Voltar
Notícias
04
mai
2009
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Participação brasileira se destaca no 6°. relatório do Carbon Disclosure Project
O Relatório de Informações sobre Carbono mapeia as reações das empresas às emissões de gases de efeito estufa.
As mudanças climáticas avançam a olhos vistos por todo o planeta. Saber como elas afetam os negócios e quais empresas estão se mexendo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), ao mesmo tempo em que se adaptam às alterações em curso, é essencial para que os investidores em ações possam fazer suas escolhas.
Para possibilitar este acompanhamento e acelerar as mudanças necessárias, foi lançado em 2000, o Relatório de Informações sobre Carbono, ou, como é mais conhecido, o Carbon Disclosure Project (CDP), sob o patrocínio do Carbon Trust, do Reino Unido. O documento reúne, anualmente, as respostas das maiores empresas listadas em bolsas de valores de todo o mundo em relação a essa questão.
O preenchimento do relatório é voluntário e, em 2007, com o apoio do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e facilitação da Fábrica Éthica do Brasil, o questionário CDP passou a ser respondido também por empresas brasileiras. Naquele ano, 60 empresas nacionais foram convidadas a participar do levantamento e 47 aceitaram (82%). Em 2008, esses números subiram: das 75 empresas contatadas, 60 responderam, configurando 83% de adesão – a segunda maior no mundo, ficando apenas atrás do Reino Unido, onde o índice de retorno é de 90%.
Além da forte adesão, o Brasil também se destaca por ter uma empresa na lista dos 50 questionários mais completos e bem preenchidos em todo o mundo: a Petrobrás. Mais recentemente, o país passou a integrar também o CDP Supply Chain, com o compromisso do Bradesco, da Vale e da Celesc em repassar a pesquisa para toda a sua cadeia de fornecedores.
A edição de 2008 contou com 385 investidores mundiais signatários do pedido de disclosure (abertura de informações), os quais controlam mais de US$ 57 trilhões em ativos.
Banco de dados público
Hoje, o Carbon Disclosure Project reúne o maior banco de dados sobre emissão das empresas e permite que se conheçam tanto os impactos do clima sobre os negócios quanto os impactos das empresas sobre o clima. Além disto, possibilita a comparação de riscos e oportunidades relacionadas a esse campo.
Na sua sexta edição, divulgada no último dia 23 de abril, 1.300 empresas responderam ao questionário, representando 14% das emissões humanas globais. O acesso às respostas e à sua análise é livre e gratuito, por meio do site: http://www.cdproject.net/.
Os dados brasileiros, em português, podem ser obtidos por meio do link http://www.fabricaethica.com.br/pub/CDPBrasilReport2008.pdf e podem ser utilizados por qualquer pessoa, desde que citada a fonte.
Todo esse esforço está servindo para difundir o conceito de “governança climática” e sua adoção entre as corporações, fazendo as empresas adotarem medidas, metas ou até mesmo um programa para cuidar de suas emissões, além de planejar adaptações aos desafios que o clima coloca atualmente. Segundo o relatório, essa responsabilidade tem sido atribuída ao conselho de administração ou à alta direção das empresas, reconhecendo-se seu valor estratégico para os negócios.
Em relação às respostas nacionais, muitos desafios já destacados no passado se mantêm na pauta das melhorias possíveis, entre as quais a necessidade de um aprimoramento das estratégias e políticas corporativas, orientando-as para a sustentabilidade de longo prazo, e uma compreensão maior da problemática trazida pelo aquecimento global, sobretudo para alguns setores específicos, como o de transporte aéreo e, especialmente, o da construção civil.
O relatório brasileiro também conclui que as metas de redução da intensidade relativa de emissões por volume ou unidade de produto continuam adiando uma reflexão mais profunda e crucial sobre os rumos do desenvolvimento e as responsabilidades de cidadania planetária que cada governo, cada empresa e cada cidadão deverá inevitavelmente assumir e compartilhar.
E preconiza: “Sob essa perspectiva, a iniciativa do CDP, que define um horizonte de incorporação do tema das mudanças climáticas nas decisões de investimento, deverá evoluir ainda mais em 2009, através de um gerenciamento crescente dos riscos e oportunidades climáticas, nas carteiras de empréstimo e financiamento, que sinalize a migração da fase da mera abertura das informações corporativas para sua efetiva e duradoura utilização”.
As mudanças climáticas avançam a olhos vistos por todo o planeta. Saber como elas afetam os negócios e quais empresas estão se mexendo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), ao mesmo tempo em que se adaptam às alterações em curso, é essencial para que os investidores em ações possam fazer suas escolhas.
Para possibilitar este acompanhamento e acelerar as mudanças necessárias, foi lançado em 2000, o Relatório de Informações sobre Carbono, ou, como é mais conhecido, o Carbon Disclosure Project (CDP), sob o patrocínio do Carbon Trust, do Reino Unido. O documento reúne, anualmente, as respostas das maiores empresas listadas em bolsas de valores de todo o mundo em relação a essa questão.
