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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Mercado asiático deve ser o foco do setor de madeira sólida.
Além de consolidar a participação nos Estados Unidos e na Europa, empresários pretendem aumentar as negociações com a China.
Com a estimativa de fechar as exportações deste ano em US$ 2,5 bilhões, o setor de madeira mecanicamente processada traça novas metas para 2004. A ligeira alta em relação ao ano anterior, no qual as exportações atingiram US$ 2,2 bilhões, e o reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros pelos importadores garante a confiança dos empresários para o próximo ano. A expectativa é consolidar os mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, mas também entrar com mais força na Ásia.
Para o diretor da Regional Sul da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente - ABIMCI, Renato Napoli, o primeiro semestre de 2004 deverá ser semelhante aos últimos três meses (setembro, outubro e novembro). “Nesse período tivemos uma recuperação de demanda e preço, principalmente do compensado de Pinus”, afirma Napoli. A previsão do diretor é que o mercado europeu se mantenha estável e que a aposta do setor será nos países asiáticos. Até outubro deste ano, as exportações de produtos de madeira sólida para a China somaram mais de US$ 99 milhões. Em 2002, foram US$ 78 milhões.
Esse trabalho de aproximação com a China já vem sendo realizado pela ABIMCI. Uma comitiva de empresários visitou o país no ano passado para apresentar os produtos brasileiros e abrir portas para o setor madeireiro. De acordo com presidente da ABIMCI, Odelir Battistella, a tendência é que a Ásia tenha uma participação significativa para as exportações do setor de base florestal. “Leva-se muito tempo para conquistar um novo mercado, mas o setor está trabalhando para isso”, garante Battistella. Ele ainda lembra que os países do Oriente Médio também podem ser uma oportunidade de negócios. Para o diretor da Regional Sul, em 10 anos, a China poderá se tornar um mercado igual ou até maior que o americano. Entre as dificuldades apontadas pelos empresários para uma maior integração entre China e Brasil está a comunicação. “O idioma ainda é uma barreira a ser superada”, diz o presidente da entidade.
Aposta na qualidade
O vice-presidente do Comitê de Compensado de Pinus da ABIMCI, Paulo Roberto Pupo, também acredita em um bom desempenho do setor em 2004. “Com a qualidade do produto brasileiro, a tendência é consolidarmos os mercados já conquistados”, afirma Pupo. Em relação à qualidade dos produtos de madeira, o Brasil sai na frente, pois já assinou um acordo com a certificadora européia BM TRADA, reconhecendo o Programa Nacional de Qualidade da Madeira – PNQM para a emissão da marca de conformidade CE Marking no Brasil.
Segundo a ABIMCI, até o fim do ano a indústria madeireira terá as primeiras empresas com o CE no país. “Vamos garantir as exportações para os países da Comunidade Européia, que passarão a exigir a partir de abril do ano que vem essa marca de conformidade dos produtos de madeira para uso estrutural”, completa Pupo. Os blocos econômicos do NAFTA (Estados Unidos, Canadá e México) e da União Européia ficam com 78% das exportações brasileiras de madeira sólida. Das exportações do Estado do Paraná, por exemplo, 65% destinam-se aos países europeus.
De acordo com os dados da ABIMCI, os produtos de madeira sólida representam cerca de 3,5 % do total das exportações do país. Para se ter uma idéia, de janeiro a outubro deste ano, entre os produtos selecionados exportados, a madeira ficou na frente do café (pouco mais de US$1 bilhão) e do alumínio (US$ 1,4 bilhão).
Mercado interno
Em relação ao mercado interno, o presidente da Associação garante que somente com uma retomada do crescimento do país a indústria madeireira poderá ter um aumento de negócios. “O volume de vendas para o mercado interno é praticamente nulo, por isso, os empresários se voltaram para as exportações, entretanto a indústria tem condições de atender os dois mercados”, completa Battistella.
