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Notícias
29
mar
2008
(CARBONO)
Banco aposta na responsabilidade ambiental como chamariz de investidores
O lançamento recente de um fundo de investimento que entregará créditos de carbono aos cotistas abre caminho para a participação cada vez mais ativa dos brasileiros no mercado de carbono. Este tipo de investidor, no entanto, não buscará somente lucros, e sim sentir-se responsável pelos benefícios promovidos pelos projetos.
“A sociedade já tomou consciência de que a sustentabilidade é uma realidade, e uma realidade gostosa, pois é gratificante poder fazer algo e dizer “eu fiz a minha parte”, comenta Victor Hugo Kamphorst, consultor socioambiental do Banco Real.
Kamphorst defende que, muito mais importante do que conscientizar sobre os problemas ambientais, como o aquecimento global, é preciso desenvolver o sentimento de “pertencimento”, ou seja, de que a pessoa é responsável pelas mudanças.
Pensando neste investidor, o Banco Real lançou um fundo de investimentos de renda fixa onde o cotista poderá receber um crédito de carbono se manter ao menos 25 mil reais aplicados por três anos.
Como o crédito de carbono no mercado compulsório de Quioto vale hoje cerca de 16 euros (43 reais), a entrega deste "bônus" tem um valor muito mais representativo do que financeiro. "Para mim, este significado de estar fazendo a sua parte ao contribuir com a redução das emissões vale muito mais do que o dinheiro", afirma Kamphorst.
Os créditos de carbono virão de um projeto do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) ligado ao Programa Floresta Real, que irá restaurar uma área de 84 hectares de mata ciliar da Bacia do Rio Juquiá, no interior de São Paulo.
O projeto beneficiará ainda a população local, que ganhará com a receita da venda das mudas e da colheita dos frutos dos pés de palmito-juçara. Serão plantadas 126 mil mudas e, depois, as áreas recuperadas serão transformadas em RPPN (reservas Particulares do Patrimônio Natural), o que significa que não poderão mais ser desmatadas.
O projeto, com metodologia já aplicada em países da Ásia, ainda está em fase de desenvolvimento de PDD (Project Design Document — documento de concepção do projeto) e precisa de aprovação do governo brasileiro e das Nações Unidas para receber os créditos de carbono. A estimativa de Kamphorst é ter o registro da ONU em 12 ou 18 meses.
Segundo o consultor, o programa deve reduzir entre 15 a 20 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). A cada tonelada de CO2 reduzida, o programa receberá um crédito de carbono.
Como o banco irá fechar o fundo em 250 milhões de reais, o banco irá destinar o valor da venda de 10 milhões de créditos de carbono para os investidores e ficará com os 5 ou 10 milhões restantes.
O Fundo Floresta Real ficará aberto até 1º de agosto de 2008 ou até atingir o limite de captação. Kamphorst diz que o Banco se compromete a comprar o volume total de créditos para entregar aos investidores caso tenha algum problema na aprovação do projeto de MDL junto à ONU, situação esta que considera bastante improvável.
Para saber mais sobre o fundo, acesse o site www.bancoreal.com.br/fundoflorestareal
“A sociedade já tomou consciência de que a sustentabilidade é uma realidade, e uma realidade gostosa, pois é gratificante poder fazer algo e dizer “eu fiz a minha parte”, comenta Victor Hugo Kamphorst, consultor socioambiental do Banco Real.
Kamphorst defende que, muito mais importante do que conscientizar sobre os problemas ambientais, como o aquecimento global, é preciso desenvolver o sentimento de “pertencimento”, ou seja, de que a pessoa é responsável pelas mudanças.
Pensando neste investidor, o Banco Real lançou um fundo de investimentos de renda fixa onde o cotista poderá receber um crédito de carbono se manter ao menos 25 mil reais aplicados por três anos.
Como o crédito de carbono no mercado compulsório de Quioto vale hoje cerca de 16 euros (43 reais), a entrega deste "bônus" tem um valor muito mais representativo do que financeiro. "Para mim, este significado de estar fazendo a sua parte ao contribuir com a redução das emissões vale muito mais do que o dinheiro", afirma Kamphorst.
Os créditos de carbono virão de um projeto do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) ligado ao Programa Floresta Real, que irá restaurar uma área de 84 hectares de mata ciliar da Bacia do Rio Juquiá, no interior de São Paulo.
O projeto beneficiará ainda a população local, que ganhará com a receita da venda das mudas e da colheita dos frutos dos pés de palmito-juçara. Serão plantadas 126 mil mudas e, depois, as áreas recuperadas serão transformadas em RPPN (reservas Particulares do Patrimônio Natural), o que significa que não poderão mais ser desmatadas.
O projeto, com metodologia já aplicada em países da Ásia, ainda está em fase de desenvolvimento de PDD (Project Design Document — documento de concepção do projeto) e precisa de aprovação do governo brasileiro e das Nações Unidas para receber os créditos de carbono. A estimativa de Kamphorst é ter o registro da ONU em 12 ou 18 meses.
Segundo o consultor, o programa deve reduzir entre 15 a 20 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). A cada tonelada de CO2 reduzida, o programa receberá um crédito de carbono.
Como o banco irá fechar o fundo em 250 milhões de reais, o banco irá destinar o valor da venda de 10 milhões de créditos de carbono para os investidores e ficará com os 5 ou 10 milhões restantes.
O Fundo Floresta Real ficará aberto até 1º de agosto de 2008 ou até atingir o limite de captação. Kamphorst diz que o Banco se compromete a comprar o volume total de créditos para entregar aos investidores caso tenha algum problema na aprovação do projeto de MDL junto à ONU, situação esta que considera bastante improvável.
Para saber mais sobre o fundo, acesse o site www.bancoreal.com.br/fundoflorestareal
Fonte: Carbono Brasil
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