Voltar
Notícias
19
mar
2009
(ECONOMIA)
Economia de baixas emissões de CO2 vale US$ 4,1 trilhões
Governo britânico lança programa para centralizar os projetos de tecnologias limpas e outras indústrias ambientais e divulga pesquisa que demonstra o grande valor econômico da área.
A economia mundial ligada a produtos e serviços ambientais e de baixas emissões (LCEGS), como as energias renováveis, energia nuclear, mercado de carbono e reciclagem, foi avaliada em US$ 4,1 trilhões em 2008 de acordo com um estudo encomendado pelo governo britânico.
Segundo os analistas da Innovas, responsáveis pela análise, o setor movimentou US$ 151 bilhões apenas no Reino Unido em 2007/2008 e foi responsável por 880 mil empregos. Para se ter uma idéia, a economia britânica como um todo foi avaliada em US$ 2,2 trilhões no mesmo período. O Innovas previu ainda que haverá um crescimento de US$ 64 bilhões na próxima década e a criação de cerca de 400 mil empregos.
O relatório divide o setor de LCEGS em três partes: serviços ambientais tradicionais, como reciclagem e administração de água e lixo; renováveis, como eólica, solar e biomassa; e baixas emissões, incluindo energia nuclear, mercado de carbono e tecnologias de construção.
O estudo descobriu que o comércio de baixas emissões, como os mercados de carbono, respondem por quase metade do setor de LCEGS, somando mais de US$ 1,9 trilhões. As energias renováveis são 31% (US$ 1,3 trilhões), enquanto as atividades ambientais tradicionais respondem pelos 21% restantes (US$ 930 bilhões).
O maior mercado para o setor é a Ásia, que representa 38% do total global, seguida pelas Américas, com 30%, e Europa 27%. Entretanto, o LCEGS é avaliado em US$ 890 bilhões nos EUA, a maior fatia de um único país. A China vem em segundo, com US$ 581 bilhões.
Estratégia
A pesquisa foi publicada no lançamento do projeto do governo britânico “Low-Carbon Business Strategy” (Estratégia de Negócios de Baixas Emissões), que tem o objetivo de guiar os esforços do país para tira vantagem das oportunidades apresentadas pelas tecnologias baixas emissões e outras indústrias ambientais.
Em seu discurso no lançamento do projeto, o Secretário de Comércio do Reino Unido, Peter Madelson definiu a importância da iniciativa. “A indústria de baixas emissões não deveria ser um setor da economia, mas sim toda a nossa economia. O potencial do mercado global é imenso”.
O “Low-Carbon Business Strategy” visa incentivar quatro áreas fundamentais: eficiência energética; infra-estrutura para um futuro de baixas emissões; desenvolvimento e produção de veículos verdes; e tornar o Reino Unido um local atraente para investimentos e negócios de baixas emissões.
Para especialistas, o potencial britânico para se tornar um grande centro do pensamento das mudanças climáticas é muito promissor. Atualmente 30% de todos os investimentos em energia limpa da Europa são feitos no país.
“Infra-estrutura, laboratórios e mão-de-obra qualificada o Reino Unido já possui. Com o incremento da vontade política, parece natural que o país se torne um dos principais endereços para o investimento em novas tecnologias de baixas emissões”, conclui o presidente do St David`s Eco City Group, Andy Middleton.
A economia mundial ligada a produtos e serviços ambientais e de baixas emissões (LCEGS), como as energias renováveis, energia nuclear, mercado de carbono e reciclagem, foi avaliada em US$ 4,1 trilhões em 2008 de acordo com um estudo encomendado pelo governo britânico.
Segundo os analistas da Innovas, responsáveis pela análise, o setor movimentou US$ 151 bilhões apenas no Reino Unido em 2007/2008 e foi responsável por 880 mil empregos. Para se ter uma idéia, a economia britânica como um todo foi avaliada em US$ 2,2 trilhões no mesmo período. O Innovas previu ainda que haverá um crescimento de US$ 64 bilhões na próxima década e a criação de cerca de 400 mil empregos.
