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Notícias
23
abr
2009
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Abimaq prevê queda de 15% no faturamento do setor
Em um cenário mais pessimista, a redução pode chegar a 30%, além de corte de 25 mil vagas.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) queixou-se das ações realizadas até agora pelo Banco Central do Brasil (BC) para conter os impactos da crise financeira internacional na economia brasileira, em específico sobre o setor de máquinas e equipamentos.
No mais otimista dos cenários, a entidade prevê uma queda de 15% sobre o faturamento bruto. Em um ambiente mais pessimista, esta queda pode chegar a 30%.
No início da crise, em outubro do ano passado, o setor contava com 250 mil postos de trabalho. Já em fevereiro esse número caiu para 238 mil, e a entidade diz que ainda poderá cortar outras 25 mil vagas.
Para manter o emprego dos trabalhadores, a Abimaq montou a seguinte equação: se o setor reduzisse seu resultado líquido em 48% em um cenário pessimista (queda do faturamento bruto de 30%); se fossem reduzidos os impostos sobre vendas em 20%, e se derrubassem as despesas financeiras também em 20%, não haveria a necessidade de se fazer ajustes na mão de obra.
Para tanto, a Abimaq sugere que o BC derrube a Selic à metade, além de garantir aos bancos que seus empréstimos realizados para financiar os investimentos no País sejam quitados. “Para o Banco Central, parece que nada aconteceu no Brasil e no Mundo neste último ano”, disse o assessor da presidência para assuntos econômicos da Abimaq, Mário Bernadini, durante reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp.
O executivo da Abimaq explica que a taxa Selic deveria flutuar entre 5% e 7%, o que forçaria os bancos a “sair da zona de conforto”, provocada pelos juros altos, e começariam a captar clientes.
Setor em números
Durante a reunião do Conselho, Mário Bernardini expôs sua preocupação com as vendas do setor, que no mês passado apresentou uma forte queda de 30% nas exportações de máquinas e equipamentos, sobre o mesmo período do ano passado. Já em relação a janeiro, a redução foi de quase 12%.
As importações também apresentaram arrefecimento. As compras do exterior do setor caíram 8%, em comparação com fevereiro de 2008, e 19,6% em relação a janeiro último.
Na semana passada, o governo federal publicou a Circular 83, que muda as regras para a importação de máquinas usadas. A medida não agradou o setor, que se manifestou contra a Circular. As medidas foram discutidas entre o setor e a Fiesp, que chegaram a um consenso. As propostas das entidades que alteram alguns pontos da Circular 83 foram entregues, em mãos, para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge.
Nos próximos dias, a Fiesp se reunirá novamente com o MDIC e outros órgãos do governo, além de representantes dos trabalhadores, para a elaboração de um documento final, o que, segundo as entidades representativas do setor, não está longe de ser alcançado.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) queixou-se das ações realizadas até agora pelo Banco Central do Brasil (BC) para conter os impactos da crise financeira internacional na economia brasileira, em específico sobre o setor de máquinas e equipamentos.
No mais otimista dos cenários, a entidade prevê uma queda de 15% sobre o faturamento bruto. Em um ambiente mais pessimista, esta queda pode chegar a 30%.
No início da crise, em outubro do ano passado, o setor contava com 250 mil postos de trabalho. Já em fevereiro esse número caiu para 238 mil, e a entidade diz que ainda poderá cortar outras 25 mil vagas.
Para manter o emprego dos trabalhadores, a Abimaq montou a seguinte equação: se o setor reduzisse seu resultado líquido em 48% em um cenário pessimista (queda do faturamento bruto de 30%); se fossem reduzidos os impostos sobre vendas em 20%, e se derrubassem as despesas financeiras também em 20%, não haveria a necessidade de se fazer ajustes na mão de obra.
Para tanto, a Abimaq sugere que o BC derrube a Selic à metade, além de garantir aos bancos que seus empréstimos realizados para financiar os investimentos no País sejam quitados. “Para o Banco Central, parece que nada aconteceu no Brasil e no Mundo neste último ano”, disse o assessor da presidência para assuntos econômicos da Abimaq, Mário Bernadini, durante reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp.
O executivo da Abimaq explica que a taxa Selic deveria flutuar entre 5% e 7%, o que forçaria os bancos a “sair da zona de conforto”, provocada pelos juros altos, e começariam a captar clientes.
Setor em números
Durante a reunião do Conselho, Mário Bernardini expôs sua preocupação com as vendas do setor, que no mês passado apresentou uma forte queda de 30% nas exportações de máquinas e equipamentos, sobre o mesmo período do ano passado. Já em relação a janeiro, a redução foi de quase 12%.
As importações também apresentaram arrefecimento. As compras do exterior do setor caíram 8%, em comparação com fevereiro de 2008, e 19,6% em relação a janeiro último.
Na semana passada, o governo federal publicou a Circular 83, que muda as regras para a importação de máquinas usadas. A medida não agradou o setor, que se manifestou contra a Circular. As medidas foram discutidas entre o setor e a Fiesp, que chegaram a um consenso. As propostas das entidades que alteram alguns pontos da Circular 83 foram entregues, em mãos, para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge.
Nos próximos dias, a Fiesp se reunirá novamente com o MDIC e outros órgãos do governo, além de representantes dos trabalhadores, para a elaboração de um documento final, o que, segundo as entidades representativas do setor, não está longe de ser alcançado.
Fonte: Agência Indusnet Fiesp
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