Voltar
Notícias
12
mar
2008
(EXPORTAÇÃO)
Sebrae: cai número de micro e pequenos exportadores
O número de pequenas e micro empresas exportadoras caiu 4,4% em 2006 na comparação ao ano anterior. Foram 12.998 empresas de micro e pequeno porte que venderam seus produtos no exterior em 2006, contra 13.538 em 2005. É o que revela o estudo "As Micro e Pequenas Empresas na Exportação Brasileira - Brasil e Estados - 1998 - 2006", divulgado segunda-feira (10) pelo Sebrae e produzido com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), por meio da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).
Segundo o Sebrae, essa é uma tendência desde 1999 e a única exceção ocorreu em 2004, quando o número de pequenas empresas exportadoras cresceu duas vezes mais que o de grandes e médias empresas.
De acordo com o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a valorização do real ante o dólar é o fator que mais explica essa redução. "A valorização cambial tira muita competição dos pequenos", afirmou. O economista da Funcex, Fernando Ribeiro, acrescentou que, ao contrário das grandes e médias companhias que se utilizam da taxa de câmbio valorizada para importar insumos e, com isso, reduzir alguns custos de produção, as pequenas não conseguem utilizar essa estratégia.
O estudo mostrou ainda uma redução de participação das exportações das micro e pequenas empresas no valor total das exportações brasileiras. Após atingir 2,13%, em 1998, elas passaram a representar apenas 1,4% em 2006.
O número de pequenas e micros que exportam continuamente também é pequeno. No ano de 2006, 31,8% das microempresas que exportaram também o fizeram continuamente em anos anteriores. As que exportaram de forma descontínua somaram 34,5% e 33,7% foram estreantes naquele ano.
Regiões
As exportações das micro e pequenas empresas brasileiras se concentram essencialmente nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde estão quase 95% das firmas exportadoras deste segmento. Esse grupo é responsável por 82% do valor total vendido pelo segmento no exterior.
De acordo com o levantamento do Sebrae, somente o Estado de São Paulo reúne 47% das empresas de micro e pequeno porte que exportam, seguido do Rio Grande do Sul (16,2%), Minas Gerais (8,6%), Santa Catarina (7,7%), Paraná (7,6%) e Rio de Janeiro (6,2%). O Espírito Santo participa com apenas 1,7% do total.
Na Região Norte, o estado mais representativo em termos de exportação é o Pará, com 1,9% do total brasileiro. No Nordeste destacam-se o Ceará (1,4%) e a Bahia (1,2%).
Perfil
Mais de 90% das micro e pequenas empresas brasileiras exportadoras são firmas industriais ou comerciais, fornecedoras essencialmente de bens manufaturados, segundo as análises feitas no estudo.
Programa de apoio
O Sebrae lançará em abril o Programa de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas, destinado a apoiar os empresários deste segmento, interessados em exportar e de se manterem de forma sustentável no mercado externo. "O apoio principal será dado para a passagem de informações aos pequenos empresários", afirmou o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.
O estudo identificou que o principal motivo de desistência ou medo das exportações são as turbulências no mercado internacional e a falta de informações sobre como atuar. Para o Sebrae, fazer um planejamento adequado para administrar as exportações e superar eventuais dificuldades é a chave para manter as pequenas e micro empresas no mercado externo, algo que o programa de internacionalização poderá ensinar.
O programa pretende aumentar o acesso dos empresários a informações num trabalho integrado do Sebrae, com a Agência de Apoio às Exportações (Apex), Banco do Brasil, BNDES e os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Relações Exteriores. Será dado foco às exigências da legislação para realização das exportações, como especificações sobre embalagens, etiquetas, questões ambientais, e a respeito do que busca o consumidor dos países para onde se pretende exportar.
Segundo o Sebrae, essa é uma tendência desde 1999 e a única exceção ocorreu em 2004, quando o número de pequenas empresas exportadoras cresceu duas vezes mais que o de grandes e médias empresas.
