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Notícias
29
mar
2008
(PAPEL E CELULOSE)
Klabin avaliará investimentos em etanol celulósico
A fabricante de papel Klabin, que mudará seu comando em abril, está decidida a fazer com que suas florestas produzam mais do que hoje, podendo vir a fabricar combustíveis renováveis a partir da celulose.
Indicado para ocupar o cargo de diretor-geral, Reinoldo Poernbacher faz as contas de quanto poderá produzir em uma década administrando a mesma quantidade de recursos naturais. "Por meio de pesquisa e desenvolvimento, é possível extrair mais das florestas. A meta com o avanço tecnológico é produzir 50% mais em dez anos", declara Poernbacher, que substituirá o espanhol naturalizado brasileiro Miguel Sampol no comando geral da centenária companhia desde 2002.
Tendo acumulado experiência nos últimos anos na área de negócios florestais da empresa, Poernbacher faz planos de aprofundar o conceito de multiuso dos recursos das florestas. "Agora qualquer análise de investimento na Klabin passa por considerar a fabricação de combustíveis gerados a partir da celulose", diz.
Nos últimos tempos, a empresa tem se envolvido em eventos internacionais ligados à discussão de biomassa. Executivos estiveram recentemente na Suécia discutindo e analisando as atuais alternativas. "Hoje já há o conhecimento, mas, por questões de custo, não é possível produzir combustíveis a partir da celulose com competitividade”.
A Klabin possui 431 mil hectares de terras principalmente no Paraná e Santa Catarina. Deste total, 157 mil hectares são de pinus e 58 mil hectares de eucaliptos plantados. Entre 2006 e 2008, há planos de aumentar em 40 mil hectares a área de plantio próprio, além de pelo menos 25 mil hectares de plantio terceirizado. Mas praticamente toda a receita líquida da companhia, que em 2007 foi de R$ 2,7 bilhões, foi gerada com a produção de papéis e afins.
Natural de Joaçaba (SC) e engenheiro químico pela UFPR, Poernbacher começou sua trajetória profissional na indústria petroquímica, começando pela Petrobras no fim dos anos 60. Ele passou por empresas privadas no pólo de Camaçari, na Bahia, quando entrou, em 1994, na Klabin para atuar no projeto de produção de celulose solúvel. Em 1999, mudou para o QG da empresa em São Paulo. Poernbacher substitui Sampol numa fase em que a Klabin acaba de concluir um investimento em produtos de maior margem e planeja seu novo ciclo de investimentos.
Miguel Sampol explicou que sua saída vinha sendo negociada com o conselho de administração ao longo de 2007. "Fiz 69 anos no último dia 14", diz. Embora tenha superado em quatro anos o limite de idade fixado no estatuto da companhia, Sampol afirma que o teto não faz parte de uma regra formal estabelecida pelos acionistas. Como tradição da companhia, o mandato de diretor geral da Klabin dura um ano, renovável. Sampol ocupará lugar no conselho consultivo a ser criado pelos acionistas juntamente com Donald Mota, que deixa a diretoria comercial. Poernbacher completará 65 anos no início de abril.
Depois da crise pós-desvalorização do real que abalou suas finanças no início da década, a Klabin teve de vender mais de US$ 800 milhões em fábricas de papel de imprensa, papéis sanitários além do projeto de celulose solúvel. A fabricante manteve os negócios de papelão ondulado e sacos industriais e reforçou o foco no segmento de papel-cartão, produto utilizado em embalagens tipo TetraPak, maior cliente da Klabin. No fim de 2007, deu início à operação da nova fábrica deste tipo de papel, que consumiu investimento de R$ 2,2 bilhões.
Poernbacher deixou claro que o foco da Klabin não será alterado. Afirmou que a empresa estudará neste ano a viabilidade de uma nova fábrica de papel-cartão e o início da produção de celulose, cujo objetivo é garantir o abastecimento futuro da matéria-prima para fabricação própria. Ambos os projetos já tinham sido anunciados pela diretoria anterior.
Além da mudança no comando geral, a Klabin anunciou alterações na diretoria financeira e de relações com investidores com a saída de Ronald Seckelmann. Antonio Sergio Alfano, diretor de planejamento e de controle, será responsável interinamente pela área. "Estamos iniciando agora a escolha de executivo financeiro", declara Poernbacher.
Paulo Petterle, que dirigia a área de papéis e sacos industriais, centralizará as atividades operacionais de todas as unidades de negócios. "Isso facilitará a alocação de fibras de madeira [a principal matéria-prima] para as unidades. Torna a gestão mais ágil." Francisco Razzolini, responsável pelo projeto da nova máquina de papel-cartão, cuidará da diretoria de projetos, tecnologia e suprimentos.
A Klabin também promoveu quatro gerentes as funções de diretores - Roberto Tonioli (recursos humanos), José Artemio Totti (florestal), José Gertrudes Soares (área comercial papéis) e Edgard Avezum Júnior (área comercial de papéis cartões). A diretoria de comunicação e responsabilidade social foi extinta com a saída de Wilberto Lima Junior e a gerência responderá ao diretor-geral.
