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Notícias
04
mai
2009
(DESMATAMENTO)
Brasileiros preferem a floresta em pé
Pesquisa realizada pelo Datafolha revela que 94% dos entrevistados preferem que cesse a derrubada de árvores, não importando que o preço disso seja brecar a produção agropecuária. Já a alternativa de autorizar mais desmatamento para aumentar a produção foi escolhida por apenas 3% dos entrevistados pela pesquisa.
O levantamento foi uma encomenda da ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira. O Datafolha ouviu 2.055 maiores de 18 anos e com telefone fixo em todo o país. Não há precedentes no modelo da pesquisa para que se possam comparar as opiniões colhidas durante a primeira quinzena de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Para Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra, ” a novidade é que o brasileiro responde sobre florestas começando a fazer contas econômicas: compara com a produção agropecuária, enxerga o papel do varejo, não quer bancar os custos dos passivos dos infratores”.
Mudanças no Cógido Florestal
No Senado, aconteceu mais um capítulo da batalha pela mudança nos limites de desmatamento. As atuais regras - reserva legal de 80% no bioma amazônico - foram fixadas em 2001, como reação a um aumento da devastação na Amazônia. Os ruralistas, que reúnem a maior bancada informal no Congresso, pretendem mudar o Código Florestal até o final do ano.
Tal data não é por acaso. Esse é o prazo previsto para que comecem a valer as punições para quem desmatou acima do limite legal, depois que a entrada em vigor de um decreto presidencial foi adiada pelo próprio governo e pressão dos produtores rurais. A anistia aos produtores que desmataram além do limite legal é defendida por apenas 11% dos entrevistados na pesquisa do Datafolha. A maioria -85%- escolheu a opção de punir os infratores, ainda que essa cobrança signifique aumento nos preços dos produtos agrícolas.
Em outra pergunta mais específica sobre a mudança nas leis que protegem a floresta, 91% dos entrevistados defenderam que a legislação deveria ser mais rigorosa, visando assim dificultar o desmatamento. Uma parcela menor (5%) optou por deixar as leis como estão, e os 4% restantes entenderam que a legislação deveria ser menos rigorosa, inclusive para anistiar aqueles produtores que estão na ilegalidade.
Uma proposta de anistia aos produtores ilegais orquestrada pelo Ministério da Agricultura levou ao impasse as negociações para mudar o Código Florestal durante o ano passado. Ainda assim, algumas mudanças são tidas como acertadas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já concordou em autorizar o uso de espécies exóticas para recompor áreas desmatadas na Amazônia. Ele também avaliza a concessão de prazos de ajuste para quem desmatou antes de os limites se tornarem mais rigoroso.
O levantamento foi uma encomenda da ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira. O Datafolha ouviu 2.055 maiores de 18 anos e com telefone fixo em todo o país. Não há precedentes no modelo da pesquisa para que se possam comparar as opiniões colhidas durante a primeira quinzena de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Para Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra, ” a novidade é que o brasileiro responde sobre florestas começando a fazer contas econômicas: compara com a produção agropecuária, enxerga o papel do varejo, não quer bancar os custos dos passivos dos infratores”.
Mudanças no Cógido Florestal
No Senado, aconteceu mais um capítulo da batalha pela mudança nos limites de desmatamento. As atuais regras - reserva legal de 80% no bioma amazônico - foram fixadas em 2001, como reação a um aumento da devastação na Amazônia. Os ruralistas, que reúnem a maior bancada informal no Congresso, pretendem mudar o Código Florestal até o final do ano.
Tal data não é por acaso. Esse é o prazo previsto para que comecem a valer as punições para quem desmatou acima do limite legal, depois que a entrada em vigor de um decreto presidencial foi adiada pelo próprio governo e pressão dos produtores rurais. A anistia aos produtores que desmataram além do limite legal é defendida por apenas 11% dos entrevistados na pesquisa do Datafolha. A maioria -85%- escolheu a opção de punir os infratores, ainda que essa cobrança signifique aumento nos preços dos produtos agrícolas.
Em outra pergunta mais específica sobre a mudança nas leis que protegem a floresta, 91% dos entrevistados defenderam que a legislação deveria ser mais rigorosa, visando assim dificultar o desmatamento. Uma parcela menor (5%) optou por deixar as leis como estão, e os 4% restantes entenderam que a legislação deveria ser menos rigorosa, inclusive para anistiar aqueles produtores que estão na ilegalidade.
Uma proposta de anistia aos produtores ilegais orquestrada pelo Ministério da Agricultura levou ao impasse as negociações para mudar o Código Florestal durante o ano passado. Ainda assim, algumas mudanças são tidas como acertadas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já concordou em autorizar o uso de espécies exóticas para recompor áreas desmatadas na Amazônia. Ele também avaliza a concessão de prazos de ajuste para quem desmatou antes de os limites se tornarem mais rigoroso.
Fonte: Envolverde/Amazônia.org.br
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