Voltar
Notícias
28
mar
2008
(SETOR FLORESTAL)
Plantio de florestas cresce no Norte e Centro-Oeste
Para atender a demanda das indústrias processadoras de madeira, tais como de papel e celulose e siderurgia, a área plantada com florestas no Brasil deve crescer 31,5% dos atuais 5,7 milhões de hectares para 7,5 milhões de hectares. A expectativa do setor é que estados do Norte e do Centro-Oeste dêem suporte a esse crescimento. "Vai ocorrer a consolidação de pólos já existentes, como em Minas Gerais, e também a migração para regiões novas", diz Rubens Garlipp, superintendente da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS).
Mato Grosso do Sul é um dos estados onde o cultivo de florestas está sendo retomado. Na década de 70, auge da atividade no estado, a área chegou a atingir 500 mil hectares, caiu para 100 mil e há três anos vem sendo retomada. A Associação Sul Mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore) estima que atualmente essa área já esteja em 270 mil hectares. "Quando o governo concedeu incentivos fiscais para o cultivo de florestas, na década de 70, a área cresceu, mas não houve apoio para trazer indústrias para a região. Agora, elas voltaram a se instalar. Em 2009 teremos uma fábrica de papel e celulose do Grupo Votorantim e da International Paper do Brasil", conta Luiz Calvo Ramires Júnior, presidente da Reflore.
Ele explica que a retomada da vocação sul mato-grossense para a atividade está relacionada com os altos custos da terra no Sudeste e o melhor aproveitamento das propriedades em Mato Grosso do Sul. Como as áreas disponíveis são maiores, as empresas de reflorestamento têm ganhos de escala que podem variar de 10% a 15% na comparação com cultivos em áreas menores.
A retomada da silvicultura em Mato Grosso do Sul está ocorrendo no eixo da BR-262 entre Três Lagoas, Campo Grande até Aquidauana. "Essa região é ocupada por pecuária e há áreas degradadas, o que torna atrativa a silvipastoril, consorciando a pecuária com o cultivo de florestas", diz Ramires. Além de três siderúrgicas - uma da MMX Mineração e Metálicos S.A e duas da Vetorial Siderurgia, - além do projeto de papel e celulose da Votorantim, estão em estudo, segundo Ramires, projetos de construção de indústrias de chapas de madeira, ainda de serrarias e de compensados.
Para atender essa demanda futura, Ramires acredita que a atual área cultivada com florestas em Mato Grosso do Sul tem que sair dos 270 mil hectares para 500 mil hectares nos próximos sete anos. Também diretor da Ramires Reflorestamento, o executivo diz que os maiores investimentos que o grupo fará este ano será em Mato Grosso do Sul. "Temos áreas em Minas Gerais e no Maranhão. Mas este ano, dos R$ 21 milhões que investiremos nos três estados, 17 milhões serão em Mato Grosso do Sul", detalha Ramires.
O projeto é ampliar este ano a área atual de 9 mil hectares para 14,9 mil hectares. "Não imaginávamos retomada tão rápida aqui. Por isso, direcionamos a maior parte dos recursos para este estado". Em Minas Gerais, o grupo tem 6 mil hectares cutlivados e, ao final de 2009, mais 2 mil hectares vão ser acrescidos. "Minas tem um parque siderúrgico muito grande e ainda é muito compensatório investir lá. Pretendemos em 2010 procurar novas áreas para compra", diz Ramires.
A empresa atua no Maranhão desde 1986 onde possui 8 mil hectares. "Estamos pesquisando novas variedades para reformar a área a partir de 2009". Atualmente, as regiões Sul e Sudeste detêm 80% da área de florestas plantadas do País. Estima-se que em 2005 o consumo Da produção dos 5,7 milhões de hectares cultivados no País (dos quais 5,3 milhões com eucalipto e pinus) a indústria de celulose consome 30%, a de carvão, 22%, a de serraria (19%) e o restante se divide entre a de painéis constituídos e de compensados.
