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Notícias
27
fev
2009
(GERAL)
Veja que setores estão reagindo bem à crise mundial
A crise financeira mundial acabou revelando um lado positivo para alguns setores da economia. Quem não é totalmente dependente do mercado externo está conseguindo sobreviver bem ao atual momento, devido às vendas internas. E para aquelas áreas em que os produtos são bens quase essenciais, como alimentos, bebidas e roupas, a situação está pedindo até investimentos nos parques industriais.
A desaceleração econômica, no primeiro momento, afetou os setores que vendem commodities como minério de ferro, celulose e aço, com efeitos na Vale, Samarco, Aracruz e ArcelorMittal Tubarão. Devido aos problemas enfrentados pelo setor imobiliário nos Estados Unidos, o segmento de rochas ornamentais no Estado foi outro que sentiu de imediato os efeitos da crise.
Os setores mais voltados para o mercado interno, no entanto, sentiram menos os efeitos e estão conseguindo enfrentar melhor os primeiros meses do ano, conforme mostram os dados de desempenho da economia e das próprias empresas. Este é o caso de setores como confecção e vestuário, alimentos e bebidas, setor moveleiro, metalmecânico e mesmo de rochas ornamentais.
Este último, apesar de ter sofrido redução significativa nas exportações nos três últimos meses, deve começar a se beneficiar com o aumento na cotação do dólar, acreditam os especialistas.
Confecção
O setor de confecção tem perspectivas de crescimento neste anos segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Em 2008, o segmento cresceu 17%. A concorrência com os produtos chineses, devido à alta do dólar, foi amenizada. A marca Ravely, que possui fábrica localizada em Colatina e tem 23 anos de mercado, planeja crescimento de 20% no volume de produção, passando de 300 para 360 mil peças em 2009.
Para atingir a meta, a empresa prevê a conquista de novos parceiros e acaba de investir num setor próprio para mostruário, criando 30 empregos diretos.
"O fato novo, surgido a partir da crise mundial, é que o mercado interno é que se tornou mais atrativo para as empresas exatamente em função da crise", explica o secretário e Desenvolvimento, Guilherme Dias.
"Este é o momento certo de se olhar para o mercado interno. De ver as alternativas de crescimento do mercado", avalia o superintendete do Iel/Ideis (entidade ligada à Federação das Indústrias), Benildo Denadai.
"A crise, que é mundial, está nos mostrando que o Brasil está numa situação melhor do que em relação às outras crises mundiais. O mercado interno, portanto, é o que está ajudando muitos segmentos da economia", avalia Denadai. Ele cita como exemplo os setores de alimentos, bebidas, confecção, vestuário, móveis, e mesmo rochas ornamentais, apesar da sua dependência parcial do mercado externo.
Arara Azul vai dobrar rede de postos
A Rede Arara Azul vai dobrar o número de postos de combustíveis este ano, ampliando a rede para 40 unidades no país. No Espírito Santo, onde hoje há nove estações de abastecimento, outras três devem ser abertas ainda em 2009. Na contramão da crise, a empresa capixaba registrou faturamento de R$ 150 milhões em 2008. E os consumidores capixabas foram beneficiados com a queda de 3,14% no preço do gás natural veiculas (GNV), com repasse integral da redução de preços da Petrobras. O grupo Arara Azul está confiante de que a diminuição pode impulsionar o aumento da conversão de automóveis para GNV. O motorista que abastece o carro com um metro cúbico de GNV percorre 14 quilômetros. Já com um litro de álcool, é possível rodar a metade da distância.
Panorama no Estado
Confecção
Setor voltado para o mercado interno, sentiu menos os efeitos da crise internacional. A valorização do dólar reduziu a concorrência com os produtos importados
Setor moveleiro
Um dos setores que não necessita de grande financiamento para a venda do produto final ao consumidor e os produtos são de menor valor, ao contrário do setor automobilístico, por exemplo.
Metalmecânico
Com exceção das grandes empresas, que reduziram ao serviço das terceirizadas devido à crise mundial, o setor metalmecânico vem enfrentando a crise bem, por causa de outros projetos que estão contratando
Rochas ornamentais
Enfrentou problemas no início devido à crise imobiliária nos Estados Unidos que gerou a crise mundial, mas se beneficiou com o aumento na cotação do dólar o que beneficiará nos próximos meses
Produtos agrícolas
Como o café, por exemplo, não sofreram grandes variações de preços, mesmo sendo uma atividade exportadora. É bom para a economia capixaba pois garante boa renda para produtores rurais
Petróleo e gás
Apesar da queda no preço internacional do petróleo, para o Espírito Santo os investimentos planejados são muito importantes porque geram empregos e movimentam a economia do Estado. Eles estão garantidos.
