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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Pecuária é a principal causa de desmatamento na Amazônia
Grande parte do desmatamento recente na Amazônia brasileira tem como principal causa a pecuária de médio e grande porte. Essa é a principal conclusão do estudo intitulado Causas do Desmatamento da Amazônia Brasileira, do economista ambiental Sérgio Margulis, apresentado ontem aos ministros da Integração Nacional, Ciro Gomes, e do Meio Ambiente, Marina Silva, na sede do Banco Mundial, em Brasília.
O estudo mostra que hoje 12% da Amazônia Legal, cerca de 600 mil km², são áreas de atividade agropecuária. A atividade também seria responsável por 75% das áreas desmatadas na região amazônica. A grande lucratividade da pecuária foi apontada como o maior empecilho para a conscientização dos pecuaristas para evitar o aumento das derrubadas. Segundo o estudo, um pecuarista ganha, em média, US$ 75 por ano por hectare desmatado, mas os custos sociais seriam ainda maiores, de US$ 100 dólares por ano por cada hectare.
Esse seria, segundo Margulis, um forte argumento para que o governo negociasse com os pecuaristas uma forma de compensação que evitasse o desmatamento desordenado da floresta.
Para o ministro Ciro Gomes, é necessário criar alternativas econômicas viáveis para as áreas que já foram desmatadas e criminalizar os desmatamentos futuros. "Existem vastas extensões desflorestadas que estão subtilizadas ou abandonadas que devem ser ocupadas para desestressar a fronteira adiante do desflorestamento e para mostrar a possibilidade de um manejo florestal inclusive mais rentável e mais lucrativo do que destruir a floresta para criar boi", afirmou.
A ministra do Meio Ambiente Marina Silva lembrou que o manejo florestal, ou uso das riquezas da floresta de maneira sustentável, pode ser uma alternativa em substituição à derrubada da floresta. "Além do mais não se precisa ter toda uma estrutura para coibir o desmatamento ilegal ou o uso ilegal da floresta", disse a ministra.
Marina Silva lembrou que já estão em andamento duas ações governamentais importantes para evitar o desmatamento, o programa Amazônia Sustentável, que trabalha políticas de desenvolvimento para a região pensando os programas de infra-estrutura voltados para o desenvolvimento sustentável, tecnologias avançadas, inclusão social e ordenamento territorial, e o Programa de Combate ao Desmatamento, coordenado pela Casa Civil com a participação de 11 ministérios, cujo trabalho está prestes a ser concluído e que propõe políticas focalizadas nas áreas de desmatamento.
"Não é uma tarefa fácil, não se consegue inverter um processo como esse da noite para o dia, mas há um esforço integrado de governo pela primeira vez, já que a tarefa de combater o desmatamento na Amazônia não é uma tarefa apenas do Ministério do Meio Ambiente, se constitui num esforço de governo e uma parceria muito forte com os governos estaduais", disse a ministra.
Marina Silva informou ainda que estudos recentes mostram que o atual governo conseguiu evitar em 2003 cerca de 30% do que foi devastado na Amazônia em 2002.
Irene Lôbo
Fonte: Radiobras
16/fev
O estudo mostra que hoje 12% da Amazônia Legal, cerca de 600 mil km², são áreas de atividade agropecuária. A atividade também seria responsável por 75% das áreas desmatadas na região amazônica. A grande lucratividade da pecuária foi apontada como o maior empecilho para a conscientização dos pecuaristas para evitar o aumento das derrubadas. Segundo o estudo, um pecuarista ganha, em média, US$ 75 por ano por hectare desmatado, mas os custos sociais seriam ainda maiores, de US$ 100 dólares por ano por cada hectare.
Esse seria, segundo Margulis, um forte argumento para que o governo negociasse com os pecuaristas uma forma de compensação que evitasse o desmatamento desordenado da floresta.
Para o ministro Ciro Gomes, é necessário criar alternativas econômicas viáveis para as áreas que já foram desmatadas e criminalizar os desmatamentos futuros. "Existem vastas extensões desflorestadas que estão subtilizadas ou abandonadas que devem ser ocupadas para desestressar a fronteira adiante do desflorestamento e para mostrar a possibilidade de um manejo florestal inclusive mais rentável e mais lucrativo do que destruir a floresta para criar boi", afirmou.
A ministra do Meio Ambiente Marina Silva lembrou que o manejo florestal, ou uso das riquezas da floresta de maneira sustentável, pode ser uma alternativa em substituição à derrubada da floresta. "Além do mais não se precisa ter toda uma estrutura para coibir o desmatamento ilegal ou o uso ilegal da floresta", disse a ministra.
Marina Silva lembrou que já estão em andamento duas ações governamentais importantes para evitar o desmatamento, o programa Amazônia Sustentável, que trabalha políticas de desenvolvimento para a região pensando os programas de infra-estrutura voltados para o desenvolvimento sustentável, tecnologias avançadas, inclusão social e ordenamento territorial, e o Programa de Combate ao Desmatamento, coordenado pela Casa Civil com a participação de 11 ministérios, cujo trabalho está prestes a ser concluído e que propõe políticas focalizadas nas áreas de desmatamento.
"Não é uma tarefa fácil, não se consegue inverter um processo como esse da noite para o dia, mas há um esforço integrado de governo pela primeira vez, já que a tarefa de combater o desmatamento na Amazônia não é uma tarefa apenas do Ministério do Meio Ambiente, se constitui num esforço de governo e uma parceria muito forte com os governos estaduais", disse a ministra.
Marina Silva informou ainda que estudos recentes mostram que o atual governo conseguiu evitar em 2003 cerca de 30% do que foi devastado na Amazônia em 2002.
Irene Lôbo
Fonte: Radiobras
16/fev
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