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Notícias
21
mai
2009
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Clima divide o País entre inundações e queimadas
As mudanças climáticas dividiram o Brasil em dois: fogo e água. É como se acima do paralelo 15, aproximadamente, o País estivesse sob as águas e, abaixo, sob a influência do fogo. As queimadas estão fortemente concentradas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Traçando uma linha imaginária na parte norte do Mato Grosso, sul de Tocantins e metade da Bahia, acima desse ponto não há registro de foco de fogo nesta quarta-feira. Mas o pesquisados Alberto Setzer, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), diz que essa trégua provocada pelo dilúvio que se abate sobre o Norte e Nordeste do País é ilusória.
"É como se estivéssemos apenas aos 2 minutos do primeiro tempo. A partir de agosto, setembro, a partida esquenta e devemos registrar até 10 mil focos de queimada por dia, principalmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste", prevê.
Setzer afirma que três fatores determinam as queimadas: o clima, a situação econômica (aumento de preço da soja, gado, etc.) e a fiscalização. Mas o que existe hoje, segundo ele, é "uma desobediência civil generalizada". Mesmo nas áreas protegidas, as chamadas unidades de conservação, as queimas ocorrem quase que anualmente.
No Estado mais rico da federação, São Paulo, longe da Amazônia tão discutida, somente a queima de cana atinge 20 mil quilômetros quadrados, informa o pesquisador do Inpe. A queima em outras culturas e pastagens mais do que dobra a área, chegando a 25% da área do Estado, que tem 248 mil quilômetros quadrados.
Os sistemas de detecção de queimada do Inpe têm cerca de 3 mil usuários, entre entidades governamentais e privadas, como empresas de florestamento, que temem que ações criminosas ou de falta de inteligência coloquem em risco seus cultivos.
As queimadas, ao lado do desmatamento e do uso do solo, colocam o Brasil entre os quatro maiores emissores mundiais de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do aquecimento global que vem provocando rápidas mudanças climáticas.
De 1º de janeiro até terça-feira (19), o Inpe registrava 5.120 focos de queimada, um aumento de 15%, comparado ao mesmo período do ano passado, mesmo sem a ocorrência de fogo na parte norte do País, por causa das enchentes.
Traçando uma linha imaginária na parte norte do Mato Grosso, sul de Tocantins e metade da Bahia, acima desse ponto não há registro de foco de fogo nesta quarta-feira. Mas o pesquisados Alberto Setzer, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), diz que essa trégua provocada pelo dilúvio que se abate sobre o Norte e Nordeste do País é ilusória.
"É como se estivéssemos apenas aos 2 minutos do primeiro tempo. A partir de agosto, setembro, a partida esquenta e devemos registrar até 10 mil focos de queimada por dia, principalmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste", prevê.
Setzer afirma que três fatores determinam as queimadas: o clima, a situação econômica (aumento de preço da soja, gado, etc.) e a fiscalização. Mas o que existe hoje, segundo ele, é "uma desobediência civil generalizada". Mesmo nas áreas protegidas, as chamadas unidades de conservação, as queimas ocorrem quase que anualmente.
No Estado mais rico da federação, São Paulo, longe da Amazônia tão discutida, somente a queima de cana atinge 20 mil quilômetros quadrados, informa o pesquisador do Inpe. A queima em outras culturas e pastagens mais do que dobra a área, chegando a 25% da área do Estado, que tem 248 mil quilômetros quadrados.
Os sistemas de detecção de queimada do Inpe têm cerca de 3 mil usuários, entre entidades governamentais e privadas, como empresas de florestamento, que temem que ações criminosas ou de falta de inteligência coloquem em risco seus cultivos.
As queimadas, ao lado do desmatamento e do uso do solo, colocam o Brasil entre os quatro maiores emissores mundiais de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do aquecimento global que vem provocando rápidas mudanças climáticas.
De 1º de janeiro até terça-feira (19), o Inpe registrava 5.120 focos de queimada, um aumento de 15%, comparado ao mesmo período do ano passado, mesmo sem a ocorrência de fogo na parte norte do País, por causa das enchentes.
Fonte: Terra/DiárioNet
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