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Notícias
05
abr
2008
(DESMATAMENTO)
Fazendeiros desmatam 6 mil hectares em MT
O governador Blairo Maggi foi exortado novamente nesta sexta-feira a adotar uma postura mais radical em relação ao Governo Lula por causa do tratamento que o Estado vem recebendo da área ambiental federal. Reunido com políticos e representantes dos segmentos empresariais e econômicos do Estado, Maggi prometeu marcar uma agenda com o presidente Lula para discutir o assunto. Apesar disso, essa não foi a tônica da reunião. No encontro, deputados, produtores e empresários pediram que o Governo “prenda” dois fazendeiros na cidade de Feliz Natal, no Norte do Estado.
Sem precisar nomes, os participantes da reunião foram taxativos ao condenar a atitude dos proprietários rurais pelo fato de ter desmatado 6 mil hectares – o que equivale a 40 campos de futebol – sem autorização. “Isso foi de uma irresponsabilidade sem tamanho” – lastimou o deputado federal Homero Pereira (PR), articulador do movimento que tenta derrubar o “embargo econômico” criado pelas medidas restritivas baixadas pela área ambiental do Governo Lula. Para ele, esses proprietários rurais estão prejudicando a imagem de Mato Grosso.
De acordo com os dados do sistema Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Mato Grosso concentra 88% do desmatamento total registrado. Em fevereiro, a área devastada no Estado foi de 639 quilômetros quadrados e cresceu 68% em relação ao mês anterior. Mesmo sob o período de chuvas. Resultado: mais restrições foram baixadas.
“São dois criminosos que precisam imediatamente ir presos” – exortou o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Mendes, um dos participantes da reunião com o governador. Ele lembrou que existe uma recomendação expressa do setor produtivo do Estado para que as atividades florestais estejam rigorosamente dentro da lei para evitar mais pressão ambiental sobre a região. “É evidente que há perseguição a produção em Mato Grosso” – destacou o industrial, que, junto com Homero Pereira, relatou casos de indignação social. “Mato Grosso não pode pagar pelas palhaçadas dos criminosos ambientais” – concluiu.
Com sua propriedade rural em Sinop embargada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama), o deputado estadual Dilceu Dal´Bosco foi taxativo ao condenar as medidas restritivas lançadas pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo ele, a ministra Marina Silva “está blindada”, inatingível. Para ele, é preciso que haja uma forte mobilização do Estado porque os riscos são efetivos tanto para economia como também aos aspectos sociais.
Maggi vai tentar negociar com Lula, mas a classe produtora e prefeitos de Mato Grosso já não acredita que haverá um desfecho favorável. Homero Pereira disse que a proposta de "fechar" o Estado em protesto a ampliação do decreto 6.321, do Ministério do Meio Ambiente, está viva. Ele disse que, a princípio, vai se aguardar os resultados desse encontro. A medida, segundo ele, pode ser considerada como uma “intervenção branca” no Estado.
Sem precisar nomes, os participantes da reunião foram taxativos ao condenar a atitude dos proprietários rurais pelo fato de ter desmatado 6 mil hectares – o que equivale a 40 campos de futebol – sem autorização. “Isso foi de uma irresponsabilidade sem tamanho” – lastimou o deputado federal Homero Pereira (PR), articulador do movimento que tenta derrubar o “embargo econômico” criado pelas medidas restritivas baixadas pela área ambiental do Governo Lula. Para ele, esses proprietários rurais estão prejudicando a imagem de Mato Grosso.
De acordo com os dados do sistema Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Mato Grosso concentra 88% do desmatamento total registrado. Em fevereiro, a área devastada no Estado foi de 639 quilômetros quadrados e cresceu 68% em relação ao mês anterior. Mesmo sob o período de chuvas. Resultado: mais restrições foram baixadas.
“São dois criminosos que precisam imediatamente ir presos” – exortou o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Mendes, um dos participantes da reunião com o governador. Ele lembrou que existe uma recomendação expressa do setor produtivo do Estado para que as atividades florestais estejam rigorosamente dentro da lei para evitar mais pressão ambiental sobre a região. “É evidente que há perseguição a produção em Mato Grosso” – destacou o industrial, que, junto com Homero Pereira, relatou casos de indignação social. “Mato Grosso não pode pagar pelas palhaçadas dos criminosos ambientais” – concluiu.
Com sua propriedade rural em Sinop embargada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama), o deputado estadual Dilceu Dal´Bosco foi taxativo ao condenar as medidas restritivas lançadas pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo ele, a ministra Marina Silva “está blindada”, inatingível. Para ele, é preciso que haja uma forte mobilização do Estado porque os riscos são efetivos tanto para economia como também aos aspectos sociais.
Maggi vai tentar negociar com Lula, mas a classe produtora e prefeitos de Mato Grosso já não acredita que haverá um desfecho favorável. Homero Pereira disse que a proposta de "fechar" o Estado em protesto a ampliação do decreto 6.321, do Ministério do Meio Ambiente, está viva. Ele disse que, a princípio, vai se aguardar os resultados desse encontro. A medida, segundo ele, pode ser considerada como uma “intervenção branca” no Estado.
Fonte: 24 Horas News
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