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Notícias
01
mai
2009
(BIOENERGIA)
Setor energético precisa de uma revolução para redução de emissões
De acordo com a pesquisa do Carbon Disclosure Project, ainda falta muito para que os geradores de energia mundiais consigam fazer jus às promessas de ‘limpar’ a produção.
O Relatório das Usinas de Eletricidade 2009 (Electric Utilities Report 2009), divulgado pelo Carbon Disclosure Project (CDP) analisa e compara como as geradoras de energia elétrica medem e gerenciam as emissões de dióxido de carbono (CO2) ao redor do mundo, além de avaliar o custo relativo das emissões e os níveis atuais de risco de exposição para os investidores.
Uma das principais descobertas da pesquisa é que 61% das usinas fazem previsões sobre as emissões futuras e 59% alegam ter planos para reduzi-las, apesar da maioria estabelecer metas baseadas na intensidade das emissões, o que ainda permite o crescimento.
A pesquisa foi respondida por 110 das 249 usinas públicas de energia questionadas e revelou que apenas 16% delas impõe metas para redução das emissões de gases do efeito estufa (GEEs). Menos da metade revelou informações sobre produção de energia por tipo de combustível, dado crítico para a tomada de decisão dos investidores.
As três melhores colocadas na pesquisa são a australiana AGL e as espanholas Iberdrola e Endesa, respectivamente com 81, 82 e 85 pontos, sendo que todas revelaram informações sobre as emissões de GEEs do escopo 1, 2 e 3 e forneceram metas específicas e estratégias para a redução das emissões.
Considerando uma análise por região, na América Latina a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e a CPFL Energia S.A., foram as melhores colocadas com, respectivamente, 51 e 48 pontos.
Uma evolução importante em relação aos dados de 2006 foi a quantidade de empresas de países não-anexo I do Protocolo de Kyoto que revelaram informações quantitativas sobre as emissões. Em 2006 apenas 8% das empresas demonstraram estes dados, este ano 72% delas o fizeram.
O CDP alerta que as emissões de GEEs provenientes de usinas movidas a carvão e outros combustíveis fósseis tendem a crescer aceleradamente se nada for feito. O setor é responsável por 25% das emissões de CO2 mundiais e no ritmo demonstrado pela pesquisa, a tendência é desanimadora.
O relatório pede uma “revolução energética” para reduzir as emissões e ressalta a necessidade do estabelecimento de um preço sobre o carbono, de diminuir o crescimento da demanda por eletricidade e incentivar a substituição de usinas de energia altamente poluentes.
Citando a Agência Internacional de Energia, o relatório projeta que 160 mil megawatts (MW) da produção mundial de eletricidade em usinas a carvão deveriam ser equipados com a tecnologia de captura e armazenamento de carbono para alcançar a meta de estabilizar a concentração atmosférica de GEEs em 550 ppm até 2030.
O CDP é uma organização sem fins lucrativos independente que possui o mais amplo banco de dados do mundo com informações corporativas relacionadas às mudanças climáticas, sendo composto por 475 investidores institucionais que gerenciam cerca de US$ 55 trilhões, entre eles o Banco Real, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú.
O Relatório das Usinas de Eletricidade 2009 (Electric Utilities Report 2009), divulgado pelo Carbon Disclosure Project (CDP) analisa e compara como as geradoras de energia elétrica medem e gerenciam as emissões de dióxido de carbono (CO2) ao redor do mundo, além de avaliar o custo relativo das emissões e os níveis atuais de risco de exposição para os investidores.
Uma das principais descobertas da pesquisa é que 61% das usinas fazem previsões sobre as emissões futuras e 59% alegam ter planos para reduzi-las, apesar da maioria estabelecer metas baseadas na intensidade das emissões, o que ainda permite o crescimento.
A pesquisa foi respondida por 110 das 249 usinas públicas de energia questionadas e revelou que apenas 16% delas impõe metas para redução das emissões de gases do efeito estufa (GEEs). Menos da metade revelou informações sobre produção de energia por tipo de combustível, dado crítico para a tomada de decisão dos investidores.
As três melhores colocadas na pesquisa são a australiana AGL e as espanholas Iberdrola e Endesa, respectivamente com 81, 82 e 85 pontos, sendo que todas revelaram informações sobre as emissões de GEEs do escopo 1, 2 e 3 e forneceram metas específicas e estratégias para a redução das emissões.
Considerando uma análise por região, na América Latina a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e a CPFL Energia S.A., foram as melhores colocadas com, respectivamente, 51 e 48 pontos.
Uma evolução importante em relação aos dados de 2006 foi a quantidade de empresas de países não-anexo I do Protocolo de Kyoto que revelaram informações quantitativas sobre as emissões. Em 2006 apenas 8% das empresas demonstraram estes dados, este ano 72% delas o fizeram.
O CDP alerta que as emissões de GEEs provenientes de usinas movidas a carvão e outros combustíveis fósseis tendem a crescer aceleradamente se nada for feito. O setor é responsável por 25% das emissões de CO2 mundiais e no ritmo demonstrado pela pesquisa, a tendência é desanimadora.
O relatório pede uma “revolução energética” para reduzir as emissões e ressalta a necessidade do estabelecimento de um preço sobre o carbono, de diminuir o crescimento da demanda por eletricidade e incentivar a substituição de usinas de energia altamente poluentes.
Citando a Agência Internacional de Energia, o relatório projeta que 160 mil megawatts (MW) da produção mundial de eletricidade em usinas a carvão deveriam ser equipados com a tecnologia de captura e armazenamento de carbono para alcançar a meta de estabilizar a concentração atmosférica de GEEs em 550 ppm até 2030.
O CDP é uma organização sem fins lucrativos independente que possui o mais amplo banco de dados do mundo com informações corporativas relacionadas às mudanças climáticas, sendo composto por 475 investidores institucionais que gerenciam cerca de US$ 55 trilhões, entre eles o Banco Real, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú.
Fonte: Carbono Brasil
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