Juliane Ferreira - ferreirajuliane@terra.com.br
Fonte: Abimci
15/dez/03
Com a estimativa de fechar as exportações deste ano em US$ 2,5 bilhões, o setor de madeira mecanicamente processada traça novas metas para 2004. A ligeira alta em relação ao ano anterior, no qual as exportações atingiram US$ 2,2 bilhões, e o reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros pelos importadores garante a confiança dos empresários para o próximo ano. A expectativa é consolidar os mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, mas também entrar com mais força na Ásia.
Para o diretor da Regional Sul da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente - ABIMCI, Renato Napoli, o primeiro semestre de 2004 deverá ser semelhante aos últimos três meses (setembro, outubro e novembro). “Nesse período tivemos uma recuperação de demanda e preço, principalmente do compensado de Pinus”, afirma Napoli. A previsão do diretor é que o mercado europeu se mantenha estável e que a aposta do setor será nos países asiáticos. Até outubro deste ano, as exportações de produtos de madeira sólida para a China somaram mais de US$ 99 milhões. Em 2002, foram US$ 78 milhões.
Esse trabalho de aproximação com a China já vem sendo realizado pela ABIMCI. Uma comitiva de empresários visitou o país no ano passado para apresentar os produtos brasileiros e abrir portas para o setor madeireiro. De acordo com presidente da ABIMCI, Odelir Battistella, a tendência é que a Ásia tenha uma participação significativa para as exportações do setor de base florestal. “Leva-se muito tempo para conquistar um novo mercado, mas o setor está trabalhando para isso”, garante Battistella. Ele ainda lembra que os países do Oriente Médio também podem ser uma oportunidade de negócios. Para o diretor da Regional Sul, em 10 anos, a China poderá se tornar um mercado igual ou até maior que o americano. Entre as dificuldades apontadas pelos empresários para uma maior integração entre China e Brasil está a comunicação. “O idioma ainda é uma barreira a ser superada”, diz o presidente da entidade.
Aposta na qualidade
O vice-presidente do Comitê de Compensado de Pinus da ABIMCI, Paulo Roberto Pupo, também acredita em um bom desempenho do setor em 2004. “Com a qualidade do produto brasileiro, a tendência é consolidarmos os mercados já conquistados”, afirma Pupo. Em relação à qualidade dos produtos de madeira, o Brasil sai na frente, pois já assinou um acordo com a certificadora européia BM TRADA, reconhecendo o Programa Nacional de Qualidade da Madeira – PNQM para a emissão da marca de conformidade CE Marking no Brasil.
Segundo a ABIMCI, até o fim do ano a indústria madeireira terá as primeiras empresas com o CE no país. “Vamos garantir as exportações para os países da Comunidade Européia, que passarão a exigir a partir de abril do ano que vem essa marca de conformidade dos produtos de madeira para uso estrutural”, completa Pupo. Os blocos econômicos do NAFTA (Estados Unidos, Canadá e México) e da União Européia ficam com 78% das exportações brasileiras de madeira sólida. Das exportações do Estado do Paraná, por exemplo, 65% destinam-se aos países europeus.
De acordo com os dados da ABIMCI, os produtos de madeira sólida representam cerca de 3,5 % do total das exportações do país. Para se ter uma idéia, de janeiro a outubro deste ano, entre os produtos selecionados exportados, a madeira ficou na frente do café (pouco mais de US$1 bilhão) e do alumínio (US$ 1,4 bilhão).
Mercado interno
Em relação ao mercado interno, o presidente da Associação garante que somente com uma retomada do crescimento do país a indústria madeireira poderá ter um aumento de negócios. “O volume de vendas para o mercado interno é praticamente nulo, por isso, os empresários se voltaram para as exportações, entretanto a indústria tem condições de atender os dois mercados”, completa Battistella.
Juliane Ferreira - ferreirajuliane@terra.com.br
Fonte: Abimci
15/dez/03
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