Indicado para ocupar o cargo de diretor-geral, Reinoldo Poernbacher faz as contas de quanto poderá produzir em uma década administrando a mesma quantidade de recursos naturais. "Por meio de pesquisa e desenvolvimento, é possível extrair mais das florestas. A meta com o avanço tecnológico é produzir 50% mais em dez anos", declara Poernbacher, que substituirá o espanhol naturalizado brasileiro Miguel Sampol no comando geral da centenária companhia desde 2002.
Tendo acumulado experiência nos últimos anos na área de negócios florestais da empresa, Poernbacher faz planos de aprofundar o conceito de multiuso dos recursos das florestas. "Agora qualquer análise de investimento na Klabin passa por considerar a fabricação de combustíveis gerados a partir da celulose", diz.
Nos últimos tempos, a empresa tem se envolvido em eventos internacionais ligados à discussão de biomassa. Executivos estiveram recentemente na Suécia discutindo e analisando as atuais alternativas. "Hoje já há o conhecimento, mas, por questões de custo, não é possível produzir combustíveis a partir da celulose com competitividade”.
A Klabin possui 431 mil hectares de terras principalmente no Paraná e Santa Catarina. Deste total, 157 mil hectares são de pinus e 58 mil hectares de eucaliptos plantados. Entre 2006 e 2008, há planos de aumentar em 40 mil hectares a área de plantio próprio, além de pelo menos 25 mil hectares de plantio terceirizado. Mas praticamente toda a receita líquida da companhia, que em 2007 foi de R$ 2,7 bilhões, foi gerada com a produção de papéis e afins.
Natural de Joaçaba (SC) e engenheiro químico pela UFPR, Poernbacher começou sua trajetória profissional na indústria petroquímica, começando pela Petrobras no fim dos anos 60. Ele passou por empresas privadas no pólo de Camaçari, na Bahia, quando entrou, em 1994, na Klabin para atuar no projeto de produção de celulose solúvel. Em 1999, mudou para o QG da empresa em São Paulo. Poernbacher substitui Sampol numa fase em que a Klabin acaba de concluir um investimento em produtos de maior margem e planeja seu novo ciclo de investimentos.
Miguel Sampol explicou que sua saída vinha sendo negociada com o conselho de administração ao longo de 2007. "Fiz 69 anos no último dia 14", diz. Embora tenha superado em quatro anos o limite de idade fixado no estatuto da companhia, Sampol afirma que o teto não faz parte de uma regra formal estabelecida pelos acionistas. Como tradição da companhia, o mandato de diretor geral da Klabin dura um ano, renovável. Sampol ocupará lugar no conselho consultivo a ser criado pelos acionistas juntamente com Donald Mota, que deixa a diretoria comercial. Poernbacher completará 65 anos no início de abril.
Depois da crise pós-desvalorização do real que abalou suas finanças no início da década, a Klabin teve de vender mais de US$ 800 milhões em fábricas de papel de imprensa, papéis sanitários além do projeto de celulose solúvel. A fabricante manteve os negócios de papelão ondulado e sacos industriais e reforçou o foco no segmento de papel-cartão, produto utilizado em embalagens tipo TetraPak, maior cliente da Klabin. No fim de 2007, deu início à operação da nova fábrica deste tipo de papel, que consumiu investimento de R$ 2,2 bilhões.
Poernbacher deixou claro que o foco da Klabin não será alterado. Afirmou que a empresa estudará neste ano a viabilidade de uma nova fábrica de papel-cartão e o início da produção de celulose, cujo objetivo é garantir o abastecimento futuro da matéria-prima para fabricação própria. Ambos os projetos já tinham sido anunciados pela diretoria anterior.
Além da mudança no comando geral, a Klabin anunciou alterações na diretoria financeira e de relações com investidores com a saída de Ronald Seckelmann. Antonio Sergio Alfano, diretor de planejamento e de controle, será responsável interinamente pela área. "Estamos iniciando agora a escolha de executivo financeiro", declara Poernbacher.
Paulo Petterle, que dirigia a área de papéis e sacos industriais, centralizará as atividades operacionais de todas as unidades de negócios. "Isso facilitará a alocação de fibras de madeira [a principal matéria-prima] para as unidades. Torna a gestão mais ágil." Francisco Razzolini, responsável pelo projeto da nova máquina de papel-cartão, cuidará da diretoria de projetos, tecnologia e suprimentos.
A Klabin também promoveu quatro gerentes as funções de diretores - Roberto Tonioli (recursos humanos), José Artemio Totti (florestal), José Gertrudes Soares (área comercial papéis) e Edgard Avezum Júnior (área comercial de papéis cartões). A diretoria de comunicação e responsabilidade social foi extinta com a saída de Wilberto Lima Junior e a gerência responderá ao diretor-geral.
Fonte: Valor Econômico
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