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Notícias
28
mar
2008
(MÓVEIS)
Fabricantes querem linha de crédito para compra de móveis
Os fabricantes de móveis vão encaminhar ao governo federal um pedido para criação de uma linha de financiamento destinada especificamente a compra de mobiliário para pessoas de média e baixa renda que estão adquirindo ou reformando imóveis.
O valor viria de um percentual - não definido - do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Construção Civil. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Mobiliário (Abimóvel) sugere o montante de R$ 5 bilhões, e juros ao redor de 11% ao ano. "É um bom número", disse a este jornal o presidente da entidade, José Luiz Dias Fernandez.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma linha que possibilita o parcelamento de imóveis entregues com mobília.
O dirigente informou que o encaminhamento deste pleito será conduzido pela Frente Parlamentar do Setor Coureiro Calçadista, Têxtil e Moveleiro. Ainda não há data para a oficialização do pedido. Sem contar com estes recursos, Fernandez disse que o setor vai fechar 2008 com crescimento de, pelo menos, 10% em comparação ao desempenho de 2007, chegando próximo de R$ 21 bilhões. No ano passado, alta foi de 7% em relação a 2006.
Mercado
"Diversas fábricas estão direcionando parte significativa da exportação para o mercado interno. No pólo de Santa Catarina isto é bem visível", disse o presidente da Abimóvel, acrescentando: "Este pode ser o nosso grande ano".
Uma das preocupações dos fabricantes no momento, porém, é a possibilidade de escassez de alguns modelos de chapas de madeira. "O pessoal da construção civil está usando muito o MDF com textura e, com isso, absorvendo parte da produção", afirmou a presidente da Associação dos Fabricantes de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Maristela Longhi.
"Se acontecer crescimento superior a 10% neste ano, é bem provável que haja necessidade de medidas emergenciais, como revisão para cima das cotas de compra da Argentina ", exemplificou a dirigente gaúcha. "Existe o recurso de importar as chapas da China, embora eles ainda pequem pela qualidade e a demora", disse Maristela Longhi, ressaltando, no entanto, que o preço é o fator mais atraente.
Investimento
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa) nos últimos dez anos o setor investiu US$ 1,3 bilhão em modernização e atualização tecnológica e projeta recursos da ordem de US$ 1,1 bilhão para os próximos três anos na ampliação da capacidade das unidades de MDF (antigo aglomerado)e de MDP (chapa de média densidade), e ainda na expansão das áreas de reflorestamento. A capacidade nominal instalada anual passará de 6 milhões de metros cúbicos atuais para cerca de 10,2 milhões metros cúbicos em 2010.
Até o final do primeiro semestre está confirmado o início das operações das novas unidades de MDF da Berneck e da Satipel. Em 2009, a ampliação das capacidades das fábricas de MDF da Duratex, de MDP da Satipel em Taquari (RS) e de novas unidades de MDP da Fibraplac (RS), da Berneck (PR) e da Masisa (RS). Também em 2009, a Eucatex irá construir uma nova unidade de HDF em Salto (SP), que também poderá produzir MDF.
Da Ásia surge outra preocupação: o crescente volume de importações, tanto de móveis acabados, como de partes de móveis. No ano passado, foram US$ 295 milhões, 45% acima do montante registrado em 2006. Maristela Longhi, da Movergs, disse que "se não houver mudança na política cambial, que eleve o dólar para a faixa de R$ 1,80 a R$ 1,90, é certo que a taxa de importação vai ficar novamente em 45% (este ano)".
"Até agora vinham peças exóticas, principalmente da Tailândia, Indonésia e China, direcionadas para atender o gosto (e o bolso) da faixa de público da classe A. Isto está mudando. Já se vê, com certa regularidade, a importação de móveis para as classes B e C", ressaltou Maristela. "Acho que está na hora de o Brasil pensar em criar mecanismos de proteção", complementou a presidente da entidade gaúcha. E motivos não faltam.
Importações
No primeiro bimestre deste ano, o Brasil importou US$ 70 milhões em móveis, o que representa elevação de 70% ante igual período do ano passado, de US$ 41,3 milhões. A trajetória ascendente iniciou em 2002, com US$ 15 milhões. Comparando fevereiro deste ano com fevereiro de 2007, a alta foi de 68,4% - US$ 32,9 milhões neste ano, ante US$ 19,9 milhões em 2007. Velocidade menor ocorreu com as exportações: cotejando fevereiro com fevereiro, a alta foi de apenas 16% (US$ 79,1 milhões neste ano, ante US$ 68,1 milhões em 2007). Nos primeiros dois meses, o crescimento foi de apenas 7,6%: US$ 141 milhões neste ano, ante US$ 131,7 milhões em 2007.
