não havia ocorrido até agora", diz o diretor da gestora de florestas Brazil TImber, Henrique Aretz.
De acordo com John Forgach, presidente do Fundo Quator, de investimentos em projetos ambientais, algumas empresas do setor venderam de 2% a 7% de seus ativos florestais como forma de se capitalizar para enfrentar a crise.
Para o diretor de investimento da gestora florestal RMS, Fábio Brun, apareceram mais oportunidades. "Comprar de uma Aracruz era impossível, agora eles já estão dispostos a discutir. A realização do negócio é outra história", diz.
Potencialidade
As fabricantes de papel e celulose possuem 1,7 milhão de hectares de florestas plantadas no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).
As indústrias estrangeiras do setor também são fortemente atraídas pelo desempenho das florestas brasileiras. "Há muita obsolescência nesse setor e é claro que esses países vão buscar os polos de maior produtividade", comenta a presidente da Bracelpa, Elizabeth de Carvalhaes.
Exemplo dessa mudança na indústria da Europa para o continente sul-americano é o investimento que a finlandesa Stora Enso anunciou no Uruguai, no início da semana passada. A empresa adquiriu 130 mil hectares de floresta plantada em parceria com a chilena Arauco.
O presidente da Stora Enso na América Latina, Otávio Pontes, diz que o Brasil é o país com maior potencialidade de produção na América Latina. "Existe uma contínua evolução na produtividade brasileira, graças a evolução da adaptação de espécies e da pesquisa no setor." Apesar das investidas, o especialista em papel e celulose da consultoria Korn Ferry, Jay Millen, diz que as empresas do setor não devem abrir mão das florestas, um de seus principais ativos. "No fim do dia, os valores estão nos recursos palpáveis, na terra e nas árvores”.
A intenção dos fundos é passar a fornecer madeira para as fabricantes de papel e celulose, algo que era mais difícil de ocorrer no passado, quando as empresas estavam capitalizadas.
"Estamos num momento em que vários desses grandes consumidores procuram um contrato de suprimento de longo prazo. Essa junção não havia ocorrido até agora", diz o diretor da gestora de florestas Brazil TImber, Henrique Aretz.
De acordo com John Forgach, presidente do Fundo Quator, de investimentos em projetos ambientais, algumas empresas do setor venderam de 2% a 7% de seus ativos florestais como forma de se capitalizar para enfrentar a crise.
Para o diretor de investimento da gestora florestal RMS, Fábio Brun, apareceram mais oportunidades. "Comprar de uma Aracruz era impossível, agora eles já estão dispostos a discutir. A realização do negócio é outra história", diz.
Potencialidade
As fabricantes de papel e celulose possuem 1,7 milhão de hectares de florestas plantadas no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).
As indústrias estrangeiras do setor também são fortemente atraídas pelo desempenho das florestas brasileiras. "Há muita obsolescência nesse setor e é claro que esses países vão buscar os polos de maior produtividade", comenta a presidente da Bracelpa, Elizabeth de Carvalhaes.
Exemplo dessa mudança na indústria da Europa para o continente sul-americano é o investimento que a finlandesa Stora Enso anunciou no Uruguai, no início da semana passada. A empresa adquiriu 130 mil hectares de floresta plantada em parceria com a chilena Arauco.
O presidente da Stora Enso na América Latina, Otávio Pontes, diz que o Brasil é o país com maior potencialidade de produção na América Latina. "Existe uma contínua evolução na produtividade brasileira, graças a evolução da adaptação de espécies e da pesquisa no setor." Apesar das investidas, o especialista em papel e celulose da consultoria Korn Ferry, Jay Millen, diz que as empresas do setor não devem abrir mão das florestas, um de seus principais ativos. "No fim do dia, os valores estão nos recursos palpáveis, na terra e nas árvores”.
Fonte: O Estado de São Paulo/Celulose Online
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