De acordo com o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a valorização do real ante o dólar é o fator que mais explica essa redução. "A valorização cambial tira muita competição dos pequenos", afirmou. O economista da Funcex, Fernando Ribeiro, acrescentou que, ao contrário das grandes e médias companhias que se utilizam da taxa de câmbio valorizada para importar insumos e, com isso, reduzir alguns custos de produção, as pequenas não conseguem utilizar essa estratégia.
O estudo mostrou ainda uma redução de participação das exportações das micro e pequenas empresas no valor total das exportações brasileiras. Após atingir 2,13%, em 1998, elas passaram a representar apenas 1,4% em 2006.
O número de pequenas e micros que exportam continuamente também é pequeno. No ano de 2006, 31,8% das microempresas que exportaram também o fizeram continuamente em anos anteriores. As que exportaram de forma descontínua somaram 34,5% e 33,7% foram estreantes naquele ano.
Regiões
As exportações das micro e pequenas empresas brasileiras se concentram essencialmente nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde estão quase 95% das firmas exportadoras deste segmento. Esse grupo é responsável por 82% do valor total vendido pelo segmento no exterior.
De acordo com o levantamento do Sebrae, somente o Estado de São Paulo reúne 47% das empresas de micro e pequeno porte que exportam, seguido do Rio Grande do Sul (16,2%), Minas Gerais (8,6%), Santa Catarina (7,7%), Paraná (7,6%) e Rio de Janeiro (6,2%). O Espírito Santo participa com apenas 1,7% do total.
Na Região Norte, o estado mais representativo em termos de exportação é o Pará, com 1,9% do total brasileiro. No Nordeste destacam-se o Ceará (1,4%) e a Bahia (1,2%).
Perfil
Mais de 90% das micro e pequenas empresas brasileiras exportadoras são firmas industriais ou comerciais, fornecedoras essencialmente de bens manufaturados, segundo as análises feitas no estudo.
Programa de apoio
O Sebrae lançará em abril o Programa de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas, destinado a apoiar os empresários deste segmento, interessados em exportar e de se manterem de forma sustentável no mercado externo. "O apoio principal será dado para a passagem de informações aos pequenos empresários", afirmou o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.
O estudo identificou que o principal motivo de desistência ou medo das exportações são as turbulências no mercado internacional e a falta de informações sobre como atuar. Para o Sebrae, fazer um planejamento adequado para administrar as exportações e superar eventuais dificuldades é a chave para manter as pequenas e micro empresas no mercado externo, algo que o programa de internacionalização poderá ensinar.
O programa pretende aumentar o acesso dos empresários a informações num trabalho integrado do Sebrae, com a Agência de Apoio às Exportações (Apex), Banco do Brasil, BNDES e os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Relações Exteriores. Será dado foco às exigências da legislação para realização das exportações, como especificações sobre embalagens, etiquetas, questões ambientais, e a respeito do que busca o consumidor dos países para onde se pretende exportar.
Fonte: Agência Estado
Notícias em destaque
Silvicultura fortalece agroindústria e impulsiona sustentabilidade no campo em Minas Gerais
A silvicultura, antes associada principalmente à produção de celulose, papel e carvão vegetal, vem se consolidando...
(SILVICULTURA)
O mercado de lixamento de madeira deverá atingir US$ 2 bilhões até 2036
A estrutura de mercado reflete a gestão de riscos, e não uma transição linear de ferramentas básicas para...
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Novo estudo do Brazilian Furniture revela caminhos de expansão no Reino Unido
O relatório publicado pela ABIMÓVEL e ApexBrasil detalha o cenário econômico e concorrencial britânico, mapeando...
(MERCADO)
Atualização das exportações - novembro e dezembro de 2025
Em novembro de 2025, as exportações brasileiras de produtos derivados da madeira (exceto celulose e papel) diminuíram 37% em...
(MERCADO)
Demanda por celulose faz valor do eucalipto subir 30,6 por cento em um ano
Metro estéreo passou de R$ 137,47 para R$ 179,46 entre novembro de 2024 e 2025.
O preço da madeira de eucalipto destinado...
(MERCADO)
Setor madeireiro aposta em estratégia para 2026
Novo episódio do Podcast WoodFlow discute aprendizados de 2025, impactos das tarifas e caminhos para o próximo ano.
A...
(GERAL)