O relatório divide o setor de LCEGS em três partes: serviços ambientais tradicionais, como reciclagem e administração de água e lixo; renováveis, como eólica, solar e biomassa; e baixas emissões, incluindo energia nuclear, mercado de carbono e tecnologias de construção.
O estudo descobriu que o comércio de baixas emissões, como os mercados de carbono, respondem por quase metade do setor de LCEGS, somando mais de US$ 1,9 trilhões. As energias renováveis são 31% (US$ 1,3 trilhões), enquanto as atividades ambientais tradicionais respondem pelos 21% restantes (US$ 930 bilhões).
O maior mercado para o setor é a Ásia, que representa 38% do total global, seguida pelas Américas, com 30%, e Europa 27%. Entretanto, o LCEGS é avaliado em US$ 890 bilhões nos EUA, a maior fatia de um único país. A China vem em segundo, com US$ 581 bilhões.
Estratégia
A pesquisa foi publicada no lançamento do projeto do governo britânico “Low-Carbon Business Strategy” (Estratégia de Negócios de Baixas Emissões), que tem o objetivo de guiar os esforços do país para tira vantagem das oportunidades apresentadas pelas tecnologias baixas emissões e outras indústrias ambientais.
Em seu discurso no lançamento do projeto, o Secretário de Comércio do Reino Unido, Peter Madelson definiu a importância da iniciativa. “A indústria de baixas emissões não deveria ser um setor da economia, mas sim toda a nossa economia. O potencial do mercado global é imenso”.
O “Low-Carbon Business Strategy” visa incentivar quatro áreas fundamentais: eficiência energética; infra-estrutura para um futuro de baixas emissões; desenvolvimento e produção de veículos verdes; e tornar o Reino Unido um local atraente para investimentos e negócios de baixas emissões.
Para especialistas, o potencial britânico para se tornar um grande centro do pensamento das mudanças climáticas é muito promissor. Atualmente 30% de todos os investimentos em energia limpa da Europa são feitos no país.
“Infra-estrutura, laboratórios e mão-de-obra qualificada o Reino Unido já possui. Com o incremento da vontade política, parece natural que o país se torne um dos principais endereços para o investimento em novas tecnologias de baixas emissões”, conclui o presidente do St David`s Eco City Group, Andy Middleton.
Fonte: Carbono Brasil
Notícias em destaque
Vale da Celulose inicia produção de eucalipto que consome menos água
Resultado de nove anos de pesquisa no Brasil, novos clones de eucalipto tolerantes à seca, mais resistentes às principais...
(TECNOLOGIA)
Clones de eucalipto mais resistentes à seca avançam no Brasil e impulsionam a produtividade florestal
Desenvolvidos em parceria entre universidades e empresas, os novos materiais chegam ao mercado para aumentar a eficiência e a...
(TECNOLOGIA)
O webinar da ITTO-BMLEH aborda métodos de controle de pragas para melhorar a produção de teca.
O controle eficaz das principais pragas que afetam as plantações e florestas naturais de teca é crucial para reduzir as...
(INTERNACIONAL)
Associação de fabricantes de pisos lança programa de inteligência do setor.
O Programa de Inteligência da Indústria é uma iniciativa contínua de avaliação comparativa, concebida...
(GERAL)
Adeus, deck de madeira natural: o deck de madeira plástica (WPC) vira tendência em áreas externas em 2026, segundo arquitetos
WPC significa Wood Plastic Composite, ou compósito de madeira e plástico.
O deck de madeira plástica, conhecido pela...
(GERAL)
Um banco de madeira e a geografia dos materiais
As imagens dos bancos do High Line Park, em Nova York, correram o mundo quando o projeto foi inaugurado em 2009. Emergindo diagonalmente do mesmo...
(GERAL)