Mato Grosso do Sul é um dos estados onde o cultivo de florestas está sendo retomado. Na década de 70, auge da atividade no estado, a área chegou a atingir 500 mil hectares, caiu para 100 mil e há três anos vem sendo retomada. A Associação Sul Mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore) estima que atualmente essa área já esteja em 270 mil hectares. "Quando o governo concedeu incentivos fiscais para o cultivo de florestas, na década de 70, a área cresceu, mas não houve apoio para trazer indústrias para a região. Agora, elas voltaram a se instalar. Em 2009 teremos uma fábrica de papel e celulose do Grupo Votorantim e da International Paper do Brasil", conta Luiz Calvo Ramires Júnior, presidente da Reflore.
Ele explica que a retomada da vocação sul mato-grossense para a atividade está relacionada com os altos custos da terra no Sudeste e o melhor aproveitamento das propriedades em Mato Grosso do Sul. Como as áreas disponíveis são maiores, as empresas de reflorestamento têm ganhos de escala que podem variar de 10% a 15% na comparação com cultivos em áreas menores.
A retomada da silvicultura em Mato Grosso do Sul está ocorrendo no eixo da BR-262 entre Três Lagoas, Campo Grande até Aquidauana. "Essa região é ocupada por pecuária e há áreas degradadas, o que torna atrativa a silvipastoril, consorciando a pecuária com o cultivo de florestas", diz Ramires. Além de três siderúrgicas - uma da MMX Mineração e Metálicos S.A e duas da Vetorial Siderurgia, - além do projeto de papel e celulose da Votorantim, estão em estudo, segundo Ramires, projetos de construção de indústrias de chapas de madeira, ainda de serrarias e de compensados.
Para atender essa demanda futura, Ramires acredita que a atual área cultivada com florestas em Mato Grosso do Sul tem que sair dos 270 mil hectares para 500 mil hectares nos próximos sete anos. Também diretor da Ramires Reflorestamento, o executivo diz que os maiores investimentos que o grupo fará este ano será em Mato Grosso do Sul. "Temos áreas em Minas Gerais e no Maranhão. Mas este ano, dos R$ 21 milhões que investiremos nos três estados, 17 milhões serão em Mato Grosso do Sul", detalha Ramires.
O projeto é ampliar este ano a área atual de 9 mil hectares para 14,9 mil hectares. "Não imaginávamos retomada tão rápida aqui. Por isso, direcionamos a maior parte dos recursos para este estado". Em Minas Gerais, o grupo tem 6 mil hectares cutlivados e, ao final de 2009, mais 2 mil hectares vão ser acrescidos. "Minas tem um parque siderúrgico muito grande e ainda é muito compensatório investir lá. Pretendemos em 2010 procurar novas áreas para compra", diz Ramires.
A empresa atua no Maranhão desde 1986 onde possui 8 mil hectares. "Estamos pesquisando novas variedades para reformar a área a partir de 2009". Atualmente, as regiões Sul e Sudeste detêm 80% da área de florestas plantadas do País. Estima-se que em 2005 o consumo Da produção dos 5,7 milhões de hectares cultivados no País (dos quais 5,3 milhões com eucalipto e pinus) a indústria de celulose consome 30%, a de carvão, 22%, a de serraria (19%) e o restante se divide entre a de painéis constituídos e de compensados.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícias em destaque
Exportações de madeira perdem US$ 275 milhões em sete meses
Especialistas apontam que o protecionismo veio para ficar e exige diversificação, compliance e visão...
(MERCADO)
Pinus taeda versus elliottii: qual plantar?
A decisão entre Pinus taeda versus elliottii começa antes da compra da muda. Temperatura mínima, regime de chuvas, drenagem,...
(SILVICULTURA)
Como prevenir incêndios florestais no campo
Uma bituca lançada na margem de uma rodovia, uma queima de resíduos sem controle ou uma falha em um equipamento podem transformar...
(QUEIMADAS)
Quais são as 18 espécies de árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global
Estudo brasileiro identifica o pequeno grupo de árvores que domina a recuperação da Amazônia. Floresta tem instinto...
(GERAL)
Madeira de até R$ 6 mil o m³: por que a teca virou aposta milionária em MT
Mato Grosso está transformando uma árvore de origem asiática em um dos negócios de maior destaque da silvicultura...
(MADEIRA E PRODUTOS)
O webinar da ITTO-BMLEH aborda métodos de controle de pragas para melhorar a produção de teca.
O controle eficaz das principais pragas que afetam as plantações e florestas naturais de teca é crucial para reduzir as...
(INTERNACIONAL)














