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Notícias
20
mai
2009
(COMÉRCIO EXTERIOR)
SP vai exportar móvel feito com seringueira
O País pode, em breve, exportar móveis produzidos com madeira de seringueira. No momento, estão sendo realizados estudos para o aproveitamento da matéria-prima pela indústria moveleira e um inventário do cultivo de seringueira no Estado de São Paulo. O trabalho, realizado pelo Instituto Florestal (IF), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, deve estar concluído em outubro. Nessa área, o potencial de ganho da indústria brasileira é muito promissor. A Malásia, por exemplo, fatura cerca de US$ 1 bilhão por ano com produtos fabricados com madeira de seringueira.
De acordo com o diretor-geral do Instituto Florestal, Francisco Kronka, as possibilidades para a incorporação econômica da madeira de seringueira são enormes em São Paulo. "As seringueiras ocupam área em torno de 80 mil hectares e estão no noroeste do Estado, na região dos pólos moveleiros de Votuporanga e Mirassol. A madeira, em tom amarelado, é comprovadamente boa para a fabricação de móveis e o custo também é atraente", afirma.
Renda adicional - O estudo mostra que, além do látex ¿ São Paulo é o maior fornecedor de borracha natural do País, respondendo por 50% da produção -, o produtor paulista poderá ter renda adicional com a venda de madeira. "O setor moveleiro está interessado, vamos agora avaliar a capacidade de abastecimento desse mercado."
O diretor-geral do IF explica que a seringueira começa a produzir látex a partir do 5º ou 6º ano após o plantio e se mantém produtiva por mais 20 anos. Após esse período, a produção declina e as árvores são cortadas para um replantio. "Temos pelo menos 350 mil árvores prontas para corte. É um número pequeno, daí a importância do inventário para o planejamento do mercado."
"Nós participamos recentemente de uma missão técnica a países produtores de látex que mostrou como essas nações se estão capacitando para produzir móveis a partir da madeira da seringueira. O Vietnã, por exemplo, tem um projeto para, nos próximos cinco anos, exportar US$ 4 bilhões por ano em móveis feitos de seringueira", afirma. Hoje, o Brasil exporta US$ 1 bilhão em móveis feitos de pinus e eucalipto. "A madeira da seringueira pode agregar valor maior a esses bens."
Tratamento - De acordo com Kronka, a pesquisa do Instituto Florestal, que é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo, demonstra que a madeira da seringueira deve passar por um processo de tratamento antes do uso, logo após o corte da árvore e antes do acabamento final do móvel. "A seringueira tem teor de carboidrato (açúcar) de 8%, é alto, se comparado com o ipê, em torno de 1%. Então, logo após o corte da árvore, quando é serrada, a madeira deve receber um fungicida. Depois, no momento da finalização do móvel, a peça deve ser tratada com um inseticida, que evita o ataque por broca."
A madeira de seringueira se mostra muito boa para a confecção de cadeiras, mesas, dormitórios etc. De acordo com o dirigente do IF, são várias as empresas fabricantes de móveis que já manifestaram interesse nesse tipo de madeira. Ele diz que, com a aplicação de algumas técnicas ao cultivo no Brasil, é possível obter toras de até 4 metros sem nó, permitindo o uso dessa madeira também na construção civil, para vigas, caibros etc. A galhada (brotos laterais cortados), segundo o especialista, pode ser usada como biomassa para a produção energia. "Com o inventário, será possível maximizar o uso desse cultivo, adicionar renda ao produtor rural e reduzir as pressões sobre áreas de florestas", afirma.
De acordo com o diretor-geral do Instituto Florestal, Francisco Kronka, as possibilidades para a incorporação econômica da madeira de seringueira são enormes em São Paulo. "As seringueiras ocupam área em torno de 80 mil hectares e estão no noroeste do Estado, na região dos pólos moveleiros de Votuporanga e Mirassol. A madeira, em tom amarelado, é comprovadamente boa para a fabricação de móveis e o custo também é atraente", afirma.
Renda adicional - O estudo mostra que, além do látex ¿ São Paulo é o maior fornecedor de borracha natural do País, respondendo por 50% da produção -, o produtor paulista poderá ter renda adicional com a venda de madeira. "O setor moveleiro está interessado, vamos agora avaliar a capacidade de abastecimento desse mercado."
O diretor-geral do IF explica que a seringueira começa a produzir látex a partir do 5º ou 6º ano após o plantio e se mantém produtiva por mais 20 anos. Após esse período, a produção declina e as árvores são cortadas para um replantio. "Temos pelo menos 350 mil árvores prontas para corte. É um número pequeno, daí a importância do inventário para o planejamento do mercado."
"Nós participamos recentemente de uma missão técnica a países produtores de látex que mostrou como essas nações se estão capacitando para produzir móveis a partir da madeira da seringueira. O Vietnã, por exemplo, tem um projeto para, nos próximos cinco anos, exportar US$ 4 bilhões por ano em móveis feitos de seringueira", afirma. Hoje, o Brasil exporta US$ 1 bilhão em móveis feitos de pinus e eucalipto. "A madeira da seringueira pode agregar valor maior a esses bens."
Tratamento - De acordo com Kronka, a pesquisa do Instituto Florestal, que é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo, demonstra que a madeira da seringueira deve passar por um processo de tratamento antes do uso, logo após o corte da árvore e antes do acabamento final do móvel. "A seringueira tem teor de carboidrato (açúcar) de 8%, é alto, se comparado com o ipê, em torno de 1%. Então, logo após o corte da árvore, quando é serrada, a madeira deve receber um fungicida. Depois, no momento da finalização do móvel, a peça deve ser tratada com um inseticida, que evita o ataque por broca."
A madeira de seringueira se mostra muito boa para a confecção de cadeiras, mesas, dormitórios etc. De acordo com o dirigente do IF, são várias as empresas fabricantes de móveis que já manifestaram interesse nesse tipo de madeira. Ele diz que, com a aplicação de algumas técnicas ao cultivo no Brasil, é possível obter toras de até 4 metros sem nó, permitindo o uso dessa madeira também na construção civil, para vigas, caibros etc. A galhada (brotos laterais cortados), segundo o especialista, pode ser usada como biomassa para a produção energia. "Com o inventário, será possível maximizar o uso desse cultivo, adicionar renda ao produtor rural e reduzir as pressões sobre áreas de florestas", afirma.
Fonte: Diário Net
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