Voltar
Notícias
22
mar
2008
(CARBONO)
Compostagem pode se transformar em adubo e virar crédito de carbono
Um grupo formado por três professores da Unesp de Bauru está há cinco meses realizando um estudo preliminar para reaproveitar os resíduos sólidos urbanos gerados em Lençóis Paulista e transformá-los em adubo.
A idéia é que o município, futuramente, consiga créditos de carbono a partir do reaproveitamento do lixo que produz.
Os estudos estão sendo realizados pelos professores Celso Luiz Silva, Jorge Hamada e Nariaqui Cavaguti. Este último é especialista na área de compostagem. Silva, que é professor do curso de engenharia mecânica da Unesp, lembra que os estudos estão bastante adiantados e, possivelmente, uma primeira versão do projeto será concluída no próximo mês.
“O objetivo é organizar e apresentar um projeto exeqüível de compostagem para matéria orgânica. Porque em Lençóis Paulista eles já têm todo um processo de triagem e separação do material que é comercializado (material reciclável)”, comenta.
De acordo com o professor, atualmente o município já separa os materiais recicláveis, mas a maior parte do lixo, no entanto, acaba indo parar no aterro sanitário.
Dessa forma, o estudo que está sendo realizado pelos três professores visa criar condições para aproveitar também o lixo composto para fins de adubação.
“O que nós resolvemos é organizar como é que seria a rota do material depois que passa pela triagem para realmente ter uma eficiência máxima em termos do processo de compostagem”, diz Silva.
“Como resultado deste processo, nós temos um composto que tem qualidades, principalmente, para adubação. A idéia é destiná-lo para toda parte de adubação das plantas, dos viveiros municipais e praças. E ainda tem uma quantidade que está sendo oferecida para parceiros da prefeitura”, detalha.
O professor evita falar em números, mas a expectativa é de que possa ser gerado até cinco toneladas/dia de adubo a partir do aproveitamento dos resíduos sólidos urbano de Lençóis Paulista.
Ele ressalta que a prefeitura terá de investir na adequação do pátio, onde atualmente o lixo coletado é depositado. “Vamos tentar fazer o melhor com o menor custo. A idéia é aproveitar a área que já tem. Vai ter que dar uma arrumada, claro, mas é suficiente em termos de área”, garante.
Créditos de carbono
O segundo ponto do projeto, segundo o professor Celso Luiz Silva, é pleitear os créditos de carbono para o município de Lençóis Paulista a partir do projeto que será desenvolvido pelo grupo de professores.
Créditos de carbono são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa. Eles criam um mercado para a redução desses gases dando um valor monetário a poluição.
“Implantando o projeto de uma maneira técnico científica adequada, nós teríamos condições de pleitear os créditos desde que o composto resultante tenha uma destinação. É uma das condições”, confirma.
O professor lembra que já está sendo preenchido o formulário que pleiteia os créditos de carbono e que o documento será encaminhado, pela Prefeitura de Lençóis Paulista, para o Ministério da Ciência e Tecnologia. “Estamos trabalhando em cima deste documento”, revela.
Acordos internacionais, como o Protocolo de Quioto, determinam uma cota máxima que países desenvolvidos podem emitir gases que comprometam ainda mais o efeito estufa.
Os países por sua vez criam leis que restrigem as emissões de gases. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono.
A idéia é que o município, futuramente, consiga créditos de carbono a partir do reaproveitamento do lixo que produz.
Os estudos estão sendo realizados pelos professores Celso Luiz Silva, Jorge Hamada e Nariaqui Cavaguti. Este último é especialista na área de compostagem. Silva, que é professor do curso de engenharia mecânica da Unesp, lembra que os estudos estão bastante adiantados e, possivelmente, uma primeira versão do projeto será concluída no próximo mês.
“O objetivo é organizar e apresentar um projeto exeqüível de compostagem para matéria orgânica. Porque em Lençóis Paulista eles já têm todo um processo de triagem e separação do material que é comercializado (material reciclável)”, comenta.
De acordo com o professor, atualmente o município já separa os materiais recicláveis, mas a maior parte do lixo, no entanto, acaba indo parar no aterro sanitário.
Dessa forma, o estudo que está sendo realizado pelos três professores visa criar condições para aproveitar também o lixo composto para fins de adubação.
“O que nós resolvemos é organizar como é que seria a rota do material depois que passa pela triagem para realmente ter uma eficiência máxima em termos do processo de compostagem”, diz Silva.
“Como resultado deste processo, nós temos um composto que tem qualidades, principalmente, para adubação. A idéia é destiná-lo para toda parte de adubação das plantas, dos viveiros municipais e praças. E ainda tem uma quantidade que está sendo oferecida para parceiros da prefeitura”, detalha.
O professor evita falar em números, mas a expectativa é de que possa ser gerado até cinco toneladas/dia de adubo a partir do aproveitamento dos resíduos sólidos urbano de Lençóis Paulista.
Ele ressalta que a prefeitura terá de investir na adequação do pátio, onde atualmente o lixo coletado é depositado. “Vamos tentar fazer o melhor com o menor custo. A idéia é aproveitar a área que já tem. Vai ter que dar uma arrumada, claro, mas é suficiente em termos de área”, garante.
Créditos de carbono
O segundo ponto do projeto, segundo o professor Celso Luiz Silva, é pleitear os créditos de carbono para o município de Lençóis Paulista a partir do projeto que será desenvolvido pelo grupo de professores.
Créditos de carbono são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa. Eles criam um mercado para a redução desses gases dando um valor monetário a poluição.
“Implantando o projeto de uma maneira técnico científica adequada, nós teríamos condições de pleitear os créditos desde que o composto resultante tenha uma destinação. É uma das condições”, confirma.
O professor lembra que já está sendo preenchido o formulário que pleiteia os créditos de carbono e que o documento será encaminhado, pela Prefeitura de Lençóis Paulista, para o Ministério da Ciência e Tecnologia. “Estamos trabalhando em cima deste documento”, revela.
Acordos internacionais, como o Protocolo de Quioto, determinam uma cota máxima que países desenvolvidos podem emitir gases que comprometam ainda mais o efeito estufa.
Os países por sua vez criam leis que restrigem as emissões de gases. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono.
Fonte: Jornal da Cidade (Baurú)
Notícias em destaque
Silvicultura fortalece agroindústria e impulsiona sustentabilidade no campo em Minas Gerais
A silvicultura, antes associada principalmente à produção de celulose, papel e carvão vegetal, vem se consolidando...
(SILVICULTURA)
O mercado de lixamento de madeira deverá atingir US$ 2 bilhões até 2036
A estrutura de mercado reflete a gestão de riscos, e não uma transição linear de ferramentas básicas para...
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Novo estudo do Brazilian Furniture revela caminhos de expansão no Reino Unido
O relatório publicado pela ABIMÓVEL e ApexBrasil detalha o cenário econômico e concorrencial britânico, mapeando...
(MERCADO)
Atualização das exportações - novembro e dezembro de 2025
Em novembro de 2025, as exportações brasileiras de produtos derivados da madeira (exceto celulose e papel) diminuíram 37% em...
(MERCADO)
Demanda por celulose faz valor do eucalipto subir 30,6 por cento em um ano
Metro estéreo passou de R$ 137,47 para R$ 179,46 entre novembro de 2024 e 2025.
O preço da madeira de eucalipto destinado...
(MERCADO)
Setor madeireiro aposta em estratégia para 2026
Novo episódio do Podcast WoodFlow discute aprendizados de 2025, impactos das tarifas e caminhos para o próximo ano.
A...
(GERAL)