A desaceleração econômica, no primeiro momento, afetou os setores que vendem commodities como minério de ferro, celulose e aço, com efeitos na Vale, Samarco, Aracruz e ArcelorMittal Tubarão. Devido aos problemas enfrentados pelo setor imobiliário nos Estados Unidos, o segmento de rochas ornamentais no Estado foi outro que sentiu de imediato os efeitos da crise.
Os setores mais voltados para o mercado interno, no entanto, sentiram menos os efeitos e estão conseguindo enfrentar melhor os primeiros meses do ano, conforme mostram os dados de desempenho da economia e das próprias empresas. Este é o caso de setores como confecção e vestuário, alimentos e bebidas, setor moveleiro, metalmecânico e mesmo de rochas ornamentais.
Este último, apesar de ter sofrido redução significativa nas exportações nos três últimos meses, deve começar a se beneficiar com o aumento na cotação do dólar, acreditam os especialistas.
Confecção
O setor de confecção tem perspectivas de crescimento neste anos segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Em 2008, o segmento cresceu 17%. A concorrência com os produtos chineses, devido à alta do dólar, foi amenizada. A marca Ravely, que possui fábrica localizada em Colatina e tem 23 anos de mercado, planeja crescimento de 20% no volume de produção, passando de 300 para 360 mil peças em 2009.
Para atingir a meta, a empresa prevê a conquista de novos parceiros e acaba de investir num setor próprio para mostruário, criando 30 empregos diretos.
"O fato novo, surgido a partir da crise mundial, é que o mercado interno é que se tornou mais atrativo para as empresas exatamente em função da crise", explica o secretário e Desenvolvimento, Guilherme Dias.
"Este é o momento certo de se olhar para o mercado interno. De ver as alternativas de crescimento do mercado", avalia o superintendete do Iel/Ideis (entidade ligada à Federação das Indústrias), Benildo Denadai.
"A crise, que é mundial, está nos mostrando que o Brasil está numa situação melhor do que em relação às outras crises mundiais. O mercado interno, portanto, é o que está ajudando muitos segmentos da economia", avalia Denadai. Ele cita como exemplo os setores de alimentos, bebidas, confecção, vestuário, móveis, e mesmo rochas ornamentais, apesar da sua dependência parcial do mercado externo.
Arara Azul vai dobrar rede de postos
A Rede Arara Azul vai dobrar o número de postos de combustíveis este ano, ampliando a rede para 40 unidades no país. No Espírito Santo, onde hoje há nove estações de abastecimento, outras três devem ser abertas ainda em 2009. Na contramão da crise, a empresa capixaba registrou faturamento de R$ 150 milhões em 2008. E os consumidores capixabas foram beneficiados com a queda de 3,14% no preço do gás natural veiculas (GNV), com repasse integral da redução de preços da Petrobras. O grupo Arara Azul está confiante de que a diminuição pode impulsionar o aumento da conversão de automóveis para GNV. O motorista que abastece o carro com um metro cúbico de GNV percorre 14 quilômetros. Já com um litro de álcool, é possível rodar a metade da distância.
Panorama no Estado
Confecção
Setor voltado para o mercado interno, sentiu menos os efeitos da crise internacional. A valorização do dólar reduziu a concorrência com os produtos importados
Setor moveleiro
Um dos setores que não necessita de grande financiamento para a venda do produto final ao consumidor e os produtos são de menor valor, ao contrário do setor automobilístico, por exemplo.
Metalmecânico
Com exceção das grandes empresas, que reduziram ao serviço das terceirizadas devido à crise mundial, o setor metalmecânico vem enfrentando a crise bem, por causa de outros projetos que estão contratando
Rochas ornamentais
Enfrentou problemas no início devido à crise imobiliária nos Estados Unidos que gerou a crise mundial, mas se beneficiou com o aumento na cotação do dólar o que beneficiará nos próximos meses
Produtos agrícolas
Como o café, por exemplo, não sofreram grandes variações de preços, mesmo sendo uma atividade exportadora. É bom para a economia capixaba pois garante boa renda para produtores rurais
Petróleo e gás
Apesar da queda no preço internacional do petróleo, para o Espírito Santo os investimentos planejados são muito importantes porque geram empregos e movimentam a economia do Estado. Eles estão garantidos.
Fonte: Denise Zandonadi - A Gazeta
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