O preenchimento do relatório é voluntário e, em 2007, com o apoio do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e facilitação da Fábrica Éthica do Brasil, o questionário CDP passou a ser respondido também por empresas brasileiras. Naquele ano, 60 empresas nacionais foram convidadas a participar do levantamento e 47 aceitaram (82%). Em 2008, esses números subiram: das 75 empresas contatadas, 60 responderam, configurando 83% de adesão – a segunda maior no mundo, ficando apenas atrás do Reino Unido, onde o índice de retorno é de 90%.
Além da forte adesão, o Brasil também se destaca por ter uma empresa na lista dos 50 questionários mais completos e bem preenchidos em todo o mundo: a Petrobrás. Mais recentemente, o país passou a integrar também o CDP Supply Chain, com o compromisso do Bradesco, da Vale e da Celesc em repassar a pesquisa para toda a sua cadeia de fornecedores.
A edição de 2008 contou com 385 investidores mundiais signatários do pedido de disclosure (abertura de informações), os quais controlam mais de US$ 57 trilhões em ativos.
Banco de dados público
Hoje, o Carbon Disclosure Project reúne o maior banco de dados sobre emissão das empresas e permite que se conheçam tanto os impactos do clima sobre os negócios quanto os impactos das empresas sobre o clima. Além disto, possibilita a comparação de riscos e oportunidades relacionadas a esse campo.
Na sua sexta edição, divulgada no último dia 23 de abril, 1.300 empresas responderam ao questionário, representando 14% das emissões humanas globais. O acesso às respostas e à sua análise é livre e gratuito, por meio do site: http://www.cdproject.net/.
Os dados brasileiros, em português, podem ser obtidos por meio do link http://www.fabricaethica.com.br/pub/CDPBrasilReport2008.pdf e podem ser utilizados por qualquer pessoa, desde que citada a fonte.
Todo esse esforço está servindo para difundir o conceito de “governança climática” e sua adoção entre as corporações, fazendo as empresas adotarem medidas, metas ou até mesmo um programa para cuidar de suas emissões, além de planejar adaptações aos desafios que o clima coloca atualmente. Segundo o relatório, essa responsabilidade tem sido atribuída ao conselho de administração ou à alta direção das empresas, reconhecendo-se seu valor estratégico para os negócios.
Em relação às respostas nacionais, muitos desafios já destacados no passado se mantêm na pauta das melhorias possíveis, entre as quais a necessidade de um aprimoramento das estratégias e políticas corporativas, orientando-as para a sustentabilidade de longo prazo, e uma compreensão maior da problemática trazida pelo aquecimento global, sobretudo para alguns setores específicos, como o de transporte aéreo e, especialmente, o da construção civil.
O relatório brasileiro também conclui que as metas de redução da intensidade relativa de emissões por volume ou unidade de produto continuam adiando uma reflexão mais profunda e crucial sobre os rumos do desenvolvimento e as responsabilidades de cidadania planetária que cada governo, cada empresa e cada cidadão deverá inevitavelmente assumir e compartilhar.
E preconiza: “Sob essa perspectiva, a iniciativa do CDP, que define um horizonte de incorporação do tema das mudanças climáticas nas decisões de investimento, deverá evoluir ainda mais em 2009, através de um gerenciamento crescente dos riscos e oportunidades climáticas, nas carteiras de empréstimo e financiamento, que sinalize a migração da fase da mera abertura das informações corporativas para sua efetiva e duradoura utilização”.
Fonte: Envolverde/Instituto Ethos
Notícias em destaque
MS lidera ranking nacional de ILPF com 3,169 mi de hectares
A cada 100 hectares com ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) existentes no Brasil, aproximadamente 18 estão em...
(SILVICULTURA)
Exportações de móveis e colchões prontos recuam no 1º quadrimestre, enquanto embarque de suprimentos cresce
Enquanto o acumulado de janeiro a abril de 2026 apresentou queda nas exportações de móveis e colchões prontos, houve...
(MERCADO)
Como produzir uma floresta energética
A conta fecha ou não fecha no campo e na indústria quando a madeira para energia entra no planejamento sem critério...
(BIOENERGIA)
Ibama publica parecer técnico que embasa exploração sustentável de ipê e cumaru
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disponibilizou o Parecer de Extração...
(GERAL)
Madeira engenheirada lidera revolução industrial na construção civil, reduzindo custos e prazos de obras
A construção civil vive uma transição estrutural. Durante décadas, o setor operou majoritariamente sob...
(MADEIRA E PRODUTOS)
A floresta e a sustentabilidade dos empreendimentos industriais
Os relatórios de sustentabilidade dos grandes empreendimentos, que dependem da madeira como matéria-prima, apresentam hoje uma...
(SILVICULTURA)














