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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Encontrados escravos no corte de madeira
Uma denúncia de desmatamento na Fazenda Boa Sorte, no município de Catu, a 78 quilômetros de Salvador, levou à descoberta de dezenas de pessoas trabalhando em regime de escravidão no corte de madeira. Os trabalhadores, alguns vindos de Pernambuco, eram recrutados há cerca de três anos pela empresa Organizações Diego Santos, com sede em Recife, para onde era levada a madeira.
Segundo os policiais, a empresa faz o mesmo tipo de exploração em outros dois municípios baianos: Conde e Esplanada. De acordo com a polícia, parte dos trabalhadores, que não têm carteira assinada, dormia em quatro cocheiras, e os demais em barracos de lona no meio do mato. O trabalho começava às 5 horas e o pagamento era de cerca de R$ 40 por semana.
Casado, pai de três filhos, o baiano Arivaldo Alves dos Santos contou que o corte da madeira era feito de dia, mas o carregamento era à noite. Ele disse ainda que falar em carteira assinada era praticamente proibido. Segundo ele, à noite ainda havia o temor do ataque de cobras. "A vida aqui é muito dura, mas o desemprego está muito grande. O jeito é ir suportando", conforma-se.
Desmatamento chamou a atenção da prefeitura
O desmatamento de uma área para plantação de eucalipto chamou a atenção da prefeitura, que pediu ajuda à Polícia Civil de Catu na semana passada. Dois dias depois policiais flagraram duas carretas carregadas de madeira. "Os donos da empresa devem ser acusados por crime ambiental e por manterem trabalhadores em regime escravo", disse o delegado Geovane Paranhos.
A fazenda tem 300 hectares e foi cedida pela Petrobras à prefeitura de Catu, que por sua vez doou-a uma associação de trabalhadores rurais. Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que a Bahia é um dos estados recordistas em denúncia de trabalho escravo. Em 2003 foram descobertos mais de 4,8 mil trabalhadores nesta condição.
Fonte: O Globo
Segundo os policiais, a empresa faz o mesmo tipo de exploração em outros dois municípios baianos: Conde e Esplanada. De acordo com a polícia, parte dos trabalhadores, que não têm carteira assinada, dormia em quatro cocheiras, e os demais em barracos de lona no meio do mato. O trabalho começava às 5 horas e o pagamento era de cerca de R$ 40 por semana.
Casado, pai de três filhos, o baiano Arivaldo Alves dos Santos contou que o corte da madeira era feito de dia, mas o carregamento era à noite. Ele disse ainda que falar em carteira assinada era praticamente proibido. Segundo ele, à noite ainda havia o temor do ataque de cobras. "A vida aqui é muito dura, mas o desemprego está muito grande. O jeito é ir suportando", conforma-se.
Desmatamento chamou a atenção da prefeitura
O desmatamento de uma área para plantação de eucalipto chamou a atenção da prefeitura, que pediu ajuda à Polícia Civil de Catu na semana passada. Dois dias depois policiais flagraram duas carretas carregadas de madeira. "Os donos da empresa devem ser acusados por crime ambiental e por manterem trabalhadores em regime escravo", disse o delegado Geovane Paranhos.
A fazenda tem 300 hectares e foi cedida pela Petrobras à prefeitura de Catu, que por sua vez doou-a uma associação de trabalhadores rurais. Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que a Bahia é um dos estados recordistas em denúncia de trabalho escravo. Em 2003 foram descobertos mais de 4,8 mil trabalhadores nesta condição.
Fonte: O Globo
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