O valor viria de um percentual - não definido - do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Construção Civil. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Mobiliário (Abimóvel) sugere o montante de R$ 5 bilhões, e juros ao redor de 11% ao ano. "É um bom número", disse a este jornal o presidente da entidade, José Luiz Dias Fernandez.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma linha que possibilita o parcelamento de imóveis entregues com mobília.
O dirigente informou que o encaminhamento deste pleito será conduzido pela Frente Parlamentar do Setor Coureiro Calçadista, Têxtil e Moveleiro. Ainda não há data para a oficialização do pedido. Sem contar com estes recursos, Fernandez disse que o setor vai fechar 2008 com crescimento de, pelo menos, 10% em comparação ao desempenho de 2007, chegando próximo de R$ 21 bilhões. No ano passado, alta foi de 7% em relação a 2006.
Mercado
"Diversas fábricas estão direcionando parte significativa da exportação para o mercado interno. No pólo de Santa Catarina isto é bem visível", disse o presidente da Abimóvel, acrescentando: "Este pode ser o nosso grande ano".
Uma das preocupações dos fabricantes no momento, porém, é a possibilidade de escassez de alguns modelos de chapas de madeira. "O pessoal da construção civil está usando muito o MDF com textura e, com isso, absorvendo parte da produção", afirmou a presidente da Associação dos Fabricantes de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Maristela Longhi.
"Se acontecer crescimento superior a 10% neste ano, é bem provável que haja necessidade de medidas emergenciais, como revisão para cima das cotas de compra da Argentina ", exemplificou a dirigente gaúcha. "Existe o recurso de importar as chapas da China, embora eles ainda pequem pela qualidade e a demora", disse Maristela Longhi, ressaltando, no entanto, que o preço é o fator mais atraente.
Investimento
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa) nos últimos dez anos o setor investiu US$ 1,3 bilhão em modernização e atualização tecnológica e projeta recursos da ordem de US$ 1,1 bilhão para os próximos três anos na ampliação da capacidade das unidades de MDF (antigo aglomerado)e de MDP (chapa de média densidade), e ainda na expansão das áreas de reflorestamento. A capacidade nominal instalada anual passará de 6 milhões de metros cúbicos atuais para cerca de 10,2 milhões metros cúbicos em 2010.
Até o final do primeiro semestre está confirmado o início das operações das novas unidades de MDF da Berneck e da Satipel. Em 2009, a ampliação das capacidades das fábricas de MDF da Duratex, de MDP da Satipel em Taquari (RS) e de novas unidades de MDP da Fibraplac (RS), da Berneck (PR) e da Masisa (RS). Também em 2009, a Eucatex irá construir uma nova unidade de HDF em Salto (SP), que também poderá produzir MDF.
Da Ásia surge outra preocupação: o crescente volume de importações, tanto de móveis acabados, como de partes de móveis. No ano passado, foram US$ 295 milhões, 45% acima do montante registrado em 2006. Maristela Longhi, da Movergs, disse que "se não houver mudança na política cambial, que eleve o dólar para a faixa de R$ 1,80 a R$ 1,90, é certo que a taxa de importação vai ficar novamente em 45% (este ano)".
"Até agora vinham peças exóticas, principalmente da Tailândia, Indonésia e China, direcionadas para atender o gosto (e o bolso) da faixa de público da classe A. Isto está mudando. Já se vê, com certa regularidade, a importação de móveis para as classes B e C", ressaltou Maristela. "Acho que está na hora de o Brasil pensar em criar mecanismos de proteção", complementou a presidente da entidade gaúcha. E motivos não faltam.
Importações
No primeiro bimestre deste ano, o Brasil importou US$ 70 milhões em móveis, o que representa elevação de 70% ante igual período do ano passado, de US$ 41,3 milhões. A trajetória ascendente iniciou em 2002, com US$ 15 milhões. Comparando fevereiro deste ano com fevereiro de 2007, a alta foi de 68,4% - US$ 32,9 milhões neste ano, ante US$ 19,9 milhões em 2007. Velocidade menor ocorreu com as exportações: cotejando fevereiro com fevereiro, a alta foi de apenas 16% (US$ 79,1 milhões neste ano, ante US$ 68,1 milhões em 2007). Nos primeiros dois meses, o crescimento foi de apenas 7,6%: US$ 141 milhões neste ano, ante US$ 131,7 milhões em 2007.
Fonte: CGI Imóveis
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