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Notícias
10
abr
2009
(MANEJO)
Pequenos agricultores terão apoio técnico para manejo de polinizadores
Uma parceria entre os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Agrário com a FAO levará a pequenos agricultores de todas as regiões do País as técnicas de manejo de polinizadores, como abelhas e besouros, capazes de aumentar significativamente a produtividade em diversas lavouras por meio da conservação da cobertura florestal. Serão investidos no projeto US$ 3,5 milhões da FAO e R$ 4 milhões do Fundo de Agronegócios, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
O MMA, segundo o diretor de Conservação da Biodiversidade, Bráulio Dias, já dispõe de subsídio sobre o uso de polinizadores produzidos, especialmente, a partir de experiências-piloto financiadas com recursos do Probio em todas as regiões do País. Eles tiveram como foco especialmente entender o processo da polinização biótica (pelos insetos polinizadores), calcular quanto ela vale e identificar que práticas devem ser promovidas. Os estudos, que estão no prelo para publicação, foram feitos com as culturas de cupuaçu, açaí, murici, araticum, granola, mangaba, umbu, algodão, manga, goiaba, maracujá e tomate.
"As experiências mostraram que os resultados do serviço polinização dependem do tipo de cultura e do contexto onde ela se encontra. Mas os hábitats dos polinizadores, que são as coberturas florestais nativas, normalmente estão nas terras do vizinho, das quais ele se beneficia", relata Bráulio.
A polinização também foi tema da palestra da professora Flávia Ferreira, da Universidade Federal de Viçosa, no Seminário Nacional sobre Pagamento por Serviços Ambientais, promovido pela Secretaria de Biodiversidade e Floresta do MMA, em Brasília. Ela relatou a pesquisa que realizou em fazendas de café dos municípios de Arapongas e Viçosa, na Zona da Mata mineira, em culturas convencionais - plantas em fileiras e limpas - e agroflorestais - combinadas com espécies florestais. Em ambos as simulações houve um aumento de produtividade, sendo mais acentuada para os plantios convencionais vizinhos a fragmentos de florestas. Esses resultados, segundo a pesquisadora, mostram que não será difícil atribuir valor e remunerar o serviço ambiental de polinização. "Medir a polinização não é caro e é relativamente fácil. Basta se tomar uma decisão e treinar pessoas para a tarefa".
Ainda apresentaram trabalhos, no encontro, os professores Clemente Coelho, da Universidade Federal de Pernambuco, que falou sobre O valor dos ecossistemas costeiros; o professor Ademar Romeiro, da Unicamp, que falou sobre pagamento por serviços na Amazônia e Wilson Loureiro, do Instituto Ambiental do Paraná, que falou sobre a aplicação do ICMS Ecológico no estado. Nesta tarde, os participantes reuniram-se em grupos de trabalho que apresentarão nesta quarta-feira resultados na forma de sugestões para o aperfeiçoamento do projeto de lei que será encaminhado ao Congresso para a criação da Política Nacional de Serviços Ambientais e o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais.
O MMA, segundo o diretor de Conservação da Biodiversidade, Bráulio Dias, já dispõe de subsídio sobre o uso de polinizadores produzidos, especialmente, a partir de experiências-piloto financiadas com recursos do Probio em todas as regiões do País. Eles tiveram como foco especialmente entender o processo da polinização biótica (pelos insetos polinizadores), calcular quanto ela vale e identificar que práticas devem ser promovidas. Os estudos, que estão no prelo para publicação, foram feitos com as culturas de cupuaçu, açaí, murici, araticum, granola, mangaba, umbu, algodão, manga, goiaba, maracujá e tomate.
"As experiências mostraram que os resultados do serviço polinização dependem do tipo de cultura e do contexto onde ela se encontra. Mas os hábitats dos polinizadores, que são as coberturas florestais nativas, normalmente estão nas terras do vizinho, das quais ele se beneficia", relata Bráulio.
A polinização também foi tema da palestra da professora Flávia Ferreira, da Universidade Federal de Viçosa, no Seminário Nacional sobre Pagamento por Serviços Ambientais, promovido pela Secretaria de Biodiversidade e Floresta do MMA, em Brasília. Ela relatou a pesquisa que realizou em fazendas de café dos municípios de Arapongas e Viçosa, na Zona da Mata mineira, em culturas convencionais - plantas em fileiras e limpas - e agroflorestais - combinadas com espécies florestais. Em ambos as simulações houve um aumento de produtividade, sendo mais acentuada para os plantios convencionais vizinhos a fragmentos de florestas. Esses resultados, segundo a pesquisadora, mostram que não será difícil atribuir valor e remunerar o serviço ambiental de polinização. "Medir a polinização não é caro e é relativamente fácil. Basta se tomar uma decisão e treinar pessoas para a tarefa".
Ainda apresentaram trabalhos, no encontro, os professores Clemente Coelho, da Universidade Federal de Pernambuco, que falou sobre O valor dos ecossistemas costeiros; o professor Ademar Romeiro, da Unicamp, que falou sobre pagamento por serviços na Amazônia e Wilson Loureiro, do Instituto Ambiental do Paraná, que falou sobre a aplicação do ICMS Ecológico no estado. Nesta tarde, os participantes reuniram-se em grupos de trabalho que apresentarão nesta quarta-feira resultados na forma de sugestões para o aperfeiçoamento do projeto de lei que será encaminhado ao Congresso para a criação da Política Nacional de Serviços Ambientais e o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais.
Fonte: MMA
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