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Notícias
10
mai
2009
(PAPEL E CELULOSE)
Retomada de produtoras de celulose pede atenção
Pegando UBS e Deutsche Bank de surpresa, os papéis de VCP e Aracruz demonstraram uma impressionante recuperação no último mês - com altas respectivas de 76% e 72% no período. Entretanto, analisando o movimento mais de perto, percebe-se muita volatilidade. Os ativos das produtoras de celulose lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com bruscas quedas de 5,52% e 5,60%, respectivamente. Já nesta sessão, as ações do setor dispararam e encabeçaram os ganhos do índice.
Em meio ao intenso sobe-e-desce verificado no preço dos ativos, a grande questão é: Ainda há espaço para se posicionar nestes papéis? Apesar de divergirem quanto aos fundamentos da recuperação do setor como um todo, a preferência por não apostar em ativos do segmento por ora parece consenso entre os analistas, que ainda esperam mais volatilidade pela frente.
Cenário bastante desafiador
Os mercados têm reagido positivamente aos sinais de melhora da demanda chinesa, principalmente à readequação dos estoques no final de março. Porém ainda não há sinais de resposta nos preços do insumo. "O cenário ainda é bastante desafiador e, portanto, eu não recomendo exposição ao setor", afirmou Marco Saravalle analista da Coinvalores.
"Eu ainda sou otimista quanto à operação de VCP e Aracruz, mas o setor ainda não mostra recuperação por conta dos preços e ainda temos um cenário bastante difícil", explica Saravalle. Além disso, as empresas ainda não sinalizaram uma possível retomada da programação de investimentos.
Quando perguntado sobre a perspectiva para o acordo da Aracruz com os bancos credores, o analista mostra-se mais otimista. "Eu acho que foi uma estratégia benéfica para as operações da Aracruz", destacando que as taxas, até certo ponto, foram acertadas em níveis atraentes para aquele momento e os prazos também foram bastante diluídos, o que surpreendeu positivamente.
Fundamentos ainda preocupam
Um pouco mais preocupado com os fundamentos da recuperação do setor, Peter Ping Ho, analista da Planner Corretora, afirma que neste período ainda deve se observar mais volatilidade nos papéis do segmento.
Para Ping Ho, "ainda não há sinalização de retomada das atividades produtivas do setor nas mesmas condições do ano passado". Diante do cenário deteriorado no último quarto do ano passado, o primeiro trimestre deste ano foi marcado por uma recomposição dos níveis de estoque.
O movimento ascendente das exportações, porém, não deve perdurar ao logo do ano, "principalmente pelo fato de a demanda ainda não ter voltado para os níveis anteriores". Quanto à entrada em ações do setor, "eu creio que o momento é de incertezas e ainda não vejo uma perspectiva otimista".
O mercado ainda está com excesso de oferta em relação à demanda, já que muitas empresas investiram no aumento de capacidade, mas não estão operando nesta condição por conta da baixa procura no mercado.
Surpresa para UBS e Deutsche Bank
Na semana retrasada, o analista Edmo Chagas, do banco de investimentos suíço, atribuiu recomendação de venda para as ações de VCP e Aracruz, seguidas por Josh Milberg do Deutsche Bank, que sugeriu a mesma estratégia.
Chagas havia dito que é pouco provável que o preço da celulose apresente uma recuperação substancial nos próximos meses, enquanto Milberg citou preocupações sobre a demanda chinesa.
Em meio ao intenso sobe-e-desce verificado no preço dos ativos, a grande questão é: Ainda há espaço para se posicionar nestes papéis? Apesar de divergirem quanto aos fundamentos da recuperação do setor como um todo, a preferência por não apostar em ativos do segmento por ora parece consenso entre os analistas, que ainda esperam mais volatilidade pela frente.
Cenário bastante desafiador
Os mercados têm reagido positivamente aos sinais de melhora da demanda chinesa, principalmente à readequação dos estoques no final de março. Porém ainda não há sinais de resposta nos preços do insumo. "O cenário ainda é bastante desafiador e, portanto, eu não recomendo exposição ao setor", afirmou Marco Saravalle analista da Coinvalores.
"Eu ainda sou otimista quanto à operação de VCP e Aracruz, mas o setor ainda não mostra recuperação por conta dos preços e ainda temos um cenário bastante difícil", explica Saravalle. Além disso, as empresas ainda não sinalizaram uma possível retomada da programação de investimentos.
Quando perguntado sobre a perspectiva para o acordo da Aracruz com os bancos credores, o analista mostra-se mais otimista. "Eu acho que foi uma estratégia benéfica para as operações da Aracruz", destacando que as taxas, até certo ponto, foram acertadas em níveis atraentes para aquele momento e os prazos também foram bastante diluídos, o que surpreendeu positivamente.
Fundamentos ainda preocupam
Um pouco mais preocupado com os fundamentos da recuperação do setor, Peter Ping Ho, analista da Planner Corretora, afirma que neste período ainda deve se observar mais volatilidade nos papéis do segmento.
Para Ping Ho, "ainda não há sinalização de retomada das atividades produtivas do setor nas mesmas condições do ano passado". Diante do cenário deteriorado no último quarto do ano passado, o primeiro trimestre deste ano foi marcado por uma recomposição dos níveis de estoque.
O movimento ascendente das exportações, porém, não deve perdurar ao logo do ano, "principalmente pelo fato de a demanda ainda não ter voltado para os níveis anteriores". Quanto à entrada em ações do setor, "eu creio que o momento é de incertezas e ainda não vejo uma perspectiva otimista".
O mercado ainda está com excesso de oferta em relação à demanda, já que muitas empresas investiram no aumento de capacidade, mas não estão operando nesta condição por conta da baixa procura no mercado.
Surpresa para UBS e Deutsche Bank
Na semana retrasada, o analista Edmo Chagas, do banco de investimentos suíço, atribuiu recomendação de venda para as ações de VCP e Aracruz, seguidas por Josh Milberg do Deutsche Bank, que sugeriu a mesma estratégia.
Chagas havia dito que é pouco provável que o preço da celulose apresente uma recuperação substancial nos próximos meses, enquanto Milberg citou preocupações sobre a demanda chinesa.
Fonte: Infomoney/Celulose Online
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